Prát V_Aula 9_Introdução Recursos
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Prát V_Aula 9_Introdução Recursos

Disciplina:Prática Simulada Iv (Cível)174 materiais855 seguidores
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(litisconsórcio com procuradores distintos>> prazo de dobro)

* Caso real que aconteceu com o professor:
Determinado processo tem 1 autor e 3 réus e profº defende interesse de 1 dos réus, razão pela qual indiscutivelmente pode-se aplicar o art. 191 >> Sentença de procedência do pedido autoral >> Iniciou-se a fase de execução de sentença >> Profº ingressou com AGRAVO DE INSTRUMENTO para o réu nº1 >> Decisão judicial: “Deixo de receber o recurso posto que intempestivo” >> Entendimento do profº: O prazo era em dobro (AI tem 10 dias, portanto o profº tinha 20 dias) >> Profº foi ao Fórum, leu o processo e deparou com uma certidão do serventuário dizendo que o recurso era intempestivo >> O serventuário confirmou a intempestividade, alegando que o prazo era simples, já que só um dos réus recorreu >> Mas esse entendimento, para o prof º, é equivocado pois não tinha como se saber se a outra parte iria ou não recorrer (obs: era uma decisão que prejudicava todos os réus) >>O profº conversou com o assessor do Desembargador-relator que tb disse que o prazo era simples >> Conversou então com o Desembargador-relator que concordou que o prazo era em dobro >> Depois, quando chegou ao escritório, fazendo uma pesquisa de jurisprudência, o profº constatou que existe entendimento dos Tribunais no sentido de que, se um dos réus não recorre, o prazo é simples >> Moral da história: Na fase recursal, procure não trabalhar com prazo em dobro

- Juízo de admissibilidade é obrigação do advogado preencher; juízo de mérito são outros 500
- O que o serventuário fez foi fazer um juízo de admissibilidade. Ele só não escreveu “deixo de conhecer do recurso por intempestivo”

b) REGULARIDADE FORMAL

c) PREPARO (art. 511)
- Recolhimento das custas
- Regra: Todos os recursos deverão ser devidamente preparados
- São ISENTOS DE PREPARO:
Agravo retido
Embargos de declaração
Recurso em que a parte pede gratuidade de justiça

- Qual o MOMENTO para COMPROVAR O PREPARO?
 É o sistema do preparo simultâneo. Comprovo o recolhimento no ato da interposição do recurso. Quando interponho o recurso, já tenho que estar com as custas devidamente recolhidas >> Art. 511 caput: regra do preparo simultâneo
- Alguns estudiosos dizem que não necessariamente é preciso comprovar o recolhimento das custas no momento da interposição do recurso, desde que eu respeite o prazo para interposição do recurso. Ex: Interpus o recurso de apelação no 11º dia >> Para Bermudes, eu teria até o 15º dia para recolher >> Mas o profº acha que esse entendimento está indo contra a lei, é preciso cumprir o que está na lei >> Assim, qdo interpõe o recurso, o profº já junta a GRERJ

- POSSIBILIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO DAS CUSTAS:
 Caso eu recorra, recolha as custas do recurso mas recolha de forma insuficiente, posso complementar as custas?
Sim. Art. 511 §2º
Tenho 5 dias para complementar as custas (contados no dia seguinte ao dia da publicação dizendo que foi recolhido a menor).
É o próprio serventuário que certifica o recolhimento a menor

- A questão do preparo simultâneo e complementação das custas vistos até agora são relativos ao CPC. E na Lei 9099?
A Lei 9099/95 NÃO SEGUE A REGRA DO PREPARO SIMULTÂNEO: art. 42 §1º
Art. 42 § 1º O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.
 Interponho o recurso inominado e tenho até 48 hs para comprovar a minha GRERJ

- E a complementação das custas no JEC, é possível?
Hoje em dia, entende-se que SIM.
Fundamento: No que a Lei 9099 for omissa, aplica-se o art. 511 §2º CPC
Entendimento razoável

Quando o juízo de admissibilidade for POSITIVO >> “Conheço / recebo o recurso”
Quando o juízo de admissibilidade for NEGATIVO >> “Não conheço / não recebo o recurso”

3.2. JUÍZO DE MÉRITO
- Análise da própria fundamentação
- O juízo só analisa o mérito se superados os requisitos de admissibilidade

Juízo de mérito positivo >> “Dá-se provimento ao recurso”
Juízo de mérito negativo >> “Nega-se provimento ao recurso”

