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07 - Trib - Tributos em espécie - Empréstimos Compulsórios

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Direito Tributário 
TRIBUTOS EM ESPÉCIE: 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
Art. 148. A União, mediante lei complementar, 
poderá instituir empréstimos compulsórios: 
I - para atender a despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência; 
II - no caso de investimento público de caráter 
urgente e de relevante interesse nacional, 
observado o disposto no art. 150, III, "b". 
Parágrafo único. A aplicação dos recursos 
provenientes de empréstimo compulsório será 
vinculada à despesa que fundamentou sua 
instituição. 
São restitutíveis * por esse motivo, parte da doutrina 
chegou a sustentar que não se enquadrariam como 
tributos tendo em vista que os recursos arrecadados 
não incorporam definitivamente no patrimônio estatal – 
entretanto o conceito de tributo em nada menciona 
sobre a incorporação, encaixando-se perfeitamente no 
conceito de tributo do art. 3º do CTN e encontra-se na 
parte da CF que trata do sistema tributário nacional. 
(superação da Súm. 418, STF) 
Competência – exclusiva da União e mediante lei 
complementar. 
*art. 15 do CTN – hipótese de “conjuntura que exija 
absorção temporária do poder aquisitivo” – não foi 
recepcionado pela CF/88. 
*imediata - independe dos princípios da anterioridade 
e da noventena. 
*a destinação da arrecadação é vinculada à despesa 
extraordinária que fundamentou sua instituição. 
Mas não há definição quanto a serem tributos 
vinculados ou não (à prestação de atividade estatal), 
assim, via de regra, os empréstimos compulsórios já 
criados no Brasil foram todos não vinculados. 
Restituição: 
p. único, art. 15, CTN – a lei instituidora deverá fixar o 
prazo e as condições de resgate; 
STF entende que a restituição deve ser na mesma 
espécie em que recolhido (dinheiro). 
STF entendeu que os empréstimos compulsórios 
sobre veículos e combustíveis – 1969 – eram 
inconstitucionais por preverem a devolução em 
quotas do Fundo Nacional de Desenvolvimento, 
mas, no caso da Eletrobrás acatou a possibilidade de 
devolução em ações.

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