A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
120 pág.
Sankofa - A circulação dos provérbios africanos oralidade, escrita, imagens e imaginários

Pré-visualização | Página 1 de 34

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA 
Faculdade de Comunicação 
Programa de Pós-Graduação em Comunicação 
 
 
Alan Santos de Oliveira 
 
 
 
 
Sankofa: A circulação dos provérbios africanos – oralidade, 
escrita, imagens e imaginários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília, 2016 
 
 
 
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA 
Faculdade de Comunicação 
Programa de Pós-Graduação em Comunicação 
 
 
 
Alan Santos de Oliveira 
 
 
 
Sankofa: A circulação dos provérbios africanos – oralidade, escrita, 
imagens e imaginários 
 
 
 
 
 
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação em Comunicação da Universidade de 
Brasília como parte dos requisitos necessários para 
obtenção do grau de Mestre em Comunicação pela 
Linha de pesquisa: Imagem, Som e Escrita. 
 
 
Orientador: Professor Dr. Gustavo de Castro e Silva 
 
 
 
 
 
 
Brasília, 2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha catalográfica elaborada automaticamente, com os dados fornecidos 
pelo(a) autor(a) 
 
OOL48s 
Oliveira, Alan Santos de 
Sankofa: A circulação dos provérbios africanos –
oralidade, escrita, imagens e imaginários / Alan Santos 
de Oliveira; orientador Gustavo de Castro e Silva. -- 
Brasília, 2016. 
120 p. 
 
Dissertação (Mestrado - Mestrado em Comunicação) --
Universidade de Brasília, 2016. 
 
1. Comunicação Humana. 2. Provérbios africanos. 
3.Paremiologia. 4. Oralidade e Escrita. 5. Imagem e 
Imaginário.. I. Silva, Gustavo de Castro e, orient. 
II. Título. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALAN SANTOS DE OLIVEIRA 
 
 
Sankofa: A circulação dos provérbios africanos – oralidade, escrita, imagens e 
imaginários 
 
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília 
como parte dos requisitos necessários para obtenção do 
grau de Mestre em Comunicação pela Linha de pesquisa: 
Imagem, Som e Escrita. 
 
Aprovada em 26/ 02/ 2016. 
 
Banca Examinadora: 
 
 
____________________________________ 
Prof. Dr. Gustavo de Castro e Silva – UnB 
Orientador 
 
 
___________________________________ 
Profª. Drª. Florence Marie Dravet – UCB 
Avaliadora 
 
 
____________________________________ 
Profª. Drª. Gabriela Pereira de Freitas – UnB 
Avaliadora 
 
 
____________________________________ 
 Profº. Dr. Frederico Antônio Cordeiro Feitosa - UCB 
Suplente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A duas pessoas queridas e sábias presentes em minha vida: 
Meu Pai o Ọdẹ Jade (Marcos de Oxóssi) 
e Minha Mãe Nancy. 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Aos meus Oríşa: Omolú e Nanã pela força concedida a cada dia que renasce. Agradeço 
ao meu Babalorisá Ọdé Jade (Marcos de Oxóssi), minha Mãe Nancy e meu Ojubona Roberto 
Alcides (Pai Ajagun) e toda a minha família do Ilé Aşé Òpó Olú Ọdé Alàáyèdá em Simões 
Filho – BA. 
A meu Orientador Gustavo de Castro por sua sabedoria, pelas disciplinas e leituras 
ofertadas, pelo estímulo, pela paciência e principalmente pela amizade surgida durante a 
pesquisa. 
A minha mãe Carmosina, meu Pai Sebastião e meus familiares, irmãos(ãs), tios(as) e 
primos(as). E em especial, agradeço ao meu tio Jurandir Brito dos Santos (in memoriam). 
A minha esposa Cida Lima pelo estímulo, paciência e afeto de sempre. 
Ao Programa Pós-Afirmativas da Universidade de Brasília. 
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela bolsa 
de estudos concedida durante o curso que me possibilitou maior dedicação a pesquisa. 
Aos(as) professores(as), pesquisadores(as) e pós-graduandos (as): Florence Dravet, Elen 
Geraldes, Selma Oliveira, Marcelo Feijó, Nelson Inocêncio, Gabriela de Freitas, Tiago 
Quiroga, Ceiça Ferreira, Alex Ratts, Raquel de Holanda, Verônica Guimarães, Frederico 
Feitosa, Breitner Tavares, Clarissa Motter, Bruna Carolli, Daiani, Aida Feitosa, Vinícius 
Barreto, Kelly Tatiane, Renísia Garcia, Carla Craveiro, Ronald, Vinícius, Ana Flávia, Lobão, 
Maria Luiza Cardinale, Eliany Machado, Elson Faxina e os demais colegas da Pós-Graduação 
em Comunicação da Universidade de Brasília. 
Aos meus amigos de sempre Alisson Alexandre, Anselmo Gomes, José Bomfim e Oziel 
Glaidson, Ingrid Barros , Neno, Carla, Damião, Juliana Caceres, Gaetano e Barbara. 
A Rui Soares, Marinela Soares, Maria João Coutinho, Simion Cristea, Filipe Pires e 
todo o pessoal da Associação Internacional de Provérbios (AIP), especialmente a Rui e 
Marinela, pelo estímulo e acolhimento durante o 9º Colóquio Interdisciplinar sobre 
Provérbios em Tavira – Algarve, Portugal. 
A Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) pelo apoio financeiro 
concedido para minha viagem a Portugal para dialogar com outros(as) pesquisadores(as). 
A todos(as) que de uma forma ou de outra contribuíram não só com o meu processo de 
pesquisa, mas principalmente para se tornar um ser humano melhor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“O pequeno caroço não o desprezes, 
 um dia tonar-se-á grande palmeira.” 
Provérbio angolano 
 
