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Disciplina:Direito Civil I5.997 materiais251.462 seguidores
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NÃO ACEITAS PELO DIREITO:
a) não se casar;
b) exílio ou morada perpétua em determinado lugar;
c) exercício de determinada profissão;
d) seguimento de determinada religião;
e) aceitação ou renúncia de herança;
f) reconhecimento de filho;
g) emancipação.
SEMANA 9 AULA 18
TERMO
• Evento futuro e CERTO que condiciona o
 início dos efeitos do negócio jurídico.
• É o dia que começa ou extingue o
 negócio jurídico, subordina-se, então, a
 evento futuro e certo.
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Classifica-se da seguinte forma:
a)TERMO CERTO – estabelece de uma data de
 calendário;
Ex.: Contrato de locação de 06 meses.
b) TERMO INCERTO – evento futuro, que se verificará
 em data indeterminada;
Ex.: Empresto o carro até você se formar.
c) TERMO SUSPENSIVO – a partir dele se pode
 exercer determinado direito;
d)TERMO RESOLUTIVO – a partir dele cessa os
 efeitos do negócio jurídico.
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ENCARGO OU MODO
• É cláusula acessória, em regra, que descreve
 atos de liberalidade inter vivos ou causa mortis ,
 que impõe ônus ou obrigação a uma pessoa
 contemplada pelos referidos atos.
• O encargo não suspende a aquisição ou
 exercício de direito.
• Gera direito adquirido a seu destinatário, que já
 pode exercer o seu direito, ainda que pendente o
 cumprimento da obrigação que lhe fora imposta.
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CONDIÇÃO
Evento futuro e INCERTO
TERMO
Evento futuro e CERTO
ENCARGO/MODO
Cláusulaacessória
liberalidade
à
Quandosuspensiva: Quando suspensivo: NÃO NÃO impede a aquisição
suspende a aquisição e o impede a aquisição do nem o exercício do direito -
exercício do direitodireito, mas, apenas o seu gera direito adquirido
 exercício - gera direito
 adquirido.
Condiçãoincertusan
incertus:háabsoluta
incerteza em relação à
ocorrência do evento futuro
e incerto
Condiçãoincertusan
certus: não se sabe se o
evento ocorrerá, mas, se
acontecer, será dentro de
um determinado prazo
Termo certus an certus: há
certeza quanto ao evento
futuro e quanto ao tempo
de duração.
Termo certus an incertus:
há certeza quanto ao
eventofuturo,mas
incerteza quanto à sua
duração.
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Classificação dos negócios
jurídicos
1. Quanto à manifestação da vontade:
a) unilaterais – a declaração de vontade, feita por uma ou
 mais pessoas, na mesma direção;
Ex.: doação, promessa de recompensa.
b) bilaterais – duas manifestações de vontade, em sentido
 oposto, porém há coincidência em relação ao objeto.
Ex.: contratos em geral.
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2. Quanto às vantagens:
a)gratuitos – só uma das partes aufere
 vantagem;
b) onerosos – ambos os celebrantes
 possuem ônus e vantagens recíprocas.
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3. Quanto ao tempo em que devam produzir
 efeitos:
a) inter vivos – destinados a produzir
 efeitos durante a vida dos interessados;
b) causa mortis – emitidos para gerar
 efeitos após a morte do declarante.
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4. Quanto à subordinação:
a) principais – são os negócios jurídicos
 que têm existência própria e não
 dependem de nenhum outro;
b) acessórios – aquele cuja existência
 subordina a um outro.
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5. Quanto às formalidades:
a)solenes – são celebrados de acordo com a forma
 prevista na lei;
b) não solenes – não dependem de forma rígida para
 sua celebração.
6. Quanto à pessoa:
a) impessoais – não importa quem sejam as partes;
b) intuitu personae – aquele realizado de acordo com
 as qualidades especiais de quem o celebra.
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DA REPRESENTAÇÃO Arts.115 a 120
O instituto da representação é objeto de
poucos estudos monográficos no Brasil,
tanto é que o Código Civil anterior, de
1916, sequer lhe deu um tratamento
específico, O direito representativo foi
tipificado e sistematizado somente no
vigente Código Civil, em seus artigos 115
a 120.
