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Cimento de Ionômero de Vidro ** Usado como base ( forramento) em restaurações, sendo elas permanentes ou provisórias; CIMENTOS “ A palavra cimentação é definida como o uso de uma substância modelável que tem como objetivo selar ou cimentar duas partes, mantendo-as juntas.” BASES / FORRADORESCavidades rasas ou medias Cavidades muito profundas Cavidades profundas Restaurador ( selante) Base Forrador Cimento de óxido de zinco e eugenol Cimento de ionômero de vidro Hidróxido de cálcio MTA ** Na utilização de resina composta, o ionômero de vidro é a base mais indicada para o procedimento, já que tem mais compatibilidade com a estrutura dental e com a resina. Passo a passo ( quando houver exposição pulpar): colocamos o pó do hidróxido de cálcio PA ,depois o cimento de hidróxido de cálcio para cobrir apenas o pó, após isso utilizamos o cimento de ionômero de vidro. 1972 – Wilson e Kent Cimento de silicato Presença de flúor e alta estabilidade dimensional Policarbonato de zinco Adesividade ao dente CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO CLASSIFICAÇÃO DOS CIMENTOS E INDICAÇÕES · Tipo I – cimentação – C · Tipo II – restauração – R · Tipo III – base, forramento, selamento de fissuras e fóssulas – F RESTAURAÇÕES PROVISÓRIAS OU PERMANENTES · Possuem menor resistência quando comparados a outros materiais restauradores ( resina composta). · Restaurações classe V, classe III estritamente proximal e linguais. · Adequação do meio bucal ( limpar as cavidades, remover a dentina cariada e colocar um material provisório, como o ionômero de vidro que libera flúor e deixa essa cavidade mais saudável para outro tratamento). · É indicado em odontopediatria principalmente para selamento de cavidades, tratamento restaurador atraumático (ART) · É um tratamento inicial. PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINO-PULPAR · Barreira contra a passagem de agentes irritantes de outros materiais restauradores. · Reduzir a penetração de fluidos orais. · Traumas térmicos e químicos. SELANTES DE FÓSSULAS E FISSURAS CIMENTAÇÃO DE BANDAS ORTODÔNTICAS E PRÓTESES NÚCLEOS DE PREENCHIMENTOS CLASSIFICAÇÃO PELA COMPOSIÇÃO QUIMICA · Cimento de ionômero de vidro reforçado por metais · Cimento de ionômero de vidro convencional (muito utilizado) · Cimento de ionômero de vidro modificado por resina ( muito utilizado) · Compômeros ( resina que contem partículas que também tem no ionômero de vidro, porem não são considerados ionômero) CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO MODIFICADO POR METAIS · Adição de particulas constituídas por ligas metálicas. · Tentativa de melhoria das propriedades mecânicas, · Estética comprometida – cor acizantada. COMPOSIÇÃO PÓ: Convencional + partículas de almagama ou ligas de prata. LÍQUIDO: Semelhante ao convencional. COMPOSIÇÃO DO IONÔMERO CONENCIONAL: PÓ: Partículas de vidro de cálcio e flúor – aluminio- silicato, solúvel em ácido. RADIOPACIDADE: óxido de lantâneo, estrôncio, bário ou zinco ( na radiografica veremos um material mais esbranquecido) LIQUIDO: Água + Ác. Poliacrílico · Copolímeros: ác. Iracônico, ác. Tartárico, ác. Tricarboxílico, ác. maléico ( muda as caracteristicas de trabalho e de presa, são adicionados principalmente para diminuir a viscosidade). · Aumentam o tempo de trabalho e dimunuem o tempo de presa. REAÇÃO DE PRESA DO IONÔMERO DE VIDRO CONVENCIONAL Ácido + Base Sal + Água Ca² CaF² AlF² Al³ Partículas de vidro Poliácidos Fases: I, II,III FASE DE DESCOLAMENTO DE IONS (fase I) · Fase aquosa do ácido umedece as partículas · H desloca Ca e Al · Ca e Al reagem com F · H