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Disciplina:CIÊNCIA POLÍTICA8.440 materiais254.200 seguidores
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suspect classification, o que tem permitido, em tese, a edição de legislação discriminatória para os homossexuais[26].
 

 

Bibliografia recomendada para aprofundamento do tema:
 

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. O conteúdo jurídico do princípio da igualdade. 3. ed.  São  Paulo: Malheiros, 1993.
 

BARROSO, Luís Roberto. Igualdade perante a lei. Revista de Direito Público, São Paulo, n.78, p. 65-77, abr./jun. 1986.
 

BORGES, José Souto Maior. Princípio da isonomia e sua significação na Constituição de 1988.  Revista de Direito Público,  São Paulo, v. 23, n. 93, p. 35-36, jan/mar. 1990.
 

GALLUPO, Marcelo. Igualdade e diferença. Belo Horizonte: Del Rey, 1998.
GOMES, Joaquim B. Barbosa. Ação afirmativa e princípio constitucional da igualdade. Rio de Janeiro: Renovar, 2001.
POJMAN, Louis P.; WESTMORELAND, Robert. Equality - selected readings. Oxford: Oxford University Press, 1997.
SEM, Amartya. Desigualdade reexaminada. Rio de Janeiro: Record, 2001.         
SILVA, Fernanda Duarte Lopes Lucas da. Princípio constitucional da igualdade. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Iuris, 2003.
 

CASTRO, Carlos Roberto de Siqueira. O princípio da isonomia e a igualdade da mulher no direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense, 1983.
TABORDA, Maren Guimarães. O princípio da igualdade em perspectiva histórica. Revista de Direito Administrativo, São Paulo, v. 211, p. 256/262, jan./mar. 1998.

