G1- Resumo
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G1- Resumo

Disciplina:Responsabilidade Social e Governança Corporativa13 materiais404 seguidores
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Livro
Capítulo 1
Visão dos stockholders: os gestores tem a atribuição formal de incrementar o retorno dos acionistas ou cotistas da empresa. Para atingir tais objetivos, eles deveriam atuar somente de acordo com as forças impessoais do mercado, que demandam a eficiência e lucro.
Visão dos stakeholders: envolve a alocação de recursos organizacionais e a consideração dos impactos dessa alocação em vários grupos de interesse dentro e fora da organização. São divididos entre primários e secundários. Ideia que o saldo final da atividade de um organização deve levar em consideração os retornos que otimizam os resultados de todos os stakeholders envolvidos.
A visão neoclássica considera que a responsabilidade social das organizações é a maximização da riqueza dos acionistas deve considerar uma abordagem mais ampla, incorporando os demais stakeholders.
A visão clássica: o argumento é o de que se os administradores incrementam os lucros e utilizam desses lucros para aumento do valor da empresa, eles estão respeitando os direitos de propriedade dos acionistas ou cotistas das empresas e assim promovendo de forma agregada o bem-estar social. O engajamento em atividades de responsabilidade social poderia dar origem a um problema de ‘agencia’- conflito de interesses entre o principal (acionista) e o agente (gestor). A visão clássica sustenta que a função-objetivo das empresas deve ser sempre a busca do maior retorno possível para os seus acionistas e com esse retorno, a decisão ética passa a ser problema de cada acionista e não da empresa. Crítica: o altruísmo pode trazer benefícios para o tomador de decisão também. Atividades de responsabilidade social tem um potencial fator de aumento do valor da empresa, promoção de imagem e reputação, de redução de custos, de elevação da moral.
Visão Institucional: as divergências das visões são relativizadas em função do ambiente institucional em que a atividade ocorre. Instituições constituem as regras do jogo e as org. são os jogadores. As instituições e a efetividade do ‘enforcement’ determinam os custos de transação entre agentes em um determinado mercado. As org. positivas seriam aquelas que motivam a conduta ética das empresas, por serem redutoras de custos de transação. Em função do contexto institucional no qual a atividade de negócios se desenvolve, o comportamento ético é o espelho do grau de desenvolvimento institucional vigente.
	Uma grande mudança no contexto institucional é o processo de integração dos mercados que tem induzido as empresas a elevarem seus padrões de comportamento ético. A economia globalizada induz as empresas a agirem dessa forma, pois o risco de sofrerem sanções legais e perdas de reputação cresce já que decisões corporativas transcendem as fronteiras políticas e culturais dos países. As empresas que desenvolvem um comportamento socialmente questionável correm o risco de atrair a atenção da mídia, podendo causar danos irreversíveis à sua imagem.
SLIDES
É o objetivo social da Empresa somado à sua atuação econômica.
É a inserção da organização na sociedade como agente social e não somente econômico
É ser uma empresa que cumpre seus deveres, busca seus direitos e divide com o Estado a função de promover o desenvolvimentos da comunidade.
É toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
Pessoas mais conscientes de seus direitos e deveres. Ambiente institucional como fator influenciador do desenvolvimento econômico e social dos países. Sociedades estáveis, com instituições de governança democrática e aberta há mais tempo tendem a ter maiores IDH.

Capítulo 2
	Responsabilidade Social corporativa: se refere, de forma ampla, a decisões de negócios tomadas com base em valores éticos que incorporam as dimensões legais, o respeito pelas pessoas, comunidades e meio ambiente. A empresa socialmente responsável se aplicara àquela que atue no ambiente de negócios de forma de atinja ou exceda as expectativas éticas, legais e comerciais do ambiente social na qual a empresa se insere.
	Carroll propõe a subdivisão da responsabilidade social nas dimensões:
Econômica: envolve as obrigações da empresa de serem produtivas e rentáveis.
Legal: corresponde às expectativas da sociedade de que as empresas cumpram suas obrigações de acordo com o arcabouço legal existente.
Ética: refere-se às empresas que, dentro do contexto em que se inserem, tenham um comportamento apropriado de acordo com as expectativas existentes entre agentes da sociedade.
Filantrópica (discricionária): reflete o desejo comum de que as empresas estejam ativamente envolvidas na melhoria do ambiente social.
As fronteiras entre essas dimensões são extremamente tênues. O que é considerado um comportamento ético pode variar de forma significativa em função do ambiente institucional no qual as empresas se inserem, englobando a natureza e a qualidade de suas relações com um conjunto mais amplo dos seus stakeholders atuais.
	Argumentos éticos: a firma deve se comportar de uma maneira socialmente responsável porque é moralmente correto agir assim. Argumento instrumental: baseado em um cálculo racional, segundo o qual o comportamento socialmente responsável beneficiará a empresa como um todo, ao menos no longo prazo. O argumento contrario a essas ações baseado no conceito da função institucional assume que outras instituições, como o governo, igrejas e organizações civis existem para realizar o tipo de função requerida pela responsabilidade social. Outro ponto é que os gestores não possuem habilidades e tempo para implementar ações de cunho público.
	Quando recursos são alocados para atividades que não estão diretamente relacionadas com os objetivos de negócios imediatos, três aspectos podem ser notados: - podem advir dos valores dos acionistas que independente dos possíveis retornos, entendem que a empresa deve engajar-se em praticas sociais; - podem ser determinadas por uma visão pragmática, sendo nesse caso uma estratégia de busca de valor por parte da org.; - podem derivar de gestores que vem nessa pratica uma forma de obter ganhos pessoais, poder, autoridade.
	Tabela pág 32: Responsabilidade ampla: corresponde as atividades de negócios que vão além das responsabilidades clássicas econômicas da empresa. Tem 2 tipos de visão: a moderna (no longo prazo as ações de responsabilidade social trazem benefícios para a empresa) e a filantrópica (defende as ações de responsabilidade social, mesmo que não tragam retornos para a empresa). Responsabilidade estreita: a função-objetivo da empresa é basicamente a maximização do valor para o acionista. Tem 2 visões: a socioeconômica (considera que a função-objetivo da empresa é a maximização do valor para o acionista, mas que as ações de responsabilidade social podem ajudar nessa geração de valor) e a clássica (defende que as ações de responsabilidade social não geram valor para a empresa e não devem ser desenvolvidas). A convergência se dá entre “moderna” e “socioeconômica”.
	Ética é um padrão moral não governado por lei que focaliza as consequências humanas das ações. Há dois tipos de visão:
Consequêncialista: a avaliação moral de uma ação esta ligada aos resultados que a ação produz, irá produzir ou intenciona produzir. Os fins justificam os meios. Duas categorias: egoísmo – diz respeito à busca do interesse individual como princípio-guia: considera que um ato é moralmente correto se e somente se ele promove o interesse de longo prazo do agente; e utilitarismo – todos os afetados pela ação ou decisão devem ser levados em conta, doutrina moral segundo qual se deve sempre agir para produzir o melhor balanço possível do bem sobre o mal para todos afetados pela ação.
Não - consequêncialista: é a natureza do ato que importa não o resultado. Os fins não justificam os meios. Principio do direito e da justiça.
Os conflitos éticos podem ser de dois tipos: problemas éticos e dilemas éticos. O problema ocorre quando o individua não quer fazer aquilo que julga correto. O dilema ocorre quando qualquer decisão a