Apostila 20122
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Apostila 20122

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único. A mulher casada tem por domicílio o do marido, salvo se estiver desquitada (art.

315), ou lhe competir a administração do casal (art. 251).

Art. 178. Prescreve:

§ 1º Em 10 (dez) dias, contados do casamento, a ação do marido para anular o matrimônio contraído

com a mulher já deflorada (arts. 218, 219, IV, e 220). (Parágrafo alterado pela Lei nº 13, de

29.1.1935 e restabelecido pelo Decreto-lei nº 5.059, de 8.12.1942)

Art. 233. O marido é o chefe da sociedade conjugal, função que exerce com a colaboração da

mulher, no interesse comum do casal e dos filhos (arts. 240, 247 e 251). (Redação dada pela Lei nº

4.121, de 27.8.1962)

Art. 240. A mulher, com o casamento, assume a condição de companheira, consorte e colaboradora

do marido nos encargos de família, cumprindo-lhe velar pela direção material e moral desta.

(Redação dada pela Lei nº 6.515, de 26.12.1977)

Art. 1.299. A mulher casada não pode aceitar mandato sem autorização do marido.

(5) VIDE AS ATIVIDADES PROPOSTAS PARA ESSES CONTEÚDOS

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SOCIEDADE, GRUPOS, ORGANIZAÇÕES E INSTITUIÇÕES SOCIAIS

ANÁLISE DO PODER DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

REFLEXÕES

“O Homem é um ser social. O comportamento humano
se dá num ambiente social, é decorrência dele, ao mesmo

tempo que o determina.”

“O sentido da existência de um ser humano é construído,
para esse mesmo ser humano, pela sociedade na qual ele se

socializou.”

REVISÃO DA MATÉRIA

Qual teoria já estudada da psicologia corroboraria as afirmações

acima? Justifique.

GRUPOS SOCIAIS

CONCEITO

“[...] pluralidade de indivíduos que estão em contato uns com os
outros, que se consideram mutuamente e que estão conscientes

que têm algo significativamente importante em comum.”

FIXAÇÃO - Caderno de Psicologia – Psicologia Social – p. 196 e 202 a 204).

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POR QUE EXISTEM GRUPOS SOCIAIS?

Segundo os autores diferentes grupos sociais existiriam no contexto macrossocial

face às diferentes necessidades dos indivíduos que os compõem. Tais necessidades

poderiam ser: de afeição, de prestígio, de poder; necessidades espirituais, de lazer etc.

Um indivíduo, por exemplo, que possua diferentes necessidades (afeição, poder

espirituais etc.) pode, inclusive, fazer parte de vários grupos sociais ao longo de sua

existência. Analise a figura abaixo:

GRUPO DE

AMIGOS

GRUPO

POLÍTICO

GRUPO

RELIGIOSO

FAMÍLIA

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS GRUPOS SOCIAIS

Todos os grupos sociais possuem:

a) Valores (razões, crenças, justificativas, aspirações

ideológicas) e, a partir desses valores são produzidas

b) Normas (regras de conduta, de vestimenta, de linguajar

etc). As normas, por conseguinte, produzem expectativas de

desempenho. Quando um indivíduo, pertencente a um

determinado grupo social, frustra os demais componentes

daquele grupo em relação ao cumprimento das normas, o

grupo pode reagir em relação a esse indivíduo de diferentes

formas: punindo-o, excluindo-o, agredindo-o, colocando esse

indivíduo no ostracismo
20

 etc. Analise o esquema a seguir:

20 Ostracismo – Aqui, no sentido de exílio, repúdio, repulsa.

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TIPOS DE GRUPOS

Quanto ao tipo, os grupos são classificados de primários e

secundários. Grupos primários são grupos constituídos a

partir de necessidades e/ou objetivos afetivos, pessoais

(aceitação, amizade etc). Exemplos de grupos primários são a

família e os grupos de amigos.

Grupos secundários são grupos

constituídos a partir de

necessidades e/ou objetivos não afetivos, impessoais

(normalmente tais grupos são constituídos para realizar

tarefas ou para produzir algo). Exemplos de grupos

secundários são os grupos e as equipes de trabalho.

Analise os esquemas abaixo:

DISCUSSÃO

RELAÇÕES PRIMÁRIAS e RELAÇÕES SECUNDÁRIAS NOS GRUPOS

SOCIAIS – E QUANDO AS COISAS SE CONFUNDEM?

