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Diretrizes PCH

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a trado (STs). Para cada horizonte, além da espessura, deverão ser definidas as 
características dos materiais encontrados. 
No caso de jazidas de areia, executa-se uma malha de sondagens a varejão, que 
consiste na cravação por uma pessoa, sem impacto, de uma haste metálica lisa, por exemplo 
- ferro de construção de 1/2 polegada. As profundidades atingidas em cada ponto devem ser 
anotadas. 
Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra 
deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região. 
Cabe ainda registrar que, na ausência de jazidas de materiais arenosos, pode ser usada, 
alternativamente, areia artificial, obtida como subproduto da britagem do material rochoso. 
A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do 
excedente de rocha das escavações obrigatórias. Caso essas escavações não atendam às 
necessidades da obra, deverão ser investigadas fontes potenciais - pedreiras. A profundidade 
do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. 
Nessas investigações, deverão ser considerados os seguintes aspectos: 
 - sanidade da rocha; 
 - cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso, isto é, solo ou rocha muito 
 alterada, que dificulta e encarece os custos de exploração; 
 - a frente de ataque, emboque da escavação, para exploração deverá ser ampla o suficiente
 para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material; 
 - ocorrência de água.
 
 HIDROLÓGICOS 
 SERVIÇOS DE HIDROMETRIA
O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação 
Fluviométrica", onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e 
realizadas as medições de descarga líquida e, quando necessário, de descarga sólida. É um 
posto de observação permanente do regime fluvial do rio. A estação fluviométrica é 
constituída, em síntese, de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica, seção de 
medição de vazão e referências de nivelamento. 
A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação, 
manutenção e operação destas estações. 
• Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga 
A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir, pelo 
menos, os seguintes critérios: 
- o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente, a fim de que não 
haja interrupção na operação da mesma; 
- o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e, se possível, tendo a jusante 
uma queda ou corredeira. Entretanto, na seção de medição de vazão, o escoamento deverá 
ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos; 
- é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que,
nas cheias, o rio transborde. 
É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga, 
de modo a que se possa, à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de 
medições de vazão, estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. Essa curva-
chave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade 
da casa de força, da cota de afogamento do rotor das turbinas e, em alguns casos, subsidiar o
dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na
geração da série de vazões médias diárias. 
• Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria 
É a seção transversal, normal ao curso d'água, demarcada por estacas, com extensão 
definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF), onde são efetuadas as medições de 
descarga líquida. Através desses pontos de referência, é reconstituído o alinhamento da 
seção transversal, a cada campanha, e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às 
margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. A seção transversal topo-
batimétrica deverá ser levantada com detalhes, prosseguindo pelas margens até os pontos 
extremos da seção (PI/PF), julgados seguros contra enchentes. 
• Medição da Vazão 
A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma 
vez por semana, durante o período chuvoso, e quinzenal durante o período seco, abrangendo 
pelo menos um ciclo hidrológico. Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar
em contato com o responsável pela estação, no caso dele verificar a ocorrência de cheias 
extremas. 
O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: 
molinete, contador de rotações, cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. 
Em rios pequenos, as medições podem ser realizadas a vau, em profundidades inferiores 
a 1,0 m, ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. Na 
medição a vau, utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a
margem para demarcar a seção de medidas. Já nas passarelas, a demarcação das verticais 
pode ser feita sobre ela própria. Em rios maiores, a medição é feita em embarcações, com o 
molinete suspenso em um cabo de aço. 
O hidrometrista, munido dos equipamentos, irá medir a velocidade do escoamento em 
verticais ao longo da seção transversal. 
Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas 
“Normas e Recomendações Hidrológicas - Anexos I, II e III”, publicação do Ministério das 
Minas e Energia - Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica - DNAEE, 1970. As 
normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852, de 14 de junho de 1967. 
• Cota Fluviométrica 
A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta, na 
margem do rio, em posição vertical, fixada a uma estrutura de apoio simples, suficientemente 
sólida e estável. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado, com escala 
centimétrica estampada, com comprimento (lances) de 1,0 m, admitindo-se até 2(dois) lances 
sucessivos por régua de leitura. O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que 
possam chegar as águas, a fim de se evitarem leituras negativas. A altitude do "zero" da
escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude 
conhecida. 
A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos, 
denominados linígrafos. Esses equipamentos, apesar de semi-automáticos, não dispensam a 
presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais, tais 
como papel para gráficos, penas, tinta, etc. 
• Operação 
A estação deverá ter um observador que, de modo geral, é morador da região. Esse 
observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta 
de campo. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária, preferencialmente, às 07:00 
e às 17:00 horas. Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua, o observador 
deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. Neste caso ou ainda se a régua 
tombar, desgarrar ou precisar de reparos, caberá ao observador comunicar imediatamente o 
ocorrido ao responsável pela estação, para providências de restauração. 
• Referências de Nivelamento 
Na estação fluviométrica, deverão ser implantadas duas Referências de Nível, RR.NN., 
para verificação da posição dos lances da régua. Elas localizar-se-ão próximo à régua, a fim 
de facilitar os nivelamentos periódicos. As RR.NN. deverão ser, preferencialmente, 
constituídas de parafusos, vergalhões ou calotas de bronze, chumbadas em blocos de 
concreto. Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais, estas 
poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN, contanto que sejam suficientemente 
elevadas para não serem atingidas pelas águas, caso ocorra uma cheia excepcional. 
Deverão também ser instalados marcos, para montante e para jusante da estação, 
objetivando a determinação

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