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Fisiologia I

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1 Fisiologia I | 2021.1 
 
A palavra fisiologia vem do grego physis, que 
significa natureza, e de logos que significa estudo. 
Sendo assim, a fisiologia trata-se do estudo das 
múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas 
nos seres vivos. Dessa forma, a fisiologia estuda o 
funcionamento do organismo. 
A base da fisiologia é o estudo dos mecanismos de 
funcionamento dos órgãos e dos sistemas do 
organismo animal. Além disso, estuda as possíveis 
interações entre eles e as formas de regulação do 
equilíbrio interno. 
O corpo dos animais está sempre em busca a 
homeostase, ou seja, a estabilidade ou equilíbrio 
interno do organismo. É no estado de homeostase 
que o organismo vai funcionar plenamente. 
A homeostase é um processo de autorregulação por 
meio do qual sistemas biológicos tendem a manter 
sua estabilidade para se ajustarem a condições de 
sobrevivência. Sendo assim, trata-se da estabilidade 
interna do organismo. 
Existem vários mecanismos que os órgãos e os 
tecidos utilizam para manter a homeostase. Alguns 
exemplos são: a pressão arterial, a temperatura, a 
volemia, a osmolaridade. Esses sistemas de controle 
são chamados de mecanismos homeostáticos, e 
praticamente todos os tecidos, órgãos e sistemas 
possuem um mecanismo para atingir a homeostase. 
Então, quando o organismo está saudável, ou seja, 
está em homeostase, ela está funcionando 
plenamente. Porém, esse organismo pode sofrer 
mudanças, tanto externas quanto internas, em seus 
sistemas e órgãos. Sendo assim, essas mudanças 
resultam na perda da homeostase, e por isso, o 
organismo tenta compensar, ou seja, tenta voltar ao 
estado de homeostase. O organismo pode fazer uma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As células são as unidades estruturais e funcionais 
dos seres vivos. Ela permite os vários níveis de 
organização do organismo dos animais: os sistemas, 
os órgãos, os tecidos. E elas possuem as organelas e 
estruturas menores, como moléculas e átomos. 
 
Fisiologia 
compensação bem-sucedida, e retornar ao estado de 
homeostase e saudável. Porém, caso ocorra uma 
falha na compensação do organismo, isso pode gerar 
doenças ou a disfunção do órgão afetado. 
 
 
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Os órgãos são agregados de diferentes células 
unidas por uma estrutura de suporte, cada tipo de 
célula é adaptada e exerce uma função específica 
que vai determinar o mecanismo de funcionamento 
dos sistemas. As células formam o parênquima, que 
está relacionado a função, as características de dado 
órgão. Já o estroma é o tecido de sustentação, 
também formado pelas células. 
Segundo a teoria celular, a célula é a unidade 
morfofisiológica dos seres vivos. Assim, a partir do 
conhecimento dos processos vitais que ocorrem em 
todas as células, poderemos entender melhor o 
funcionamento dos organismos como um todo. 
Dessa forma, pode-se realizar algumas conclusões 
sobre a célula: 
 Todo o ser vivo é constituído por células. 
 Todo metabolismo ocorre a nível celular, ou 
seja, o conjunto de reações química, 
bioquímicas ocorrem nas células. 
 Todo o ser vivo origina-se de células pré-
existentes. 
 Toda célula possui material genético: DNA e 
RNA. 
os lipídios têm participação na formação 
celular e fornecimento de energia através da 
oxidação. 
elas têm função na participação da 
estrutura celular e da membrana plasmática, 
participando do transporte de algumas moléculas. 
formação do DNA e do RNA. 
é um tipo especial de 
nucleotídeo, formado por adenina, ribose e três 
fosfatos. Relacionado com o armazenamento de 
energia. 
ela é constituída por uma 
bicamada fosfolipídica, formada por fosfolipídios. 
Além disso, ela é formada por proteínas integrais, 
periféricas e transmembranas. A sua principal 
função é separar o meio extracelular do meio 
intracelular. Sendo assim, ela delimita o espaço 
intracelular. 
A membrana plasmática é semipermeável, dessa 
forma, ela tem a função de selecionar as substâncias 
que entram e saem da célula. Por ser constituída por 
uma bicamada de fosfolipídios, ela possui uma maior 
permeabilidade a substâncias lipossolúveis, como 
ácidos graxos, hormônios esteroides, e gases. 
Porém, substâncias hidrossolúveis também 
conseguem atravessar a membrana plasmática, 
algumas com maior dificuldade e outras com o 
auxílio de transportadores, como é o caso de íons, 
glicose e aminoácidos. 
 
