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Câncer de boca

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Câncer de boca
Incidência
1) É o 5º mais frequente em homens e em mulheres é mais raro
Anatomia da boca
1) Limite posterior: palato duro e pilares amigdalianos anteriores
2) Soalho: divisão entre a língua oral e língua faríngea (na região do V lingual)
3) Estruturas
a. Lábios
b. Gengivas, dentes e processo alveolar
c. Língua oral
d. Soalho da boca (que não é a base da língua, pois esta está na faringe)
e. Trígono retromolar (região posterior ao último molar inferior, onde se sente o ramo ascendente da mandíbula)
· Tumores dessa região são agressivos e tendem a invadir a cortical óssea
f. Mucosa jugal
g. Palato duro
4) Funções
a. Mastigação
b. Ingestão alimentar
c. Formação do bolo alimentar (participação da enzimas salivares) 
d. Deglutição
e. Fonação
Divisão dos cânceres de boca
1) Câncer de lábio (comportamento de câncer de pele)
2) Câncer de cavidade oral
Oroscopia
1) Fonte de luz (foco frontal de preferência)
2) Abaixador de língua
3) Espelho de Garcia (observação da faringe)
Quadro clínico
1) Paciente a partir da 4ª década de vida
2) Lesão em mucosa oral (ulcerada; séssil; vegetante; ulcero-vegetante)
3) Dolorosa ou não dolorosa
4) Sangramento
5) Fatores de risco (o mesmo para todos carcinomas epidermoides de cabeça e pescoço)
a. Tabagismo aumento em cerca de 5x
b. Etilismo aumento de 2-3x
c. Tabagismo + Etilismo Aumento em 30x
d. Má higiene oral 
e. Trauma crônico (próteses dentárias mal adaptadas; mordedura de repetição)
f. Desnutrição (diminuição dos fatores de reparação do DNA)
g. HPV (investigar a prática do sexo oral)
Diagnóstico
1) Biópsia de lesão suspeita: o fragmento não deve ser de área necrótica, o ideal retirar fragmentos da lesão e de regiões normais
2) Exames de imagem estadiamento
a. TC de pescoço Extensão e metástases
b. TC de mandíbula Invasão
Tipos de tumores
1) Carcinoma epidermoide
a. 90% das neoplasias de cavidade oral
b. Comum disseminação linfática
c. Localmente invasivos (dificilmente levam à metástases à distância)
2) Sarcomas, linfomas e tumores de glândulas salivares
a. 10% das neoplasias de cavidade oral
3) Diagnósticos diferenciais
a. Tuberculose
b. Blastomicose
c. Leishmaniose
d. Sífilis
e. Sarcoidose
f. Granuloma letal de linha média
Fisiopatologia: lesão crônica e constante da mucosa que provoca alterações genéticas que se acumulam até o desenvolvimento de câncer
Tratamento
1) Objetivos: preservação da função e da estética
Lesões de boca (pré-malígnas)
1) Leucoplasia
a. Malignização de 0,25 a 30% depende da demora no início do tratamento e retirada dos fatores de risco
2) Eritroplasia
a. Lesões avermelhadas por aumento de fatores neo-angiogênicos, logo, são lesões neoplásicas
3) Lesões altamente suspeitas
a. Úlceras 
b. Devem ser consideradas como câncer até que se prove o contrário
Estadiamento - TNM
1) T
a. Até 4 cm de tamanho x 1cm de profundidade T1 ou T2
b. Tumores com invasão óssea e/ou lábio, independente do tamanho Tumores avançados
2) N (muda pouco na conduta e mais na complementação diagnóstica)
a. No Sem linfonodos, e permite um esvaziamento cervical eletivo
b. N1 Presença de linfonodos, e envolve esvaziamento cervical
3) M
a. Presença de metástase diminui a sobrevida em 50%
Tratamentos
1) Cirurgia Escolha e conduta inicial
a. Reavaliação no centro cirúrgico
b. Margens cirúrgicas com confirmação por congelação
c. Iniciar sempre pelo esvaziamento cervical
2) Radioterapia Adjuvante
a. Margem exígua ou comprometida
b. Invasão de estruturas adjacentes 
c. Invasão vascular
3) Quimioterapia Potencialização da radioterapia
Reconstrução
1) Fechamento primários
2) Retalhos locais
3) Enxerto de pele
4) Retalhos musculares
5) Reconstrução microcirúrgica 
a. Reconstrução da mandíbula com a fíbula
Daniel Lucio Willing – Escola Paulista de Medicina/Unifesp
@danielwilling.med