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POSIÇÃO SOCIAL, PAPEL SOCIAL E DESEMPENHO DE PAPEL

INSTITUIÇÕES SOCIAIS

DEFINIÇÕES

As estruturas sociais estáveis (ou formas de organização)

baseadas em regras e procedimentos padronizados, socialmente

reconhecidos, aceitos, sancionados e seguidos pela sociedade

são denominadas Instituições Sociais.

Em um plano formal, uma sociedade não é mais que isso: um tecido de instituições

que se interpenetram e se articulam entre si para regular a produção e a reprodução da

vida humana sobre a terra e a relação entre homens.

As instituições, portanto, são formadas para atender as diversas e diferentes

necessidades de uma sociedade. Elas servem como instrumento de regulação e

controle da vida e das atividades dos membros dessa sociedade.

O processo de socialização também pode significar a assimilação das instituições

sociais por parte de um indivíduo. As instituições “moldam” as subjetividades, de
sorte a estabelecer o papel, a posição, as funções, a visão de mundo etc. de todos os

indivíduos pertencentes a uma dada sociedade.

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TIPOS DE INSTITUIÇÕES

O INDIVÍDUO E OS PROCESSOS DE INSTITUCIONALIZAÇÃO E DE

DESINSTITUCIONALIZAÇÃO

Ao vivermos numa dada sociedade (cultura) assimilamos e, por

conseguinte, nos estruturamos psicológica e socialmente, em

função das instituições sociais que encontramos. Tal processo,

chamado de institucionalização, é fundamental na vida e no

desenvolvimento de um indivíduo por dois motivos principais:

1º) A partir da assimilação dessas instituições podemos encontrar um sentido a nossa

própria existência dentro daquele grupo social;

2º) A assimilação das instituições sociais nos permitirá estabelecer vínculos com os

demais indivíduos. Ou seja, poderemos nos integrar à sociedade. Não seremos

rejeitados e nem colocados no isolamento social. Isto será de fundamental

importância para o nosso desenvolvimento psíquico e social.

De igual forma, quando nos envolvemos, ou passamos a viver, em função de uma

determinada instituição (p.ex., uma religião, a prisão etc.), lentamente “introjetamos”
aquela instituição. Esse processo, normalmente, é capaz de nos modificar (valores,

atitudes e comportamentos). Por um outro lado, a saída, pelo motivo que seja, dessa

instituição também poderá ser um processo lento e difícil (desinstitucionalização).

Em alguns casos poderá nem mesmo ocorrer! Nesses casos o indivíduo enfrentará

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graves dificuldades de se adaptar as suas novas e atuais experiências e/ou

instituições.

DICA CINEMATOGRÁFICA

Assista ao filme “Um sonho de liberdade”, com Tim Robbins e
Morgan Freeman, de 1994. Direção de Frank Darabont.

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

DEFINIÇÕES

“[...] uma unidade social conscientemente coordenada, composta
de duas ou mais pessoas, que funciona de maneira relativamente

contínua, para atingir um objetivo comum.” (ROBBINS, 2002,
p.2)

“A civilização moderna depende em grande parte das
organizações que constituem a forma mais racional e eficiente de agrupamento social

que se conhece.” (JONHSON, 192, p. 31 apud BRAGHIROLLI; PEREIRA;
RIZZON, 1994, p. 124)

MODELO DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

HIERARQUIA

DIVISÃO DE
TRABALHO E

FUNÇÃO

GRUPO DE
PESSOAS

OBJETIVOS
COMUNS,

EXPLÍCITOS

COORDENAÇÃO
E

PLANEJAMENTO

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RELAÇÕES ENTRE AS INSTITUIÇÕES E AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

ANÁLISE DO PODER NAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

A questão do poder disciplinar em Foucault

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O presente trabalho pretende fazer uma breve análise sobre a teoria do poder

disciplinar presente no livro “Vigiar e Punir” de Michel Foucault (1926-1984).

O filósofo francês nos trás de forma polêmica e inovadora o nascimento de uma

nova forma de poder coercitivo: o poder disciplinar que surgiu no Ocidente no

século XVIII.

De acordo com a teoria de Foucault, esta forma de poder nasce a