 
RESUMO 
 
 
OLIVEIRA. Alan Santos de. Sankofa: A circulação dos provérbios africanos – oralidade, 
escrita, imagens e imaginários. 2016. 120f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – 
Curso de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade de Brasília, 2016. 
 
Orientador: Prof. Dr. Gustavo de Castro e Silva 
Defesa: 26/02/2016. 
 
 
Nesta pesquisa, versaremos sobre a circulação dos provérbios pela oralidade e escrita, em 
formas orais, escritas, imagéticas e imaginárias, desde as sociedades africanas ao contexto da diáspora 
em países como o Brasil e o Haiti. Percebemos que os provérbios africanos têm significados múltiplos 
para além de conselhos e orientações. Eles podem ser verificados em objetos de arte, escritas, cantigas, 
louvações, imagens e imaginários literários como suporte de mensagem ou como influência para a 
criação estética e artística. Para falar sobre os provérbios como um instrumento de fluxo na 
Comunicação, tivemos a necessidade de realizar uma pesquisa direcionada ao passado, sem a 
preocupação de uma forma linear, baseado em um provérbio-símbolo, sankofa, que significa: “nunca é 
tarde para voltar e apanhar o que ficou atrás”. Sankofa nos ensina a sabedoria de olhar para trás, buscar 
algo que foi ignorado ou esquecido. É uma forma de recolher no passado, trazer ao presente e 
construir o futuro, tal como Janus, o Deus das mudanças e transições da mitologia romana, que aqui 
buscamos em uma perspectiva africana. Este é um trabalho de compreensão sobre os provérbios, e 
nesta travessia, unimos a Comunicação, pela estética, ao conjunto de observação da Paremiologia, a 
disciplina que estuda os provérbios e recursos fraseológicos e do estudo de imagens e imaginários 
literários. 
 
Palavras-chave: Provérbios; África; oralidade; imagens; imaginário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
In this research, we study the circulation of African proverbs by oral and written means, 
in imagetic and imaginary forms, from African societies to the diaspora context in countries 
such as Brazil and Haiti. We realize that the African proverbs have multiple meanings, not 
intended only for advice and guidance. They can be seen in works of art, writing, music, 
praise, literary imagination and images as a support for a message or as an influence for 
aesthetics and artistic creation. To talk about proverbs as a communication flow instrument, 
we had the need for an inquiry directed to the past, but without the desire to follow a linear 
procedure, basing in a proverb-symbol, sankofa, which means: "it's never too late to go back 
and take what was behind". Sankofa teaches us the wisdom to look at the past and bring 
something that was ignored, forgotten, for the present in order

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.