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Contribuintes, contribuições, isenções, responsabilidade solidária e dependentes

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SENAR, SENAT, 
SEST, SEBRAE, que tem natureza privada embora 
prestem servidos considerados de natureza pública. É, 
portanto, uma contribuição sui generis. 
 
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2.9 Contribuição social sobre lucro. 
 
É prevista no art. 195, I, “c”, da Constituição Federal, foi criada pela Lei 
nº 7.689/88 e pode ser assim desdobrada: 
 
Sujeito Passivo – Pessoas jurídicas de Direito Privado, ou a elas equiparadas 
pela legislação do Imposto de Renda, observadas as imunidades e isenções. 
 
 
 
Fato Gerador – Aferição de lucro. 
 
 
 
Base de Cálculo – Lucro (soma das receitas, diminuindo-se as despesas), após 
certos ajustes, de acordo com a previsão na lei que rege a CSLL. 
 
 
 
 
Alíquota – 9% 
 
É importante mencionar que as entidades sem fins lucrativos, os 
sindicatos, as fundações e associações, o produtor rural pessoa física e o 
segurado especial não recolhem essa contribuição, mas entidades desportivas 
sem clubes profissionais recolhem. 
 
2.10 Contribuição social sobre receita ou faturamento (COFINS). 
 
Está prevista no art. 195, I, “b”, da Constituição Federal e foi criada pela 
Lei Complementar 70/91. Em resumo: 
Sujeito Passivo - Pessoas jurídicas de Direito Privado, ou a elas equiparadas 
pela legislação do Imposto de Renda, observadas as imunidades e isenções. 
Fato Gerador – Aferição do faturamento mensal. 
Base de Cálculo – Faturamento mensal ou receita bruta mensal, após a 
dedução das parcelas do faturamento previstas na lei que rege a COFINS. 
Alíquota – em regra, 7,6% do faturamento mensal (receita bruta das pessoas 
jurídicas - art. 3º Lei 9.178/98). As alíquotas poderão ser diferenciadas 
(superiores ou inferiores) dependendo do produto. É possível que haja a 
substituição gradativa da contribuição previdenciária patronal pela COFINS, total 
ou parcialmente, conforme previsão constitucional, (art. 195, §13), com o 
propósito de desonerar as folhas de salários das empresas, mas essa 
possibilidade ainda não foi regulamentada. 
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2.11 Contribuição social sobre receita de concursos de prognósticos. 
 
São considerados concursos de prognósticos todo e qualquer sorteio de 
números, loterias, apostas, inclusive a realizada em reuniões hípicas, no 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, como loto, mega-sena, loteria 
federal, time mania etc. Não estão incluídas no conceito de concursos de 
prognósticos as loterias e os concursos realizados por entidades privadas, 
como bingos e sorteios de 0900 ou 0800. 
A Caixa Econômica Federal administra e arrecada a contribuição. A 
renda líquida arrecadada em tais concursos (total da arrecadação menos os 
valores destinados ao pagamento dos prêmios, impostos e despesas de 
administração, além dos valores destinados ao Programa de Crédito Educativo, 
na forma da Lei n. 8.436/92). 
 
2.12 Simples 
 
O Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das 
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) implica no 
pagamento mensal unificado dos seguintes impostos e contribuições: IRPJ 
(Imposto de Renda Pessoa Jurídica), PIS/PASEP; Contribuição Social sobre 
Lucro; Cofins; IPI e Contribuições para a Seguridade Social. 
A Lei Complementar n.º 123/06 (com as alterações determinadas pela 
Lei Complementar n.º 139/11) define microempresa e empresa de pequeno 
porte da seguinte maneira: 
 
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se 
microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a 
sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o 
empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 
2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas 
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, 
desde que: 
 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta 
igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e 
 
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, 
receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e 
igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais). 
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Do simples também podem participar empresas rurais. 
O pagamento do SIMPLES é mensal e realizado até o último dia da 
primeira quinzena do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a 
receita bruta. 
 
 
 
 
 
 
3. Isenções 
 
São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades 
beneficentes de assistência social (EBAS) que atendam às exigências 
estabelecidas em lei (§ 7º do art. 195 da Constituição). Para ser reconhecida 
como EBAS, a entidade deve atender a todos os que se enquadrem como 
necessitados, devendo obedecer ao princípio da universalidade do 
atendimento, ou seja, é vedado dirigir suas atividades exclusivamente a 
associados ou a categoria profissional. As EBAS podem atuar, além de na 
prestação de serviços nas áreas de assistência social, também na área da 
saúde ou na da educação. 
 
 
 
 
 
O artigo 55 da Lei 8.212/91 traz os requisitos para concessão da isenção 
para fins do § 7º do art. 195 da Constituição. A isenção refere-se somente à 
contribuição da empresa e da pertinente a acidente de trabalho. As 
contribuições devidas pelo empregado devem ser retidas e recolhidas pela 
instituição beneficente. 
Impende destacar que a isenção concedida não é perene, devendo ser 
renovada a cada 3 anos. 
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4. Responsabilidade solidária 
 
4.1. Cessão de Mão-de-Obra – Lei 9.711/98 
 
Trata-se, aqui, do recolhimento de contribuições previdenciárias quando 
ocorrer a prestação de serviços, mediante cessão de mão-de-obra ou 
empreitada. 
Cessão de mão-de-obra significa colocar à disposição de contratante, 
em suas dependências ou nas de terceiros, segurados que realizem serviços 
contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, 
independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio 
de trabalho temporário. A empresa prestadora de serviços loca sua mão de 
obra ao contratante. 
A empresa contratante dos serviços executados 
deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal, fatura ou 
recibo e recolher a importância no CNPJ da empresa 
contratada. O valor retido fica destacado em nota fiscal, 
fatura ou recibo da prestação de serviços, sendo 
compensado pelo estabelecimento da empresa 
contratada, quando do recolhimento das contribuições 
destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de 
pagamento dos segurados. 
Se os serviços contratados não se enquadram como cessão de mão-de-
obra, não há a retenção e o contratante responde solidariamente com o 
contratado pelo cumprimento das obrigações da Seguridade Social. 
 
 
4.2 Outras hipóteses de responsabilidade solidária / subsidiária 
 
São solidariamente ou subsidiariamente responsáveis, com seus bens 
pessoais, pelo recolhimento de contribuições previdenciárias: 
a) os ocupantes de cargos de direção (acionistas controladores, 
administradores, gerentes e diretores) que respondem ainda 
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