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[1] Para uma investigação filosófica do tema, ver POJMAN, Louis P.; WESTMORELAND, Robert. Equality - selected readings. Oxford: Oxford University Press, 1997.
[2] Ao revés, como salienta Ricardo Lobo Torres, “o aspecto mais intrincado da igualdade se relaciona com a sua polaridade [...] Enquanto nos outros valores (justiça, segurança, liberdade) a polaridade significa o momento da sua negação (injustiça, insegurança, falta de liberdade), na igualdade o seu oposto não a nega, senão que muitas vezes a afirma. Aí está o paradoxo da igualdade. A desigualdade nem sempre é contrária à igualdade [...]” (TORRES, Ricardo Lobo. Os direitos humanos e a tributação: imunidades e isonomia. Rio de Janeiro: Renovar, 1995, p. 261-262).
[3]  TORRES, idem, p. 264. Nesse mesmo sentido, ver DELACAMPAGNE, Christian. A filosofia política hoje. Idéias, debates, questões. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
[4] Numa outra abordagem, Oppenheim discute o tema a partir da igualdade como regra de distribuição (OPPENHEIM, Felix. Igualdade. In: BOBBIO, Norberto; MATTEUCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco.  Dicionário de Política. 8. ed. Brasília: UnB, 1995. 1v. p. 597-605).
[5] “A igualdade é julgada comparando-se algum aspecto específico de uma pessoa (tal como a renda, ou riqueza, ou felicidade, ou liberdade, ou oportunidades, ou direitos, ou satisfação de necessidades) com o mesmo aspecto de outra pessoa. Por isso o julgamento e a medição da desigualdade são completamente dependentes da escolha da variável (renda, riqueza, felicidade etc.) em cujos  termos são feitas as comparações. Eu a denominarei “variável focal” - a variável que a análise focaliza ao comparar pessoas diferentes”  (SEM, Amartya. Desigualdade reexaminada. Rio de Janeiro: Record, 2001.p.30).
[6] Sobre o  tema ver SEMPRINI, Andréa. Multiculturalismo. Bauru, São Paulo: Edusc, 1999.
[7] Apud CANDAU, Vera Maria. Multiculturalismo e direitos humanos. Dhnet. Disponível em:< http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/veracandau/Multicutaralismo.html#1 >. Acesso em: 20 maio 2004.
[8] GALLUPO, Marcello. Igualdade e diferença. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
[9] Muito embora a Revolução Francesa seja apontada como o referencial temporal moderno da idéia de igualdade, a questão em si sempre se fez presente   na consciência ocidental. A igualdade tem sido fonte de reflexão desde os Pensadores da Grécia Clássica (como Sólon ,  Péricles, Platão e Aristósteles), passando-se pela Roma Antiga de Cícero e Ulpiano;  seguem-se a doutrina de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino,  o período Medievo e Renascentista, a concepção jusnaturalista até o pensamento dos contratualistas setecentistas (em especial Hobbes e Locke ), chegando-se às portas do movimento constitucionalista   moderno do séc. XVIII e revolucionários do séc.  XIX.
[10] A importante contribuição norte-americana para a definição do ideal moderno de igualdade se dá com  o princípio da Equal Protection of the Laws que  se encontra alicerçado nas emendas 5ª e 14ª da Constituição dos Estados Unidos, servindo como limite atuação do governo perante o cidadão, impedindo o abuso do poder normativo.
[11] CASTRO, Carlos Roberto de Siqueira . O princípio da isonomia e a igualdade da mulher no direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense, 1983. p. 35.
[12] Estabelecia, então,  o § 2°, do art. 72: “Todos são iguais perante a lei. A  República não admite privilégio de nascimento, desconhece foros de nobreza e extingue as ordens honoríficas existentes e todas as suas prerrogativas e regalias, bem como os títulos nobiliários e de conselho”.
[13] CASTRO, ob. cit. p. 35-36.
[14] DENNINGER, Erhard. “Segurança, diversidade e solidariedade” ao invés de “liberdade, igualdade e fraternidade”, Revista Brasileira de Estudos Políticos, Belo Horizonte, n. 88, p.21-45, dez. 2003.
[15] Essa temática é discutida por  DWORKIN, Ronald. Sovereing virtue. Cambridge, Massachussets: Harvard Univ. Pr., 2002.
[16] SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo.10. ed.  São Paulo: Malheiros, 1994. p. 210.
[17] Castro (ob.cit.) apresenta uma proposta de sistematização dessas violações. Inspirado na doutrina norte-americana, o autor apresenta os fenômenos da superabrangência (overinclusiveness) e da subabrangência (underinclusiveness). O primeiro caso ocorre quando a norma classificatória é por demais abrangente, incluindo em seu bojo, situações que pela dessemelhança   mereceriam tratamento jurídico individualizado.  A segunda hipótese de violação versa sobre classificação legislativa  que inclui no tipo legal menos do que deveria ter feito, deixando de lado pessoas ou bens, que em razão da semelhança de situação, deveriam estar abrangidas pela lei.
[18]BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. O conteúdo jurídico do princípio da igualdade. 3. ed.  São  Paulo: Malheiros, 1993. p.47-48.
[19] CASTRO, ob.cit. p.75.
[20]  Ver , por exemplo, as seguintes Cartas vigentes: Constituição Alemã (art. 1° e 3°), Constituição Espanhola (art. 1° e 10); Constituição Italiana (art. 1° e 3°), Constituição Francesa (art. 1°) e Constituição Portuguesa (art. 13).
[21] Entre eles, pode-se elencar as chamadas políticas de  ações afirmativas e as discriminações positivas.
[22] Interessante observar que essas duas construções do Supremo Tribunal Federal (legislador positivo e legislador negativo) podem ser correlacionados aos fenômenos da sub e superabrangência, dando-lhes soluções diversas.
[23] DWORKIN,ob.cit.
[24] MILLER, Diane Helene. Freedom to differ: the shaping of the gay and lesbian struggle for civil rights. New York: The New York University Press, 1998.
[25] SCHWARTZ, Bernard. A history of the Supreme Court. New York: Oxford University Press, 1993.
[26] Sobre essa temática ver SILVA, Fernanda Duarte L.L. da. Uma questão de direito: a homossexualidade e o universo jurídico. Tese (Doutorado em Ciências Jurídicas, área de concentração “Teoria do Estado e Direito  Constitucional) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2003.
 

Tema: Noções sobre Direitos Humanos. Noções sobre globalização.  

14. As categorias do campo político: nação, multiculturalismo, Direitos Humanos e globalização. 
 

Estimular a compreensão das categorias políticas, sistema, regime e doutrina, fundamentais ao fenômeno jurídico-político.

14.1. Noções sobre Direitos Humanos.
 

É notório o destaque que o tema dos Direitos Humanos detém nos discursos políticos e acadêmicos no mundo contemporâneo, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, caracterizado por um amplo compromisso de povos e Estados no sentido de formalizar meios hábeis a evitar a ocorrência de novas barbáries, tais como as praticadas