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AVALIACAO-E-PERICIA-EM-PSICOLOGIA-DE-TRÂNSITO

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Sumário 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 2 
2 PSICOLOGIA DO TRÂNSITO .................................................................... 3 
2.1 PSICOLOGIA DO TRÂNSITO NO BRASIL .......................................... 4 
2.2 FORMAÇÃO DO PSICÓLOGO DE TRÂNSITO ................................... 8 
2.3 PSICOLOGIA DO TRÂNSITO E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO 
CONTEXTO DO TRÂNSITO ................................................................................. 11 
3 PSICÓLOGO PERITO EXAMINADOR DE TRÂNSITO ............................ 14 
4 ENTREVISTA PSICOLÓGICA .................................................................. 17 
5 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA OBTENÇÃO DA HABILITAÇÃO ...... 21 
5.1 INSTRUMENTOS UTILIZADOS ......................................................... 22 
5.1.1 TESTE DE ATENÇÃO CONCENTRADA ..................................... 25 
5.1.2 TESTE DE ZULLIGER (Z-TESTES) ............................................. 26 
5.1.3 TESTE NÃO VERBAL DE INTELIGÊNCIA (R1) ......................... 26 
5.1.4 O PSICODIAGNÓSTICO MIOCINÉTICO (PMK) ......................... 27 
5.2 DIREITOS E DEVERES DOS CANDIDATOS .................................... 28 
5.3 DIREITOS E DEVERES DOS PSICÓLOGOS ................................... 28 
6 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA COMO MEDIDA DE PREVENÇÃO ............ 29 
7 DESAFIOS PARA CONCESSÃO DA CARTEIRA NACIONAL DE 
HABILITAÇÃO ........................................................................................................... 31 
8 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 37 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 PSICOLOGIA DO TRÂNSITO 
 
FONTE: mecanicomurilo.wordpress.com/ 
O trânsito é definido, de acordo com a lei 9.503/97 do Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB), como a “utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em 
grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e 
operação de carga ou descarga”, tornando-se um espaço de trocas entre os 
“personagens” que o compõe. 
Já para Rozestraten (1988), trânsito é “o conjunto de deslocamentos de pessoas 
e veículos nas vias públicas, dentro de um sistema convencional de normas, que tem 
por fim assegurar a integridade de seus participantes”. De modo que o sistema 
funciona através de uma série bastante de normas e construções, além de ser 
constituído de vários subsistemas, como: o homem, a via e o veículo. 
A Associação Paulista de Psicologia de Trânsito - APPSITRAN, define a 
Psicologia do trânsito como: “o estudo científico do comportamento do 
condutor os usuários da via pública e os respectivos processos psicológicos 
envolvidos neste comportamento, em sua criação, desenvolvimento, 
educação, manutenção bem como em sua alteração”. (APPSITRAN, 2000, 
apud, MAURO, 2001, p. 70). 
 
Rozestraten (1988, p.9) define a Psicologia do Trânsito como “uma área da 
psicologia que estuda, através de métodos científicos válidos, os 
comportamentos humanos no trânsito e os fatores e processos externos e 
internos, conscientes e inconscientes que os provocam ou os altera. É o 
estudo dos comportamentos - deslocamentos no trânsito e de suas causas” 
(ROZESTRATEN,1988, apud, MAURO, 2001, p. 70). 
 
4 
Desse modo, a Psicologia do Trânsito é uma área da psicologia aplicada que 
estuda o comportamento humano, suas interações e emoções no trânsito, mediante 
estes conhecimentos, planejam-se ações de educação e prevenção para uma das 
mais graves causas de mortalidade no mundo: os acidentes de trânsito. 
2.1 PSICOLOGIA DO TRÂNSITO NO BRASIL 
 
FONTE: www.curml.ch/en 
 
A história da Psicologia do trânsito teve início com a chegada dos automóveis 
e caminhões no Brasil, assim como, com a consolidação das estradas de ferro no 
início do século XX (LAGONEGRO, 2008). 
Em 1910 houve a aprovação do primeiro decreto (n. 8.324) que regulamentava 
acerca das rodovias e serviço de transportes de passageiros ou mercadorias por 
automóveis, estabelecendo então medidas de segurança, através de tarifas, 
fiscalização e penalidades (DENATRAN, 2010). 
Foi nos últimos anos da década de 1950 e no começo dos anos 1960, porém, 
que a psicologia do trânsito começou a se desenvolver. Enquanto diversos 
países do mundo, como Inglaterra, Finlândia, Áustria, Holanda, Suécia, 
França, Canadá e Estados Unidos, começaram a estruturar centros de 
pesquisa para estudar essa área e o comportamento humano nesse contexto, 
no Brasil pouco foi desenvolvido (ALCHIERI; STROEHER, 2002, apud, 
LAMOUNIER; RUEDA, 2005, p. 35). 
 
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Apesar de contribuir para o desenvolvimento econômico do país, a produção e 
o uso excessivo de automóveis se tornaram um problema de segurança pública, 
devido aos acidentes de trânsito, fazendo com que as autoridades implementassem 
medidas preventivas, como seleção médica e psicotécnica, com a intenção de que o 
indivíduo provasse sua capacidade de conduzir um veículo com segurança 
(ANTIPOFF, 1956). 
Havia uma teoria de que algumas pessoas seriam mais propensas a 
provocarem acidentes de trânsito do que outras, justificando então a necessidade de 
elaboração de um processo de avaliação para identificar os aptos ou inaptos para 
aquisição da habilitação, com intuito de aumentar a segurança no trânsito (HAIGHT, 
2001). 
Em abril de 1951, a Fundação Getúlio Vargas cria o Instituto de Seleção e 
Orientação Profissional (ISOP), a partir de então começa a surgir às avaliações dos 
candidatos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) utilizando-se de 
entrevistas, provas de aptidão e de personalidade (HOFFMANN; CRUZ, 2003). 
Também em 1951, o Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro 
contratou psicólogos com objetivo de estudar o comportamento dos condutores e 
causas humanas envolvidas em acidentes através de avaliações de personalidade, 
de aptidão e entrevistas (ALCHIERI, SILVA & GOMES, 2006; HOFFMAN E CRUZ, 
2006, SPAGNHOL, 1985). 
A partir de então, o foco era o desenvolvimento de técnicas ou instrumentos 
para esse contexto, tendo a avaliação como porta de ingresso ao sistema. Contudo, 
havia uma discussão acerca de sua validação temporária, observando a necessidade 
de verificações periódicas das capacidades físicas e psíquicas dos condutores, assim 
como os critérios de avaliação, conforme o tipo da categoria a ser habilitada 
(CÔRTES, 1952). 
Evidenciando o caráter preventivo dos exames, o primeiro Código Nacional de 
Trânsito, instituído pelo Decreto-lei n. 2.994/1941, estabeleceu que para obter a 
habilitação, o condutor deveria passaria por exames fisiológicos, patológicos e 
psicológicos. (SILVA, 2012). 
Quando o Sistema Nacional de Trânsito foi reorganizado através da instituição 
do segundo Código Nacional de Trânsito, criou-se o Departamento de Trânsito 
(DETRAN),