desloca Ca e P · Grupos carboxílicos reagem Ca dente · Inserção na cavidade bucal-brilho FASE DE FORMAÇÃO DA MATRIZ DE POLIÁCIDOS (face II) · Cálcio reage com cadeias de poliácidos formando poliacrilato de cálcio · Formação do gel de sílica · Cimento endurece: 5 a 10 min após espatulação FASE DE FORMAÇÃO DO GEL SÍLICA ( fase III) · Primeiras 24h até 48h · Expansão à umidade · Produto final MANIPULAÇÃO Materiais necessários: Placa de vidro ou bloco de papel impermeável e espátula. Proporcionamento: Varia de acordo com o fabricante e o tipo de CIV Geralmente: 1,25 – 1,5 g de pó/1 ml de líquido. CUIDADOS DURANTE O PROPORCIONAMENTO: Com o pó: agitar o frasco de modo a homogeneizá-lo. · Dosar o pó seguindo recomendações do fabricante. · Dividir o pó em duas partes Com o líquido: o frasco deve estar na posição vertical, a uma certa distância, de modo a permitir a saída livre da gota. · Caso apresente bolha, a gota deve ser descartada Incorporação da primeira metade do pó por 15 segundos. A consistência do cimento deve ser de modo que se forme um fio de 3-4cm. Descartar o material caso comece a perder o brilho e tenha alteração de consistência: Fase borachoide. FALHAS NO PROPORCIONAMENTO: MUITO PÓ · diminui o tempo de trabalho e de geleificação · reduz a adesividade- diminui a translucidez POUCO PÓ · mistura fluida · aumenta a solubilidade · diminui a resistência à abrasão INSERÇÃO · Presença do brilho superficial-grupos carboxílicos disponíveis para se ligar ao cálcio · Preenchimento de forma homo gênia · Eliminar bolhas no cimento CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO MODIFICADO POR RESINA ** Algumas marcas apresentam mais componetes além do pó e o liquido. 1. Primer (fotopolimeriza) 2. Pó 3. Líquido 4. Finishing gloss ** Ler a bula do material para certificar se precisa da utilização de um ácido na limpesa da cavidade. COMPOSIÇÃO PÓ: Particulas de vidro + ativadores para a polimeração por luz e/ou quimica ( HEMA, bis-GMA). · Fotoiniciadores: Canforoquinona LÍQUIDO: Água+ ácido poliacrílico ou ácido polia crílico com alguns grupamentos carboxílicos modificados com monômeros de metacrilato ou hidroxietil-metacrilato. MANIPULAÇÃO · Ler na bula e ver o que pede · Condicionar com ácido fosforico na cavidade por 15 segundos, passar uma lavagem, secar. · Aplicar primer por 30 segundos e fotopolimerizar. · Fazer a manipulação do pó + liquido ( uma medida de pó para uma gota de liquido) e aplicar. · Fazer fotopolimerização + ativação química. PROPRIEDADES: LIBERAÇÃO DE FLUORETO · Propriedades anticariogênicas · Altos níveis inicialmente – 24h a 48h · Liberação constante: menor quantidade · Recarregamento ( ex: aplicação do flúor) ADESIVIDADE · Química · Dentina < Esmalte (quantidade Ca) · Superfície intacta < Condicionada · Materiais convencionais< Híbridos · Superfície dental limpa COEFICIENTE DE EXPASÃO TÉRMICA · Convencionais: mais próximo da estrutura dentária · CIV modificado por resina: mais próximo da resina composta BIOCOMPATIBILIDADE · Pode ser utilizado em cavidades rasas ou médias profundidades. RESISTÊNCIA Á ABRASÃO · Baixa · Controle da rugosidade da superfície · Modificados por metais: Maior resistência · CIV Convencionais < CIV resinosos CIV RESINOSO X CIV CONVENCIONAL Vantagens: · Maior tempo de trabalho e menor tempo de presa · Menor sensibilidade a umidade · Menor solubilidade · Maior resistência inicial Desvantagens: · Contração de polimeração · Menor liberação de flúor COMPÔMEROS · Partículas de carga semelhantes às dos ionômeros · Embebido em matriz resinosa · Reação ácido-base insignificante · Presa - Fotopolimerização feito por Natiély Oliveira