Muitas vezes o que transporta essas moléculas 
hidrossolúveis são as proteínas que estão na 
membrana. Algumas proteínas são transportadoras, 
outras receptores hormonais, antígenos, canais 
iônicos, e também, atuam como enzimas. 
No caso da glicose, quase todos os tecidos precisam 
de um transportador para absorver a glicose. Porém, 
alguns tecidos são insulinoindependentes, e não 
possuem transportadores de glicose na membrana, 
como é o caso do tecido nervoso (cérebro), hemácias 
e retina. 
o citoplasma é a região compreendida 
entre a membrana plasmática e a membrana 
nuclear. Ele é uma solução coloidal, formada 
 
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principalmente por água e proteínas. E envolve todas 
as organelas da célula. 
O líquido intracelular e o líquido extracelular estão 
separados pela membrana plasmática, e eles são 
semelhantes. Os dois são formados pelos mesmos 
componentes. O que muda de um líquido para o outro 
é a quantidade de cada um desses constituintes. 
 
Apesar dessa diferença de concentração entre os 
dois líquidos, eles se equivalem, já que possuem a 
mesma osmolaridade. A osmolaridade é a 
concentração de solutos de um determinado líquido. 
Isso mantém o equilíbrio entre o meio intracelular e 
o meio extracelular. 
Outra diferença está no pH: o pH do meio 
extracelular está em torno de 7,4, e o do meio 
intracelular fica em torno de 7. Isso se deve ao fato 
de que a quantidade de proteínas no meio 
intracelular é maior que no meio extracelular. 
A maior quantidade de líquido do corpo é encontrada 
no meio intracelular, correspondendo a 2/3 ou 67% 
do líquido do organismo, compondo 40% do peso vivo 
do animal. Já o líquido extracelular corresponde a 
1/3 ou 33% do líquido do corpo do animal, compondo 
20% do peso vivo dele. 
O médico veterinário tem acesso ao líquido 
extracelular, que pode ser dividido em: plasma e o 
líquido intersticial (banha as células), como o líquor, 
o líquido sinovial, o líquido peritoneal, o líquido 
pleural. O plasma e o líquido intersticial ficam 
separados pelas paredes dos capilares. 
No líquido intracelular, podemos encontrar maior 
quantidade de potássio, magnésio, proteínas e 
fosfatos, possuindo um pH menor, mais ácido. O 
líquido extracelular possui maior quantidade de 
sódio, cloreto, bicarbonato e cálcio, possuindo um pH 
maior, mais básico. Apesar da diferença entre a 
quantidade de seus constituintes, a osmolaridade 
dos dois se equivale, se mantendo em equilíbrio. 
 
O gradiente de concentração é a diferença de 
concentração de um soluto entre dois líquidos. Esses 
gradientes de concentração podem direcionar o 
transporte de determinada substância pela 
membrana plasmática, ou seja, para dentro ou para 
fora da célula. 
 
 
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No caso do sódio: ele se encontra em maior 
quantidade no líquido extracelular do que no líquido 
intracelular. Ele segue do meio mais concentrado 
para o meio menos concentrado, sendo assim, o 
sódio será transportado do meio extracelular para o 
meio intracelular, visando o equilíbrio entre os dois 
meios. 
Quando a substância é transportada do meio mais 
concentrado para o meio de menor concentração, 
dizemos que ela está seguindo o seu gradiente de 
concentração, ou seja, está a favor dele. E quando a 
substância sai do meio de menor concentração para 
o meio de maior concentração, dizemos que ela está 
contra seu gradiente de concentração. 
A membrana plasmática é importante para manter o