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PARASITO- MALÁRIA

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MALÁRIA
· Apesar de ter uma frequência baixa no nordeste, é uma doença de alta relevância no Norte do país. 
· É transmitida por um vetor: mosquito Anopheles. 
· Geralmente são as fêmeas que fazem o repasto (bebem o sangue) sanguíneo, pois elas precisam do ferro, da hemoglobina, para amadurecer/ maturar os ovos e os machos se alimentam do néctar das flores. 
· No momento do repasto eles acabam regurgitando, “cuspindo” e liberando as formas evolutivas. Observamos hemácias e estruturas de coloração diferente, que são as formas evolutivas do protozoário (plasmodium).
· Estes protozoários são sanguíneos e capazes de invadir as hemácias e causar quadros anêmicos, já que pode haver destruição destas hemácias por infecção destas células sanguíneas.
PATÓGENO
· Plasmodium falciparum (6 dias para eliminar merozoítos) menos frequente, porém mais virulento. Um paciente que morre mais rápido, com danos hepáticos e cerebrais, com redução drástica de hemácias, estamos lidando com o falciparum.
· Plasmodium vivax (8 dias p eliminar merozoítos) mais comum, permanece mais tempo no hospedeiro, porque diferente do falciparum, ele não mata ou é morto (ou o patógeno vence ou o hospedeiro- homem- vence) de forma rápida e assim vive mais tempo no hospedeiro. 
· Plasmodium malariae (12-16 dias para eliminar merozoítos)
· Plasmodium ovale
*Quanto menos dias para liberar e maturar as formas evolutivas, mais virulento e quanto mais patógenos tbm.
** Plasmodium, vivax malariae e ovale são formas parasitárias importantes, porque podem produzir condições que podem levar à recidivas da malária.Isso deve-se ao fato de que podem ocasionar a forma hipnozoítos, uma forma latente que fica a nível hepático. São formas remanescentes – escondidas- a nível hepático, que apesar de a RI matar os patógenos periféricos e achar que combateu a doença e que estamos curados, ainda sobram formas quiescentes -latentes- no fígado. Estas formas latentes,quando o SI abaixa sua intensidade podem se ativar e se proliferar, levando novamente à Malária. Temos que acompanhar este paciente por mais tempo para ter certeza que ele eliminou todas as formas.
· É importante avaliar a frequência e distribuição do mosquito Anopheles no Brasil, pois ele que libera o Plasmidium. Aqui no Brasil ele é extremamente prevalente na região Norte, o que nos faz atentar para Malária em pacientes com febre vespertina e anemia importante, que vieram do Norte ou viajaram recentemente. A distribuição geográfica não é determinante para o diagnóstico, mas muito importante para entendermos o seu porque.
vetores 
· Anopheles darlingi associado a região norte, temos na Bahia também.
· Anopheles aquasalis associado a região litorânea, o mais frequente na Bahia.
Victoria Alencar 
*Em termos de clínica não é necessário saber, pois geram a mesma doença,mas como ponto de profilaxia é muito importante. 
ciclo da malária 
FASE EXOERITROCÍTICA- HEPATÓCITO
· A fêmea libera os Esporozoítos durante a picada;
· O Esporozoíto tem tropismo pelo hepatócito e após circular pela corrente sanguínea e chegar nos hepatócitos do fígado ele irá infectá-los e em seu interior ocorrerá a proliferação;
· AS MANIFESTAÇÕES/ PROBLEMAS DA MALÁRIA ASSOCIADO AO FÍGADO SÃO APENAS NESTA FASE INICIAL DO PROCESSO INFECCIOSO, POIS AS DEMAIS FORMAS EVOLUTIVAS NÃO VÃO MAIS INFECTAR OS HEPATÓCITOS;
· O esporozoíto fará uma entrada forçada no hepatócito que infectou e fará reprodução assexuada em seu interior (vesícula cheia de merozoítos esquizonte) e gerará inúmeras formas evolutivas. Neste processo inicial, como vários esporozoítos entram e acabam rompendo os hepatócitos, podemos ter um quadro de hepatite. E isso ocorre só por ação direta? Não. Cada célula liberada recruta células de defesa para o local, que ao tentar destruí-las geram danos aos hepatócitos também – ação indireta. 
*Neste momento que, nas espécies vivax,malariae e ovale, as formas latentes (hipnozoítos) irão permanecer quiescentes nas células hepáticas. Nenhum tratamento que temos até hoje é capaz de tratar esta forma latente, por isso saber qual espécie estamos lidando é importante e por isso rastrear o paciente por mais tempo para sabermos se ele terá uma recidiva ou não.
