Caderno de Estratégia Organizacional
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Caderno de Estratégia Organizacional

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gastos no exercício posterior.

Planejamento de Longo Prazo
A década de 60 correspondeu à fase do Planejamento de Longo Prazo e se baseava na premissa
de que o futuro é estimado a partir da projeção de indicadores passados e atuais que podem ser
melhorados por uma intervenção ativa no presente.

Uma das funções do Planejamento de Longo Prazo seria a de preencher a lacuna existente entre
o ponto (A), da projeção de referência, e o ponto (B), da projeção desejável no futuro.

O Planejamento a Longo Prazo é um meio-termo entre os enfoques de Pesquisa Operacional e
heurístico ao planejamento.

É voltado para:
• processos e não para metas;
• usa tanto julgamentos qualitativos quanto quantificação;
• mantém feedback contínuo entre análise e formulação de problemas;
• testa diversos objetivos simultaneamente;
• divide os problemas estratégicos entre internos e externos e apresenta uma série de soluções,
uma das quais é escolhida de acordo com um procedimento baseado em pesos.

O procedimento é metódico, sem ser rigorosamente matemático.

"Quanto mais demorado for o efeito de um plano e quanto mais difícil for alterá-lo, mais
estratégico ele será. Portanto, planejamento estratégico lida com decisões de efeitos duradouros
que sejam difíceis de modificar.

Por exemplo, o plano de produção da próxima semana é mais tático e menos estratégico do que o
planejamento de uma nova fábrica ou de um novo sistema de distribuição. Planejamento
estratégico é para longo prazo. Planejamento tático é para curto prazo.

Como, porém, longo prazo e curto prazo são termos relativos, tático e estratégico também o são”.
Estratégia Competitiva
visa atender o objetivo de ter uma forte posição competitiva, baseando-se na análise de:

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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Caderno de Estratégia Organizacional..................................................................)

Muitas vezes a formulação das ações para atingir a forte posição competitiva passa pela
avaliação dos seguintes itens:

Vantagem Competitiva de uma empresa, ou seja, o valor que se cria para o consumidor e que
ultrapassa o custo de produção, tornando-se uma produtora singular sob a ótica do usuário,
advém do fato de a empresa operar com baixo custo ou com diferenciação.

As opções entre a amplitude do mercado e a vantagem competitiva almejada ensejam a
implantação de uma das três estratégias competitivas genéricas:

• estratégia de custo;
• estratégia de foco; e
• estratégia de diferenciação.

Estratégias competitivas genéricas
A estratégia de custo baseia-se, simplesmente, em volume e em escala de produção, enquanto as
demais, estratégia de foco e estratégia de diferenciação, em qualidade e em lançamento de novos
produtos (Tachizawa, T. e Rezende, W: Estratégia Empresarial, Tendências e Desafios - Um
Enfoque na Realidade Brasileira, Makron Books, São Paulo, 2000).

Em Belmiro, L. (et al): Administração Estratégica uma Visão Sinérgica, Thex Ed., 1997, há a
citação de Porter, M. E. sobre as estratégias (de vantagem competitiva) denominadas:
posicionamento estratégico, redirecionador de custo e cadeia de valor.

Tanto em uma definição, como em outra, a distinção entre as estratégias de vantagem
competitiva está em que ou a empresa reduz custos ou se diferencia pelo lançamento de
produtos. (Porter, M. E.: Vantagem Competitiva, Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1986).

Estratégias de Crescimento
Têm por objetivo definir o posicionamento futuro da organização em termos de produto ou
unidade estratégica de negócios. Conheça a abrangência dessas estratégias.

Abrangência das Estratégias de Crescimento

Expanção - A decisão de ampliar a capacidade de produção.

Diversificação - A decisão de lançar novos produtos ou serviços destinados a novos mercados,
com base tecnológica atualmente não encontrada na empresa.

Diversificação Lateral - Decisão de lançamento de produtos ou serviços, tendo como base a
tecnologia ora existente na empresa, contando com aprimoramento e fortalecendo mercados ora
servidos pela empresa.

Integração Vertical - Decisão de agregar fases ao processo produtivo, aumentando o número de
produtos ou serviços para uso da própria empresa, anteriormente providos por terceiros; tem
encontrado como forte oposição nos últimos anos a terceirização em larga escala.

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(Continuação do Caderno de Estratégia Organizacional..................................................................)

Globalização - Processo de expansão mundial dos mercados e das empresas, resultante de um
novo modelo competitivo.

Disinvestimento/Desmobilização - Não se trata de uma decisão estratégica de crescimento, mas
de um reposicionamento de negócios da empresa, onde algumas áreas são descartadas, em geral
com o objetivo de incentivar outras partes da empresa.

Parceria e Alianças Estratégicas - Após definir a estratégia de crescimento, coloca-se para a
empresa uma outra questão que é como a mesma será implementada, ou seja, isoladamente ou
por meio de parcerias.

Gestão estratégica pela Qualidade
A Gestão estratégica pela Qualidade iniciou, formalmente, na década de 80, por meio da
observação de grandes corporações (GM, Exxon, Texaco etc.) de que não era suficiente
controlarem a qualidade (mesmo que estatisticamente) no piso de fábrica. Acontecimentos como
o derramamento de óleo do petroleiro Exxon Valdez contribuíram para isso.

Do Planejamento Estratégico à Administração Estratégica

Para fazer o planejamento estratégico funcionar na prática, a implementação precisa tornar-se
eficaz. Esta deve ser parte integrante de um processo denominado de Administração Estratégica,
envolvendo a concepção de políticas funcionais nas áreas de administração de RH, Finanças,
Qualidade, Sistemas de Informação etc.

A era da Administração Estratégica surge nos anos 80, dando um enfoque mais sistêmico ao
processo de planejamento, ou seja, não basta "planejar estrategicamente“, é preciso, além disso,
organizar, dirigir, coordenar e controlar de modo estratégico.

Segundo Lobato, D. M., essa era tem algumas características.
• Planejamento flexível.
• Ênfase na A. P. O. (administração por objetivos).
• Integração entre planejamento e controle.
• Sistema de apoio enfocando motivação/compreensão, desenvolvimento • organizacional,
informações e comunicações.
• Unidade Estratégica de Negócios.

Novo paradigma
O novo paradigma, representado pela Administração Estratégica Competitiva, deve ter as
seguintes características:
• visão estratégica;
• alinhamento com a missão da empresa;
• adaptação à tendência de globalização;
• domínio da tecnologia de informação e
• compreensão das mudanças como fator de oportunidade.
Neste contexto, conhecer e acompanhar a dinâmica das transformações é uma necessidade que se
impõe, para que se obtenha e se sustente uma margem de vantagem contínua sobre o
concorrente.

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(Continuação do Caderno de Estratégia Organizacional..................................................................)

Respostas das questões:

1 - Planejamento estratégico lida com decisões de efeitos duradouros que sejam difíceis de
modificar, ou seja, de longo prazo;

2 - Estratégia Competitiva visa atender o objetivo de ter uma forte posição competitiva,
baseando-se na análise de: barreiras à entrada de novos concorrentes, intensidade da rivalidade
entre concorrente, papel desempenhado pelos produtos e serviços substitutos e, por último, poder
de barganha de fornecedores e consumidores.

3 - Vantagem Competitiva de uma empresa, ou seja, o valor que se cria para o consumidor e que
ultrapassa o custo de produção, tornando-se uma produtora singular sob a ótica do usuário,
advém do fato de a empresa operar com baixo custo ou com diferenciação.

4 - Estratégia de Crescimento tem por objetivo definir o posicionamento futuro