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Análise do papel do centro de Acolhimento Menino Jesus da Manhiça no processo de reintegração social das raparigas de 18 anos de idade às famílias em 2020 a 2021

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social 
das raparigas às famílias no Centro de Acolhimento do no período de 2020 a 2021? 
1.5.Justificativa 
A família é a base fundamental no processo de formação do indivíduo, pois é nela que 
encontramos a primeira sociedade de convivência, assim sendo, há uma necessidade de averiguar 
a história de uma rapariga acolhida no centro menino Jesus da Manhiça desde os seus 7 (sete) 
anos de idade. 
 Na sua história percebemos que não se identificava com a família na qual foi reintegrada, 
primeiro porque cresceu sabendo que era órfã de pais, segundo porque a mãe a renegava como 
filha e os irmãos não a reconheciam. Ela sentia-se como fonte de renda da família por ser a única 
que tivera frequentado uma escola e ter um emprego. Assim, a história da adolescente despertou 
em nós interesse em investigar ou procurar, perceber afinal, de que forma a família contribui no 
processo de reintegração social de adolescentes. 
1.5.1. Relevância Social 
Uma vez que a instituição de abrigo às crianças e adolescentes é de carácter provisório, e o 
afastamento do seio familiar também, o estudo do tema será pertinente para investir no retorno 
 
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da rapariga ao convívio com a família de origem ou para uma família adjunta. Num certo ponto, 
incumbirá as demandas da população. Reduzindo o índice de crianças abandonadas e refugiadas 
na rua. Também, será pertinente de forma que as crianças que passaram pelo processo de 
reintegração possam auxiliar as equipas de atendimento aos adolescentes. 
1.5.2. Relevância Científica 
O estudo será relevante para a área científica porque pode suscitar interesse na sociedade 
académica, em particular aos psicólogos em investigar o Papel do centro no processo de 
reintegração social noutros cantos do país e do mundo. Servirá como um campo de actuação dos 
profissionais dos serviços sócias e psicologia. De modo particular o estudo de novos temas 
relacionados com a reintegração social das crianças e o desenvolvimento de novos conceitos 
ligados ao assunto em causa. 
1.6.Objectivos Geral 
Analisar o papel do centro Acolhimento Menino Jesus da Manhiça no processo de reintegração 
social das raparigas às famílias de 18 anos de idade no ano de 2020 a 2021. 
1.7.Objectivos Específicos 
 Identificar as estratégias do Centro de Acolhimento Menino Jesus da Manhiça na 
reintegração social das raparigas às famílias; 
 Descrever as características sócio demográficas das famílias das raparigas acolhidas pelo 
Centro de Acolhimento Menino Jesus da Manhiça. 
 Explicar o processo de reintegração social das raparigas acolhidas pelo Centro de 
Acolhimento Menino Jesus da Manhiça. 
 
 
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1.8.Revisão da Literatura 
1.9.Principais conceitos 
1.9.1. Rapariga 
É a fase compreendida entre a 
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Infância e a adolescência, essa fase são marcadas por de várias 
imagens, escolher uma careira, um estilo de vida com um desequilíbrio temporário que 
posteriormente dá lugar a uma forma superior de raciocínio. 
1.9.2. Família 
É um sistema que constitui uma unidade que não pode ser vista como a soma de 
individualidades, mas como um conjunto de interacções. Baumgatner (2011). Para Erickson 
(1968) família é um sistema por possuir um conjunto de elementos interligados formando um 
todo organizado e com objectivos comuns e bem estruturados para alcançar. A mudança de um 
membro da família modifica os outros e como consequência muda toda família. 
1.9.3. Reintegração Familiar 
Assim, visto que a reintegração familiar é um processo complexo, constituído por vários 
significados já estabelecidos culturalmente, com diversos actores que protagonizam acções e se 
influenciam mutuamente, consideramos fundamental uma abordagem que contemple esses vários 
factores. Portanto, esses podem ser compreendidos a partir de aspectos históricos, jurídicos, 
psicológicos, sociais, culturais e pelos aspectos individuais de quem vivencia essa situação 
(Serrano, 2008). 
 
