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ARTIGO PROJETO NA EI (1)

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da instituição, aprendendo, elaborando hipóteses, sentindo e conhecendo o mundo com todo o seu corpo, fantasia, imaginação, razão, criatividade e afetividade. (SILVA, PASUCH E SILVA, 2012). 
Quando retornamos com os registros, as evidências e os interesses da turma são transformados em práticas pedagógicas. A rotina é elaborada a partir destas experiências. O currículo é pensado e trazido pelas crianças a partir das visitas. As brincadeiras, assim como todas as práticas são planejadas e mediadas a partir daquilo que as crianças querem aprender. (Relato da educadora) 
Freinet (1979) menciona que a escola é o lugar onde a criança deve aprender os fatos importantes para a vida em sociedade, os elementos essenciais da verdade, da justiça, da personalidade livre, da responsabilidade, da iniciativa, das relações causais, não só estudando-as, mas praticando-as. Educar para o autor, significa, construir junto. Ele elaborou técnicas que pudessem contribuir e enriquecer as experiências diárias das crianças. 
Sendo assim, a criança pode construir pontos de vistas próprios em relação ao mundo vivido com o texto impresso, com a correspondência escolar, com o texto livre, com a livre expressão e a aula - passeio, na qual nessa atividade, descobriu que um dos meios mais poderosos de aprendizagem é o envolvimento afetivo que liga os conteúdos aos interesses concretos dos educandos, mas essas técnicas só fazem algum sentido em um contexto de atividades significativas, que possibilitem as crianças sentirem-se sujeitos do processo pessoal de aquisição do conhecimento.
Os projetos pedagógicos devem partir daquilo que mobiliza os interesses do grupo, para isso é necessário que o professor possibilite meios de protagonizar as vozes, os olhares, os sentimentos e os saberes das crianças. Outra questão que ficou clara na experiência da educadora com as crianças além da escuta sensível foram as decisões tomadas em relação às ações do projeto. Desde o nome até a rotina semanal é elaborada mediante o diálogo com as crianças. Sujeitos ativos, produtores de culturas se constrói por meio de práticas democráticas. 
O projeto “Passeio na casa do Amigo feliz” colocou a escola em movimento, permitiu a expressão da liberdade, a tomada de decisão e consequentemente a construção de aprendizagens significativas. Tais práticas fortalecem o sentimento de pertencimento, o vínculo da comunidade com a escola e contribui para a construção da identidade do sujeito do campo. Além disso, o currículo não é uma sequência de lista de conteúdos desconexos da realidade porque a centralidade está na relação orgânica que as crianças estabelecem com seus modos de viver suas infâncias no campo. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARIÉS, Philippe: História Social da Criança e da Família, Tradução: Dora Flaksman Rio de Janeiro: Guanabara, 2012.
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2001
FREINET, Elise. O Itinerário de Célestin Freinet: A livre expressão na pedagogia Freinet. Rio de Janeiro: RJ-Francisco Alves, 1979.
PINTO, Manuel; SARMENTO, Manuel J. As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo. In: PINTO, Manuel; SARMENTO, Manuel Jacinto. As crianças: contextos e identidades. Portugal, Centro de estudos da criança: Editora Bezerra, 1997.
MOSS. P. Reconceituando a infância:crianças, instituições e profissionais. In: MACHADO, Maria Lucia de A. Encontros e desencontros em Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 2002.
SILVA, Ana Paula Soares da; PASUCH, Jaqueline. Orientações curriculares para a Educação Infantil do campo: 2010.
SILVA, Ana Paula Soares da; PASUCH, Jaqueline; SILVA, Juliana Bezzon da. Educação Infantil do Campo. 1ª edição. São Paulo: Cortez, 2012.
VYGOTSKY, LEV S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987. 135 p. Coleção Psicologia e Pedagogia.

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