Caderno de Estratégia Organizacional
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Caderno de Estratégia Organizacional

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pode-se destacar a importância do planejamento estratégico dentro do processo de
administração estratégica, colocando-o como uma ferramenta útil para a gestão das organizações.

O planejamento estratégico, mais que um documento estático, deve ser visto como um
instrumento dinâmico de gestão, que contém decisões antecipadas sobre a linha de atuação a ser
seguida pela organização no cumprimento de sua missão, isto é, da administração estratégica.

É sumamente importante, serve ao propósito de reorientar os rumos da organização por meio do
replanejamento das trajetórias que norteiam o planejamento.

Texto II: A Etapa de Formulação Estratégica

Estratégias Organizacionais - Proativas versus Reativas.

Nas estratégias organizacionais, é importante ressaltar o comportamento das empresas perante o
meio ambiente.

A tabela abaixo demonstra esta situação

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(Continuação do Caderno de Estratégia Organizacional..................................................................)

Muitas vezes, utilizam-se conceitos que acabam tornando-se alvos de críticas que procuram
torná-los conceitos excludentes. Partindo de dois desses conceitos, aparentemente excludentes,
pode-se inferir como funciona o processo estratégico dentro das organizações.

Aula 5: Análise do Ambiente (07/03/2012)

Texto I: Adaptado do livro Administração Estratégica: Conceitos.

Duas das principais maneiras pelas quais o ambiente das organizações públicas difere do das
organizações com fins lucrativos são suas fontes de receita e a constituição e interesses de seus
grupos de stakeholders.

Fontes de Receitas
As organizações públicas podem obter receita de várias fontes: impostos, doações, contribuições
e, em alguns casos, vendas de seus serviços.

O relacionamento entre as organizações públicas e seus clientes é menos direta, visto que o
atendimento prestado não é, necessariamente, realizado àqueles que contribuem financeiramente
para as suas operações.

Portanto, seu planejamento estratégico deve ter duas faces: uma para atender a seus clientes e

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(Continuação do Caderno de Estratégia Organizacional..................................................................)

outra para garantir apoio financeiro ligado ao oferecimento desses serviços.

O primeiro tipo de planejamento – atender aos clientes – precisa ser algumas vezes feito com
pouco ou nenhum insumo da parte deles.

Ex:
Órgãos que cuidam dos mentalmente deficientes mal podem realizar pesquisas junto aos clientes
para avaliar suas necessidades.

Nesses casos, os órgãos, muitas vezes, planejam seus serviços com base em discussões com
profissionais especializados naquela determinada área ou, então, seguem o que os órgãos
semelhantes, em outras localidades, fazem.

O segundo tipo de planejamento – conseguir apoio financeiro – pode tornar-se uma questão
predominantemente política.

Um órgão do governo, por exemplo, deve competir contra outros órgãos pelos poucos recursos
disponíveis; os que obtém mais sucesso são, geralmente, aqueles condescendentes com as
exigências feitas pelos que controlam os fundos.

Eleitores e Grupos de Interesse
Embora os administradores de uma entidade governamental possam fazer um planejamento
estratégico racional, esses planos podem ser ignorados por líderes políticos que precisam
responder à pressão pública, no intuito de serem reeleitos. O que pode ser racional em um
sentido econômico, também pode ser politicamente insensato.

Embora os administradores de uma entidade governamental possam fazer um planejamento
estratégico racional, esses planos podem ser ignorados por líderes políticos que precisam
responder à pressão pública, no intuito de serem reeleitos. O que pode ser racional em um
sentido econômico, também pode ser politicamente insensato.

Prioridades racionais
Por vezes, a consideração mais importante a ser feita é que as ações são aceitáveis para os vários
grupos de eleitores que podem afetar a decisão. Como isso ocorre regularmente em todos os
níveis de governos, causa frustração em administradores que desejam que o governo funcione de
maneira ordenada. O governo não segue procedimentos ordenados porque nas tomadas de
decisão há pessoas demais envolvidas, com uma gama muito variada de perspectivas.

Além de estarem sujeitas à visibilidade pública, as decisões administrativas também são
cuidadosamente examinadas por órgãos de fiscalização, como os corpos legislativos, os órgãos
judiciais e os grupos executivos. Assim, embora os administradores das organizações públicas
possam não ter que se preocupar com concorrência estrangeira ou falência, o ambiente em que
operam é bastante complicado. Esses administradores devem atender a clientes que podem não
ser as fontes de custeio da organização.

As restrições dos grupos de interesse nas organizações públicas são: expectativas da sociedade,
braço legislativo do governo, braço judiciário do governo, braço executivo do governo, clientes,

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órgãos de fiscalização voluntária, grupos de pressão pública, dentre outros.

Missão, Objetivos Gerais e Específicos.
As organizações públicas precisam de missões, objetivos gerais e específicos claramente
definidos.
Ter uma missão bem focada, bem como objetivos gerais e específicos claros é igualmente
importante para organizações públicas e para organizações empresariais privadas.

O pesquisador e consultor Peter Drucker afirma que as melhores organizações sem fins
lucrativos pensam muito antes de definir sua missão.

Objetivos Gerais e Específicos
As empresas podem, facilmente, mensurar suas vendas, participação de mercado, lucros, retorno
sobre o investimento e assim por diante, mas as organizações públicas, usualmente, não têm
objetivos gerais assim tão bem definidos.

Um dos motivos para essa falta de definição é que muitos dos objetivos gerais implicam juízos
de valor.

O objetivo geral de um hospital púbico é garantir atendimento de boa qualidade a alguns poucos
clientes em consultas médicas com prontidão ou atender a massa de pessoas carentes, o que já
não permite marcação de novas consultas com prontidão requerida? Um objetivo privilegia
qualidades, enquanto o outro, a quantidade.

Formulação de Estratégias, Implementação e Controle.
Os processos de formulação de estratégias, implementação e controle são, muitas vezes, mais
complicados nas organizações públicas que nas empresas.

Em geral, pode-se dizer que a maioria das organizações públicas tenta satisfazer necessidades
sociais específicas.

Muitas vezes, o que diferencia as organizações públicas das empresas privadas é a presença de
maiores restrições políticas sobre as escolhas estratégicas das primeiras.

Muitas estratégias funcionais também são altamente restringidas pelas regras que governam
departamentos como de compra e de pessoal.

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Nas organizações públicas, mesmo que a estratégia pudesse ser formulada e não ficasse sujeita a
considerações políticas, sua implementação poderia representar um problema.

Os administradores da rede pública têm menos autoridade sobre seus subordinados que os
administradores de empresas com fins lucrativos.

Os funcionários que implementam uma estratégia com entusiasmo podem, nas organizações
públicas, receber as mesmas compensações daqueles que ignoram a estratégia a fim de buscar
seus próprios objetivos.

Como o sistema político é destinado a garantir uma rotatividade frequente, por meio de eleições
programadas regularmente e de limitações dos mandatos, os líderes