1.9.4. Centro de Acolhimento Temporário 
Centro de Acolhimento Temporário (CAT) – Resposta social, desenvolvida em equipamento, 
destinada ao acolhimento urgente e temporário de crianças e jovens em perigo, de duração 
inferior a seis meses, com base na aplicação de medida de promoção e protecção. (Instituto da 
Segurança Social, 2010. P.7) 
 
1 "rapariga", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-
2021, https://dicionario.priberam.org/rapariga [consultado em 28-07-2021]. 
https://dicionario.priberam.org/rapariga
 
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Os Centros de Acolhimento Temporário foram especialmente criados para acolher crianças e 
jovens, com idades compreendidas entre os 0 e 18 anos, cujo acolhimento se preveja breve, mais 
precisamente que não ultrapasse os seis meses, muito embora a realidade não confirme esta 
premissa 
O Centro de Acolhimento Temporário (adiante designado por CAT) destina-se ao acolhimento 
de crianças e jovens em perigo, com idades compreendidas entre os zero e os dezoito anos, os 
quais se englobam nos casos em que se encontram abandonados ou vivem entregues a si 
próprios, ou ainda que possam sofrer de maus-tratos quer físicos quer psicológicos ou que sejam 
vítimas de abusos sexuais. O acolhimento institucional de crianças e jovens em perigo é uma das 
medidas de promoção e protecção conjecturadas na Lei de Protecção de Crianças e Jovens em 
Perigo. Objectiva defendê-los do perigo a que estão sujeitos, colocando-os ao cuidado de uma 
entidade que esteja adaptada, tanto a nível de instalações como de equipa técnica, para que desta 
forma consiga ir ao encontro da satisfação das necessidades das crianças e jovens, oferecendo-
lhes condições que possibilitem a sua educação, bem-estar e desenvolvimento integral. (Instituto 
da Segurança Social, 2010). 
 
1.10. Discussão dos conceitos 
Apesar de informação escassa sobre os dados das crianças que vivem nos centros de 
acolhimento, nota-se que de 2011 para 2013 essa população aumentou nos finais de 2012 para 
8.267 crianças em Moçambique. Esse acréscimo tem chamado atenção de muitos estudiosos, 
(ONG) religiosas, (ONG) nacionais e estrangeiras. Tentando expor as causas do acréscimo. Em 
que a maior parte das investigações apontam para agressão física, psicológica, violência dos 
direitos da criança, violência sexual e a pobreza como o principal causador. 
Em primeiro lugar, Sales e Maússe (2000:4), afirmam que, 
“ O êxodo rural, a mudança na estrutura económica do país operada nos anos 80, levaram ao 
aumento do número da população urbana sem as mínimas condições de vida. Esta situação aliada 
a falta de emprego e ao desemprego, resultante das políticas de privatização de empresas que 
implicou, em alguns casos, a redução de mão-de-obra, contribuiu profundamente para a 
degradação das condições socioeconómicas das populações desfavorecidas e, consequentemente, 
 
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para a degradação dos valores sociais e morais e no enfraquecimento das estruturas familiares e 
comunitárias.” 
Os autores acima citados apontam que, a causa da permanência de crianças na rua é pobreza. 
Gerando para além do desemprego a busca das melhores condições de vida, o baixo rendimento 
económico, o descontentamento nas necessidades básicas, a fome, a instabilidade familiar que 
leva a desagregação das famílias, a falta da educação formal, criam pressões psicológicas que 
leva a destituição dos valores morais. Assim, podemos encarar esse assunto como um factor que 
influencia no processo de reintegração familiar. 
Por outro lado, Arci-Cultura (ARCS) e conjunto com a Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) e 
o Ministério da Mulher Coordenação da Acção Social (MICAS) (1997:5), advogam que o 
processo de reintegração familiar, 
“Incide sobre os funcionários dos centros, como consequência da constatação de existência de 
lacunas no conhecimento que os educadores possuem sobre a criança, as necessidades e a 
aplicação prática dos direitos

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