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ocorre o evento futuro e incerto extingue-se os efeitos do negócio jurídico.

Ex.: ceder uma casa a alguém enquanto a pessoa for solteira, se ela se casar, extingue-se o direito.
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SÃO CONDIÇÕES NÃO ACEITAS PELO DIREITO:
a) não se casar;
b) exílio ou morada perpétua em determinado lugar;
c) exercício de determinada profissão;
d) seguimento de determinada religião;
e) aceitação ou renúncia de herança;
f) reconhecimento de filho;
g) emancipação.

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TERMO
Evento futuro e CERTO que condiciona o início dos efeitos do negócio jurídico.
É o dia que começa ou extingue o negócio jurídico, subordina-se, então, a evento futuro e certo.

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Classifica-se da seguinte forma:
TERMO CERTO – estabelece de uma data de calendário;
Ex.: Contrato de locação de 06 meses.
b) TERMO INCERTO – evento futuro, que se verificará em data indeterminada;
Ex.: Empresto o carro até você se formar.
c) TERMO SUSPENSIVO – a partir dele se pode exercer determinado direito;
d)TERMO RESOLUTIVO – a partir dele cessa os efeitos do negócio jurídico.

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ENCARGO OU MODO
É cláusula acessória, em regra, que descreve atos de liberalidade inter vivos ou causa mortis , que impõe ônus ou obrigação a uma pessoa contemplada pelos referidos atos.
O encargo não suspende a aquisição ou exercício de direito.
Gera direito adquirido a seu destinatário, que já pode exercer o seu direito, ainda que pendente o cumprimento da obrigação que lhe fora imposta.
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Classificação dos negócios jurídicos
1. Quanto à manifestação da vontade:
unilaterais – a declaração de vontade, feita por uma ou mais pessoas, na mesma direção;
Ex.: doação, promessa de recompensa.
b) bilaterais – duas manifestações de vontade, em sentido oposto, porém há coincidência em relação ao objeto.
Ex.: contratos em geral.

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2. Quanto às vantagens:
gratuitos – só uma das partes aufere vantagem;
 onerosos – ambos os celebrantes possuem ônus e vantagens recíprocas.

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3. Quanto ao tempo em que devam produzir efeitos:

inter vivos – destinados a produzir efeitos durante a vida dos interessados;

b) causa mortis – emitidos para gerar efeitos após a morte do declarante.
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4. Quanto à subordinação:

a) principais – são os negócios jurídicos que têm existência própria e não dependem de nenhum outro;
b) acessórios – aquele cuja existência subordina a um outro.

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5. Quanto às formalidades:
solenes – são celebrados de acordo com a forma prevista na lei;
b) não solenes – não dependem de forma rígida para sua celebração.
6. Quanto à pessoa:
a) impessoais – não importa quem sejam as partes;
b) intuitu personae – aquele realizado de acordo com as qualidades especiais de quem o celebra.

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DA REPRESENTAÇÃO Arts.115 a 120

 O instituto da representação é objeto de poucos estudos monográficos no Brasil, tanto é que o Código Civil anterior, de 1916, sequer lhe deu um tratamento específico, O direito representativo foi tipificado e sistematizado somente no vigente Código Civil, em seus artigos 115 a 120.
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Segundo Silvio Venosa, geralmente, é o próprio interessado, com sua vontade, que atua em negócio jurídico. Dentro da autonomia privada, o interessado contrai pessoalmente obrigações e, assim, pratica seus atos da vida civil em geral. Contudo, em uma economia evoluída, há a possibilidade, e muitas vezes se obriga, de outro praticar atos da vida civil no lugar do interessado, de forma que o primeiro, o representante, possa conseguir efeitos jurídicos para o segundo, o representado, do mesmo modo que este poderia fazê-lo pessoalmente.

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A noção fundamental, pois, é a de que o representante atua em nome do representado, no lugar do representado. O representante conclui o negócio não em seu próprio nome, mas como pertencente ao representado. Quem é a parte no negócio é o representado e não o representante. Reside aí o conceito básico da representação.

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Estritamente falando, o representante é um substituto do representado, porque o substitui não apenas na manifestação externa, fática do negócio, como também na própria vontade do representado.  

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Representação Legal e Voluntária

A representação pode ser legal ou voluntária, conforme resulte de disposições de lei ou da vontade das partes. Pode-se acrescentar a essas formas a representação judicial, nos casos de administradores nomeados pelo juiz, no curso de processos, como os depositários, mas isso é exceção no sistema. Também pode ser considerada forma de representação, ainda que anômala, aquela que tenha um fim eminentemente processual, como é o caso do inventariante, do síndico da massa falida, do síndico de edifícios de apartamentos etc.

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GABARITO:
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 CASO CONCRETO 1
 1) Houve negócio jurídico entre Carlos Alberto e Miguel? Justifique a resposta.
 Houve um negócio jurídico em razão da presença dos elementos necessários a sua configuração. ( sujeitos, objeto, fato jurígeno, vínculo e garantia)
 2)Tomando por base a classificação dos negócios jurídicos como podemos classificar o ato praticado ?
 Negócio jurídico gratuito, inter vivos, típico, não solene, principal, na modalidade de contrato.
 3) É possível a prática de negócio jurídico sem a troca de palavras?
 SIM; no exemplo, houve duas manifestações tácitas de vontade, através de gestos.

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 4) Como se deve resolver o conflito entre Carlos Alberto e Miguel, diante das regras de interpretação contidas em nosso Código Civil?

 O contrato em questão é gratuito e, como tal, deve ser interpretado restritivamente, nos termos do artigo 114 do Código Civil. Toda liberalidade deve ser interpretada do modo menos gravoso àquele que a faz. A razão assiste a Carlos Alberto. Na dúvida entre doação e empréstimo, considera-se ter havido empréstimo.

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CASO 2
 2)	A doação feita para Júlio possuí algum elemento acidental? Em caso positivo, justifique e conceitue. Em caso negativo, justifique.
 Esta doação é feita com encargo. O encargo ou modo é conceituado como sendo o ônus ou obrigação de realizar um ato ou atividade pelo beneficiário da transferência de bens ou vantagens. Tal ato pode ser realizado em favor do próprio transmissor, de terceiros ou da sociedade.
 2)Pode haver revogação do contrato celebrado? Fundamente a resposta.
 Inexistindo o cumprimento do avençado cabe a revogação da doação por inexecução do encargo , artigo 555 do CC
 3) Aplica-se na hipótese, a regra do artigo 125 do CC? Esclareça. Não. Só se o encargo fosse estabelecido na qualidade de condição suspensiva. ( 125 c/c 136 do CC )

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CASO 3
 1) Qual é a data do vencimento da dívida de Luiz Guilherme?
 Os prazos de anos expiram no dia de igual número no ano seguinte (artigo 132, parágrafo 3o do Código Civil). Entretanto, como o dia 26 de junho é sábado, o prazo é prorrogado até o primeiro dia útil (artigo 132, parágrafo 1o do Código Civil). E o primeiro dia útil é segunda-feira, dia 28 de junho, data do vencimento da obrigação.
 2) No caso, identifique o termo e o prazo para o pagamento da dívida.
 Devemos compreender que termo final é a data do vencimento da obrigação (28 de junho) e que prazo é o lapso de tempo de um ano, acrescido de dois dias.

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CASO 4
Sugestão de gabarito : A diferença prática entre condição suspensiva e o termo inicial encontra-se no fato de que aquela configura uma mera expectativa de direito, enquanto este configura um direito adquirido, conforme preceituam os arts. 125 e 131 do Código Civil. Assim,