A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
A INFLUÊNCIA DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA NEGRA

Pré-visualização | Página 1 de 3

A INFLUÊNCIA DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA NEGRA
1. INTRODUÇÃO
É imprescindível buscar desenvolver um conteúdo altamente programático que desenvolva e proporcione para todas as crianças envolvidas uma ampla estrutura social, histórica e de aprendizado onde a identidade da criança seja completamente discutida e apresentada em todo e qualquer referencial. Por isso, é possível compreender que com o destaque e apresentação de brinquedos, personagens de desenhos e histórias infantis, tudo é discutido e apresentado às crianças afro-brasileiras. 
Cucuzza (2002) disponibiliza o conhecimento que toda a criação do sistema nacional de ensino proporciona o surgimento de uma busca e complesta necessidade da utilização uniforme dos textos dentro das escolas, com isso, houve uma tentativa de racionar todas as seleções através de órgãos burocráticos. 
Diante disso, todo e qualquer critério que foi possível encontrar em sociedade para a inclusão e desenvolvimento pedagógico, é designado através da construção de um filtro voltados para as obras e aceites do sistema educativo. O modelo que foi gerado foi o do texto que respondeu aos métodos pedagógicos do modem com conteúdo nacionalizante e moralizante (Cucuzza, 2002).
As crianças podem passar por um momento de necessidade de apresentação para a história, onde através de um ensino oral é apresentado detalhadamente a história afro-brasileira ou através da literatura, de preferência a literatura infantil. 
Tanto em uma como em outra a criança vai deparar com os personagens principais, os heróis, as mocinhas, os animaizinhos, os príncipes e as princesas, as fadas, dentre outros. O que encontramos nestas histórias são personagens de origem europeia, mocinhas brancas e frágeis esperando por príncipes, também brancos, que irão salvá-las (MARIOSA, 2011).
É possível compreender e apresentar uma importância para com a literatura infantil dentro do desenvolvimento do processo de aprendizagem das crianças, principalmente durante o ensino da leitura e escrita. Silva (2010), apresenta o conhecimento de que “o ato de ler e ouvir histórias possibilita à criança expandir seu campo de conhecimento, tanto na língua escrita, quanto na oralidade”. 
Por isso, a humanidade necessita de maneira explicita de uma demonstração conceitual e prática das experiencias comunicativas e leitura de inúmeras histórias. Através disso, o compartilhamento de experiências e significados para o grupo envolvido. “É comum que os povos se orgulhem de suas histórias, tradições, mitos e lendas, pois são expressões de sua cultura e devem ser preservadas” (Jovino 2006).
Toda a literatura infantil obteve uma constituição e construção de gênero literário a partir do século XVII, tempo que todas as mudanças estruturais entre a sociedade foram desencadeadas a partir de repercussões e desenvolvimentos no âmbito artístico, cultural e social. Toda a arte foi desenvolvida, incluindo a literatura, a partir uma falta de imunização das transformações sociais. 
Com isso, a literatura é amplamente conhecida como uma forma de transpassar a todos uma possibilidade de se interessar pela leitura, mobilizando e proporcionando a todos uma maior percepção social e sensorial, além do pensar, sentir e agir de todos os indivíduos e grupos sociais. 
Zilberman (2005) proporcionar um conhecimento de que durante todo o final do século XIX, os livros infantis obtiveram um surgimento amplo para atender à inúmeras solicitações de um determinado grupo social.
Surge então, neste período, um novo mercado reivindicando escritores para atendê-lo. Porém, a ausência de uma tradição na produção literária infantil os faz buscar, como alternativa, a tradução de obras estrangeiras direcionadas aos adultos e que foram adaptadas às crianças (MARIOSA, 2011).
Toda a literatura infantil é desenvolvida a partir de uma ampla história conceptiva e infantil a partir dos primeiros livros produzidos para as crianças que foram produzidos somente no final do séc. XVII e durante o séc. XVIII, antes disso não se escrevia para crianças, pois não existia o que chamamos hoje de “infância”; as crianças e os adultos compartilhavam dos mesmos eventos sociais. Foi com o advento de uma nova classe social, a burguesia e a valorização de um modelo familiar burguês onde a criança ganha um enfoque de reprodução da classe, por isso um interesse maior na sua educação e na transmissão de valores burgueses.
Com isso, é possível obter e compreender um nascimento amplo do momento que tem por objetivo transpor e transmitir todo e qualquer valor do novo modelo familiar que é designado e centro dentro de uma valorização doméstica. Segundo Coelho (1991):
Abertura para a formação de uma nova mentalidade, além de ser um instrumento de emoções, diversão ou prazer, desempenhada pelas histórias, mitos, lendas, poemas, contos, teatro, etc., criadas pela imaginação poética, ao nível da mente infantil, que objetiva a educação integral da criança, propiciando-lhe a educação humanística e ajudando-a na formação de seu próprio estilo. (COELHO, 1991).
Jesualdo (1978) proporciona aos leitores um conhecimento de que a literatura infantil pode ser amplamente conceituada através da compreensão de que a mesma é “um dos aspectos da literatura dentre as várias modalidades artísticas”, com isso, a literatura desenvolve uma disponibilização e uma preocupação em proporcionar às crianças inúmeras histórias, pois é através do desenvolvimento de uma psique infantil, pois é através do conhecimento e compreensão da criança que a escrita é feita. 
É perceptível a alimentação de um infantil e irresponsável tradição e motivação de desenvolver o privilégio das categorias literárias de vértice, com isso, toda a extração formal e retorica da literatura é designada e desenvolvida em cima de um cunho bibliográfico e psicanalista de forma que o autor seja privilegiado, bem como as suas vertentes contemporâneas, como afirma NELE (2013)
Pesquisas mais recentes sobre a História da Leitura (área ampla que recobre a História do livro e de livros, do leitor e de leitores, de autores e de editores) apontam para a importância das mediações entre autores e obras, entre obras e públicos e entre autores e público. E nessas mediações se inscrevem os paratextos, tudo aquilo que compõe marginalmente um livro, de sua capa a suas notas de rodapé, seu prefácio e suas orelhas.
O cunho psicológico é algo que afeta fortemente a população e principalmente a literatura, Bruno Bettelhein (2007) desenvolve o conhecimento de que a literatura infantil visa “desenvolver a mente e a personalidade da criança” e não só divertir e informar; como a que se deve ter significado para a criança, isto é, transmitir as experiências da vida.
Contudo, durante o desenvolvimento da primeira metade do século XX, todas as análises acadêmicas obtiveram um conho voltado para a produção textual, tal fato se deu pela existência de uma tendencia humanista durante a atribuição de uma análise e autoridade criativa dos autores que eram visto como expressando, pretendendo, criando e controlando todos os significados legíveis no texto (Finkelstein, McCleery, 2010)
Segundo Souza, os negros apareceram na história e na literatura desde o início. O que aconteceu, porém, foi que uma série de poetas e romancistas representaram os negros de forma rígida e inferior. Homens e mulheres negros apresentam as seguintes características: preguiça, violência, estupidez, superstição, feitiçaria, malandragem, desejo ou feiura. Quem retrata os negros com mais simpatia, como Castro Alves, discorda deles. Eles são inspirados pelo momento histórico em que se encontram e pela classe a que pertencem, use uma mistura de idealismo e medo para definir o preto (Souza, 2005).
Segundo Souza, após a abolição, o discurso dos negros como escravos e mercadoria foi substituído pelo discurso dos cidadãos negros. No entanto, ele foi apresentado como uma tentação selvagem, animalesca, suja e carnal, ou retratado como um excelente crioulo passivo. No movimento modernista,