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Aula 3 16/10 Carlla Alessandra MED103 
Definição: acumulo de liquido no espaço 
intersticial. 
 
Ocorre devido a quebra dos mecanismos de 
controle do volume de líquidos no interstício. 
Pode ser localizado ou generalizado. 
 
 Ascite: acumulo de liquido nas cavidades 
pré formadas: cavidade abdominal, 
cavidade pleural e espaço pericárdio. 
Ocorre por mecanismos complexos. 
 
 Edema localizado: acomete apenas um 
membro. Está relacionado ao fluxo do 
fluido ao longo do leito capilar. 
 
Causas: ativação do sistema renina angiotensina 
aldosterona, ADH ativado por mecanismos não 
osmóticos, SN simpático atuando de forma 
exacerbada. 
 
Forças de Starling: na extremidade arterial a 
pressão hidrostática é maior que a oncótica, o 
liquido sai de dentro do vaso em direção ao 
interstício. Conforme vai saindo a P hidrostatica 
vai diminuindo, proporcionalmente há maior 
quantidade de albumina e a pressão oncótica 
aumenta, conseqüentemente o liquido volta ao 
vasos, o que não volta é usado pelos linfáticos 
para 
drenagem. 
 
 
 
Processos inflamatórios aumentam a 
permeabilidade. Numa situação de aumento da 
permeabilidade, o espaço entre uma célula e 
outra aumenta, aumentando a chance de 
transudação. 
 
 
 
Aspectos semiotécnicos: 
 Historia clinica e exame físico (ex: 
paciente com histórico de doenças de 
chagas, dispnéia progressiva e ortopneia, 
edema de origem cardíaca) 
 Contexto clínico, é fundamental para 
saber a origem 
 Edema clinico (generalizado): ganho de 
peso (4 a 5%) 
 Peso seqüencial: ajuda a avaliar a 
resposta terapêutica (Diurético de alça e 
restrição hidrosalina são as 
recomendações para o tratamento de 
edema) 
 
Sinal de Cacifo ou de Godet: compressão na 
região pré tibial por 10 segundos, se há depressão 
existe o sinal de cacifo ou de godet. 
É classificado de + a ++++. 
4+= 1 polpa digita 
Desaparecimento: <15 seg diminui a PO (P 
oncótica) 
 >15 seg aumenta p pH 
 
Edema localizado: 
Trombose venosa profunda: No leito venoso 
ocorre o aumento da pressão hidrostática (o 
oposto para melhorar o edema, que seria a 
diminuição da P hidrostática). Normalmente é 
assimétrico. Sintomas: dor e empastamento da 
panturrilha. 
Erisipela: 
 
Trombose venosa profunda: 
 
Linfedema: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Angioedema: relacionado a quadros alérgicos. As 
áreas com TC frouxo são mais acometidas. É um 
 
 
 
 
 
 
 
edema assimétrico, frio e indolor. Ocorre alta 
permeabilidade do leito capilar e liberação de 
mastócitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antagonistas de Cálcio: ocorre vasodilatação 
arteriolar (alta PH), isso faz com que ocorra o 
aumento da permeabilidade. Edema simétrico, 
indolor, costuma aparecer em pés e tornozelos. 
 
Edema generalizado 
Na síndrome nefrótica pode comprometer as 
serosas, gerando derrame pleural, ascite e 
derrame pericárdio. O mais comum é derrame 
pleural. Urina espumosa= proteína na urina. 
Tríade: hipoalbunemia, proteinúria e edema. 
Causada por uma glomerulopatia. Pode ser por 
nefrite lúpica ou doenças primárias no rim. 
 
Síndrome nefrítica: sua marca é a redução da 
função renal, se manifesta com edema e 
hipertensão arterial. Hematúria é um marcador 
de sangramento glomerular. Tríade nefrítica: 
hipertensão, hematúria e oligúria. 
 
 Insuficiência cardíaca congestiva: é um edema de 
origem renal. Se ele tem pressão venosa elevada, 
ele tem diminuição do volume arterial efetivo de 
sangue, manda menos sangue para frente e 
represa sangue para trás  aumenta a pressão 
hidrostática. Então acumula no átrio esquerdo, 
veias pulmonares, aumento da p hidrostática no 
pulmão. Se acometer também o coração direito, 
pode ocorrer turgência jugular, aumento do 
fígado e edema, devido uma congestão sistêmica. 
 
Cirrose hepática: possui ascite exuberante. Possui 
icterícia; eritema palmar; encefalopatia hepática; 
hálito hepático; equimoses; hematêmese/ 
melena; esplenomegalia; aranhas vasculares 
(spiders); hipotrofia muscular; alopecia, 
ginecomastia e atrofia testicular (homens); ascite; 
circulação colateral (cabeça de medusa). 
 