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• Segundo Silvio Venosa, geralmente, é o próprio
 interessado, com sua vontade, que atua em negócio
 jurídico. Dentro da autonomia privada, o interessado
 contrai pessoalmente obrigações e, assim, pratica seus
 atos da vida civil em geral. Contudo, em uma economia
 evoluída, há a possibilidade, e muitas vezes se obriga,
 de outro praticar atos da vida civil no lugar do
 interessado, de forma que o primeiro, o representante,
 possa conseguir efeitos jurídicos para o segundo, o
 representado, do mesmo modo que este poderia fazê-lo
 pessoalmente.
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• A noção fundamental, pois, é a
 de que o representante atua em
 nome do representado, no lugar
 dorepresentado.O
 representante conclui o negócio
 não em seu próprio nome, mas
 comopertencenteao
 representado. Quem é a parte
 no negócio é o representado e
 não o representante. Reside aí o
 conceitobásicoda
 representação.
andradenoticias.com
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• Estritamente falando, o representante é
 um substituto do representado, porque o
 substitui não apenas na manifestação
 externa, fática do negócio, como também
 na própria vontade do representado.
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Representação Legal e Voluntária
• A representação pode ser legal ou voluntária, conforme
 resulte de disposições de lei ou da vontade das partes.
 Pode-se acrescentar a essas formas a representação
 judicial, nos casos de administradores nomeados pelo
 juiz, no curso de processos, como os depositários, mas
 isso é exceção no sistema. Também pode ser
 considerada forma de representação, ainda que
 anômala, aquela que tenha um fim eminentemente
 processual, como é o caso do inventariante, do síndico
 da massa falida, do síndico de edifícios de apartamentos
 etc.
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GABARITO:
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CASO CONCRETO 1
 1) Houve negócio jurídico entre Carlos Alberto e Miguel?
Justifique a resposta.
 Houve um negócio jurídico em razão da presença dos elementos
necessários a sua configuração. ( sujeitos, objeto, fato jurígeno,
vínculo e garantia)
 2)Tomando por base a classificação dos negócios jurídicos
como podemos classificar o ato praticado ?
 Negócio jurídico gratuito, inter vivos, típico, não solene, principal, na
modalidade de contrato.
 3) É possível a prática de negócio jurídico sem a troca de
palavras?
 SIM; no exemplo, houve duas manifestações tácitas de vontade,
através de gestos.
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 4) Como se deve resolver o conflito entre Carlos
Alberto e Miguel, diante das regras de interpretação
contidas em nosso Código Civil?
 O contrato em questão é gratuito e, como tal, deve ser
interpretado restritivamente, nos termos do artigo 114 do
Código Civil. Toda liberalidade deve ser interpretada do
modo menos gravoso àquele que a faz. A razão assiste a
Carlos Alberto. Na dúvida entre doação e empréstimo,
considera-se ter havido empréstimo.
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CASO 2
 2) A doação feita para Júlio possuí algum elemento acidental? Em caso
positivo, justifique e conceitue. Em caso negativo, justifique.
 Esta doação é feita com encargo. O encargo ou modo é conceituado como
sendo o ônus ou obrigação de realizar um ato ou atividade pelo beneficiário
da transferência de bens ou vantagens. Tal ato pode ser realizado em favor
do próprio transmissor, de terceiros ou da sociedade.
2)Pode haver revogação do contrato celebrado? Fundamente a resposta.
 Inexistindo o cumprimento do avençado cabe a revogação da doação por
inexecução do encargo , artigo 555 do CC
 3) Aplica-se na hipótese, a regra do artigo 125 do CC? Esclareça. Não. Só
se o encargo fosse estabelecido na qualidade de condição suspensiva. ( 125
c/c 136 do CC )
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CASO 3
1) Qual é a data do vencimento da dívida de Luiz Guilherme?
 Os prazos de anos expiram no dia de igual número no ano
seguinte (artigo 132, parágrafo 3o do Código Civil). Entretanto,
como o dia 26 de junho é sábado, o prazo é prorrogado até o
primeiro dia útil (artigo 132, parágrafo 1o do Código Civil). E o
primeiro dia útil é segunda-feira, dia 28 de junho, data do
vencimento da obrigação.
2) No caso, identifique o termo e o prazo para o pagamento da
dívida.
Devemos compreender que termo final é a data do vencimento
da obrigação (28 de junho) e que prazo é o lapso de tempo