II - APELAÇÃO

ESTRUTURA DO RECURSO DE APELAÇÃO
- O recurso de apelação é composto de 2 peças:
1ª peça: PEÇA DE INTERPOSIÇÃO >> Direcionada ao juiz a quo (= juízo que proferiu a sentença a ser atacada)
2ª peça: RAZÕES DE APELAÇÃO >> Direcionada ao Tribunal

 São interpostas juntas e grampeadas

- Precisa qualificar apelante e apelado de forma completa?
A princípio, não precisaria qualificar novamente. Mas para a prova da OAB, o profº recomenda qualificar tudo novamente em razão do disposto do art. 514, I, CPC.

1ª peça: PEÇA DE INTERPOSIÇÃO

- Na PEÇA DE INTERPOSIÇÃO não se pode deixar de comentar 3 pontos básicos:
(1) Falar que as RAZÕES SEGUEM EM ANEXO (estamos nos referindo à 2ª peça)
(2) PREPARO ou JG:
 Posso pedir no recurso de apelação a JG. Mesmo que o apelante em sede de 1ª instância não tenha sido beneficiado com a JG, poderá ele pedir a JG no momento da interposição do recurso (pois pode ter ocorrido que a sua situação econômico-financeira tenha alterado).
 Como o apelante faz a comprovação para fins de JG? Da mesma forma que se comprova em 1ª instância: afirmação de hipossuficiência, contra cheque ou declaração do IR e outros documentos pertinentes
(3) EFEITOS DO RECURSO DE APELAÇÃO

- Podemos falar sobre (1) e (2) em tópicos separados ou brevemente (em um parágrafo só) mas se o Apelante estiver pedindo JG, é preciso que se abra um tópico exclusivamente sobre a JG, já que teremos que desenvolver esse requerimento. O caderninho traz um exemplo de breve citação sobre razões seguindo em anexo (1) e preparo (2) em um parágrafo só. Também está certo. O que importa é que não deixemos de mencionar essas informações.

- Em relação ao (3) EFEITOS DO RECURSO DE APELAÇÃO:
A apelação, via de regra, é recebida nos efeitos DEVOLUTIVO e SUSPENSIVO (art. 520, 1ª parte, CPC). Obs: O art. 520 2ª parte fala das hipóteses em que o recurso não será recebido no duplo efeito.
Falar dos efeitos do recurso de apelação no caso concreto, na forma do art. 520, 1ª parte (não deixar de mencionar o dispositivo legal!)
Para saber se estamos diante da regra (art. 520, 1ª parte) ou da exceção (art. 520, 2ª parte), fazer uma análise “de trás para frente”: ver se estamos diante de uma das hipóteses de exceção à regra do art. 520 >> No caso do caderno, não estamos >> Portanto: estamos na regra, que é o DUPLO EFEITO
 
Art. 520.  A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. Será, no entanto, recebida só no efeito devolutivo, quando interposta de sentença que:
        I - homologar a divisão ou a demarcação;
        II - condenar à prestação de alimentos; 
        III - (Revogado)
        IV - decidir o processo cautelar;
 A apelação apresentada contra a sentença que decidir a ação cautelar deve ser recebida necessariamente no efeito meramente devolutivo, o que se justifica pela urgência, própria desta ação.
V - rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes;
        VI - julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. 
        VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela;
   Entende-se por essa expressão a sentença que, decidindo o mérito a favor do beneficiado da antecipação, implícita ou explicitamente, reafirma a decisão antecipatória.
 
- Normalmente, nos casos do caderninho, temos que colocar o rito mas, excepcionalmente, no caso de hoje, não vamos colocar porque não temos essa informação. Até porque, segundo o profº, a OAB não exige que o candidato coloque o rito.

 
2ª peça: RAZÕES DE APELAÇÃO
 
* Parágrafo introdutório:

Merece [REFORMA (se for caso de error in iudicando) ou ANULAÇÃO (se for caso de error in procedendo)] a r. sentença recorrida em razão da má apreciação das questões de fato e de direito, como irá demonstrar o apelante.

DA TEMPESTIVIDADE

Até há pouco tempo, na vida prática, o profº não incluía o tópico “DA TEMPESTIVIDADE” nem na peça de interposição e nem nas razões de apelação.
Só que o profº começou a recomendar a inclusão desse tópico em razão de exigência da prova da