* Lesão hepática branda- ainda há conversão da bilirrubina
 Lesão hepática grave/quadro final- não há mais a enzima glicuronil transferase, não há a conversão adequada. Podemos ter aumento da bilirrubina direta Na próxima etapa teremos a indireta alta.
FASE ERITROCÍTICA 
· Quando atingem a corrente sanguínea chamamos esta espécie evolutiva de Merozoíto, que não faz mais infeccção de hepatócito, possui possuem tropismo por hemácias. Assim, após infectá-las podemos ter lise de hemácias, sequestro de hemácias (cluster de hemácias- uma se une a outra) e sequestro capilar de hemácias (adesão das hemácias ao endotélio vascular). Assim, temos uma quantidade menor de hemácias disponíveis para transportar oxigênio e assim gerará menos energia, por isso o indivíduo fica prostrado.
· MAS PORQUE A IMPORTÂNCIA DE SABER ESSAS FORMAS E ESSE CICLO? PORQUE NA MALÁRIA NÃO FAZEMOS DIAGNÓSTICO APENAS POR SOROLOGIA E TESTE IMUNOLÓGICO, NELA TEMOS QUE SABER A MORFOLOGIA DESSAS FORMAS EVOLUTIVAS PARA DIAGNOSTICARMOS A ESPÉCIE.
· Cada Merozoíto irão infectar uma hemácia e podem: (1) ficar replicando e gerar novos merozoítos (amplificação de merozoítos = anemia) ou (2) alguns podem evoluir para Trofozoítos, que amadurecem em gametócitos que podem ser masculinos ou femininsos. Qual a importância disso? São estes gametócitos que completam o ciclo, pois quando uma fêmea do mosquito Anopheles realiza o repasto sanguíneo no ser humano no qual está ocorrendo o ciclo, se ela encontrar um gametócito masculino e feminino ela pode succiona-los e no interior do Anopheles eles vão se encontrar e dar origem ao esporozoíto como via final.
· LOGO A FÊMEA DO ANOPHELES SÓ IRÁ INFECTAR UMA NOVA PESSOA SE ELA FIZER O REPASTO SANGUÍNEO DE ALGUÉM QUE JÁ ESTIVER INFECTADO E NESTA PESSOA ENCONTRAMOS GAMETÓCITOS MASCULINOS E FEMININOS.
· ASSIM PODEMOS NOTAR QUE, NO SER HUMANO POSSUIMOS A REPRODUÇÃO ASSEXUADA (ESQUIZOGONIA E MEROGONIA) E NO ANOPHELES A REPRODUÇÃO SEXUADA.
· OU SEJA, SE EU ESTIVER COM MALÁRIA NÃO CONSIGO PASSAR PARA OUTRA PESSOA, MESMO COM CONTATO SANGUÍNEO.
· Mas qual a importância para Medicina? A gente vai fazer identificação das espécies pela morfologia dos gametócitos e do trofozoíto,então avaliando as hemácias em seu interior avaliamos a morfologia dos gametócitos e do trofozoíto para definir se estamos tratando de Plasmidium falciparum ou vivax. Mas isso seria apenas pela questão da gravidade, já que o falciparum é mais grave que o vivax? Não! Seria porque já temos relatos de que o falciparum possui resistência a alguns tipos de medicamentos utilizados para Malária, então sabendo de qual plasmidium se trata mudaremos o perfil de tratamento.
· O tempo que um merozoíto leva para romper uma hemácia e infectar as hemácias adjacentes causa a FEBRE, pois células do SI não estão acostumadas a reconhecer antígenos intracelulares da hemácia, então no momento que ela lisa temos uma maior ativação da resposta imune e citocinas pro inflamatórias (IL-6, TNF alfa, IL-1) e indução da febre. Logo temos ciclos que demoram 48h e 72h a 96h e é por isso QUE TEMOS O CONCEITO DE FEBRE TERÇÃ E FEBRE QUARTÃ! É o ciclo eritrocítico que gerará essa febre. 
· É aí que temos um ponto chave: A FEBRE NA MALÁRIA É CARACTERIZADA COMO UMA FEBRE VESPERTINA, assim como na tuberculose, e temos a DEFERVESCÊNCIA NOTURNA. O que isso significa? Uma sudorese excessiva durante a madrugada. E o que causa isso? A partir do momento que temos uma lise muito grande de hemácias, que estimula a RI, lembrem que a gente tem o CICLO CIRCADIANO ASSOCIADO AO CORTISOL no nosso corpo e que ele faz MODULAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE. Quando o cortisol está em níveis elevados? Pela manhã. Então no início da noite- final de tarde temos níveis mais baixos de cortisol e durante a madrugada ele vai se elevando até seu máximo na manhã. Então, o que
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