1-Civil III - Prof. Consuelo Huebra
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devido.

Obs.: art. 238 => O art. 238 se refere a direitos inerentes á natureza do contrato. Exemplo: Carlos alugou seu automóvel para Flávio por 30 dias e no dia 17 do mês foi assaltado, descumprindo a obrigação de restituir o bem. Como o descumprimento foi sem culpa, ele não tem que pagar indenização a Carlos, nem mesmo o valor do veículo, mas será devedor do aluguel pelos dias utilizados, até a data do assalto.

Obs.: coisa incerta => A princípio, na obrigação de coisa incerta, o devedor que descumpre a prestação vai pagar indenização com culpa ou sem culpa (art. 246).

“Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.”

Isso ocorre porque o credor espera, neste caso, é o gênero e o gênero não perece jamais. Se Carlos se compromete a entregar a Flávio um cavalo, ele não tem desculpa para inadimplemento, pois ainda que ele tivesse pensado em entregar um determinado cavalo que veio a perecer por caso fortuito ou força maior, considerando a expectativa do credor, ele ainda podia cumprir a obrigação levando outro, motivo pelo qual terá que pagar indenização.
A solução, entretanto, não será essa se a coisa incerta fosse restrita a determinado local, e todas as espécies do gênero devido, naquele local, viessem a perecer sem culpa dele.

Exemplo: Carlos se comprometeu a entregar a Flávio um cavalo do Haras Boa Viagem, em função de uma grande enchente todos os cavalos do haras pereceram. Carlos não deve indenizar.

OBRIGAÇÕES COMPOSTAS

Objetivas ---- mais de uma prestação (objeto) ----- Cumulativas

 ----- Alternativas

Subjetivas ---- mais de um devedor e/ou credor ----- Divisíveis

 -----Indivisíveis

 ----- Solidárias

Compostas Objetivas

- Cumulativas (o devedor só de libera da obrigação se cumprir todas as prestações)

 - Alternativas

a) O devedor se libera do vínculo cumprindo apenas uma prestação

b) a escolha (concentração do débito), a princípio, cabe ao devedor, salvo se o contrato estabelece de forma diferente (252, caput, CC: ​ Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou)

c) A escolha só produz efeitos depois de declarada, transformando a obrigação composta numa simples, com um único objeto.
d) Algumas características das obrigações alternativas estão no 252:
CAPÍTULO IV
Das Obrigações Alternativas

Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

§ 1o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

§ 2o Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida em cada período.

§ 3o No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.

§ 4o Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.

Obs.: Não confundir alternativas ou (com?) facultativas (obrigações com faculdade de solução)
- Duas ou mais prestações devidas. Se uma delas se impossibilita, o credor pode exigir a outra.

- Duas ou mais prestações devidas. Se uma delas impossibilita, o credor pode exigir a outra.

Uma única prestação devida, sendo a outra (acessória) mera faculdade para o devedor se prestação devida se impossibilitar, o credor não pode exigir a outra.

Obs.: A obrigação alternativa tem alguns pontos de semelhança com a obrigação de dar coisa incerta, já que em todas as duas deve ocorrer uma escolha, que tem o mesmo nome e deve ser feita da mesma forma, mas elas são diferentes. A obrigação de coisa incerta é simples, tem um único objeto (uma única prestação devida) e a escolha recai sobre a espécie do único objeto devido. Ao contrário, a obrigação alternativa é composta, tem mais de um objeto (mais de uma prestação devida), e a escolha recai sobre o próprio objeto, ou seja, sobre a conduta a ser prestada.

Obs.: § 1, do 252, a regra se aplica tanto para o credor quanto para o devedor.

CAPÍTULO IV
Das Obrigações Alternativas

Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

§ 1o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

DESCUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS
Os artigos 252, 253, 254, 255 e 256 tratam “Das Obrigações Alternativas CAPÍTULO IV”

ESCOLHA DO DEVEDOR
- Impossibilidade de uma prestação – com ou sem culpa, há concentração automática

Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexeqüível, subsistirá o débito quanto à outra.

- Impossibilidade de todas as prestações:

Sem culpa: Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.

Com culpa: Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar.

Obs.: Se as prestações perecerem ao mesmo tempo, o devedor paga o valor equivalente a uma média de preços mais perdas e danos.