Caso Clínico 1: 
 M.P.J, branca, solteira, 22 anos, manicura, 
nascida e residente em Mendes, católica. 
 Queixa Principal: “Meu rosto está inchado” 
 HDA: Relata que, há 2 semanas, começou a 
perceber que acordava, pela manhã, com as 
pálpebras superiores e inferiores bilateralmente 
edemaciadas (edema matutino), que melhorava 
ao voltar do trabalho e edema em membros 
inferiores, mais acentuado ao final do dia. 
 Revisão de sistemas: urina cm espuma e artralgia 
(dor nas articulações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Histórico Familiar: mãe e tia materna portadores 
de Lúpus sistêmico (LES) - é uma doença 
autoimune, com grande frequência compromete 
os rins. 
 Paciente vigil, orientada, ativa, marcha atípica e 
fáceis renal. 
Exame físico: PA=100/60 mmhg. Fc=72bpm 
Fr=16IRM Tax=36C 
 
Resultado: Síndrome nefrótica 
Porque um paciente com síndrome nefrótica 
possui edema? Quando o paciente possui 
síndrome nefrótica ele apresenta um 
comprometimento da barreira glomerular, 
permitindo a passagem da albumina e, 
consequentemente. Reduzindo a pressão 
oncótica. 
Para que o líquido intersticial volte para a 
extremidade arterial do capilar é necessário 
apresentarmos uma pressão oncótica maior que a 
pressão hidrostática. Porem, na síndrome 
nefrótica a pressão oncótica está muito baixa, 
dificultando o retorno do líquido e levando a 
formação de edema. Há também retenção de 
sódio, eleva a pressão hidrostática, cooperando 
para o edema. 
Albumina muito baixa: edema generalizado- 
anasarca, derrames cavitários. 
Caso Clínico 2: 
Identificação: J.R.M, 8 anos, masculino, solteiro, 
estudante, nascido e residente em Vassouras, 
católico. 
Queixa Principal: “Dor de cabeça e enjoos” 
 HDA: É levado ao HUV por sua mãe com relato de 
redução do volume urinário e urina escura há três 
dias e surgimento de edema em membros 
inferores há 24 horas. Hoje pela manhã, a criança 
referiu cefaleia holocraniana (na cabeça toda) e 
enjoos. 
Revisão de sistemas: Não apresentou nada 
relevante 
Paciente vigil, orientado, ativo, marcha atípica e 
fáceis atípica. 
 Ao exame físico: PA= 170/100mmhg Fc=82bpm 
FE=20IRM Tax=36,0°C 
 
Resultado: Síndrome nefrítica 
É um quadro agudo 
Urina escura: hematúria 
Marchas e fáceis atípicas, Hipertensão 
 
Tríade de síndrome nefrítica: Hipertensão, 
hematúria e oligúria. 
O paciente que possui uma inflamação no 
glomérulo irá apresentar uma redução intensa da 
filtração glomerular, desse modo, não se é 
possível realizar a excreção de sódio -- Há uma 
diminuição da excreção e uma retenção de sódio 
(reabsorção), leva a um aumento da volemia, 
determinando o aumento da pressão hidrostática, 
gerando o EDEMA. 
 
Tratamento: diurético de alça e restrição de sódio. 
Causa do edema: principalmente por queda da 
taxa de filtração glomerular (TFG) e redução da 
excreção de sódio. 
 
 
 
 
 
 
Caso clínico 3 
J.S, branco, masculino, 66 anos, casado, pintor, 
natural de varginha, residente em vassouras, 
católico. 
 Queixa Principal: “Estou inchado” 
 HDA: Relata que, há dois meses, começou a 
apresentar edema vespertino, que se acentuou 
nos últimos dias. Refere que o edema é indolor e 
sem alteração na temperatura local. 
Revisão de sistemas: ACV: dispneia e ortopneia 
 História patológica pregressa: Infarto há 3 anos 
 Paciente vigil, orientado, ativo, marcha atípica e 
fáceis atípica 
 Ao exame físico: PA=90/60mmhg Fc=110bp 
FR=24IRM Tax=36C 
 
Resultado: Insuficiência cardíaca congestiva 
Diminuição do débito cardíaco (não manda 
sangue para a frente, aumenta a pressão venosa, 
pois o VE não consegue bombear sangue para a 
frente, retém sangue no AE, veias pulmonares e 
capilares pulmonares) e falência do miocárdio. 
O edema é marca da insuficiência cardíaca direita, 
enquanto a dispneiaé a marca da insuficiência 
cardíaca esquerda. 
O edema ocorre principalmente porque temos um 
aumento da pressão venosa sistémica. 
Edema vespertino: ele é gravitacional 
 
 
Caso clínico 4 
Identificação: L.M.P, 65 anos, masculino, solteiro, 
comerciante aposentado, nascido e residente em 
Barra do Piraí, católico. 
 Queixa Principal: “Minha barriga cresceu” 
 HDA: Paciente refere que percebeu aumento 
progressivo do volume abdominal nos últimos 
dois meses, associado a edema em membros 
inferiores. 
 Revisão de sistemas: TGI: melena 
 História social: etilista inveterado (5 doses de 
aguardente diariamente, há pelo menos 20 anos) 
 Paciente vigil, orientado, ativo, marcha atípica e 
fáceis atípica. 
Ao exame físico: Pa= 90/60mmhg Fc=95bpm 
FR=22IRM Tax=36C 
 
Resultado: cirrose hepática 
 
Redução da albumina que é sintetizada no fígado, 
consequentemente, reduz-se a pressão oncótica, 
leva a um edema. 
O fígado também produz fatores de coagulação e 
por essa alteração na produção, ocorre a melena 
(sangue nas fezes). 
Existe uma destruição da arquitetura hepática, 
assim o fluxo sanguíneo e de linfa pelos sinusoides 
é comprometido, ocorre um fluxo inadequado, 
aumenta-se a pressão no território venoso 
(sistema porta e sistema linfático), começa a 
formar uma circulação colateral venosa, a um 
aumento da capacitância venosa, fazendo com 
que aja redução do retorno venoso, diminuição do 
débito cardíaco, retenção hidrosalina.

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