Apostila 20122
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Apostila 20122

Disciplina:Psicologia Aplicada Ao Direito1.813 materiais32.912 seguidores
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de fundos, propriedades e outros ativos que pertençam ao idoso [...] e, a

negligência, entendida como a situação na qual o responsável permite que o idoso

experimente sofrimento. A negligência é caracterizada como ativa quando o ato é

deliberado, e como passiva quando resulta de conhecimento inadequado das

necessidades do idoso ou de estresses do cuidador, resultante da necessidade de

ministrar cuidados prolongados”. (os negritos são meus)) (FONSECA; M.M.;
GONÇALVES, H.S., 2003).

ÉTICA e MORAL
9

Professor e Filósofo Mario Sérgio Cortella

Ética - Conjunto de valores e princípios que as pessoas utilizam para

decidir três questões básicas da vida: quero, devo, posso. Ora, tem

coisa que quero mas não devo, que devo mas não posso ou que posso

mas não devo. Não existe ninguém sem uma ética própria. O que existe são pessoas

com valores e princípios contrários à ética vigente. Essas são chamadas de antiéticas.

A ética não é relativa. Ela busca a universalidade, o que não significa que ela não

possa mudar com o tempo.

Moral – É a prática de uma ética. É a ação de decidir, escolher e julgar segundos

valores e princípios éticos vigentes. Neste sentido, portanto, imoral é todo aquele que

decide, escolhe e julga contrariamente aos valores e princípios vigentes (ou seja, à

ética vigente). Amoral, por sua vez, são todas aquelas pessoas que não podem

decidir, escolher e julgar. Por exemplo, as crianças e os loucos (no direito chamados

de incapazes). A moral, esta sim, é relativa, pois enquanto exteriorização de uma

ética, depende de uma série de injunções e circunstâncias reais.

9 Texto elaborado a partir da entrevista concedida pelo prof. Sergio Cortella ao programa Jô em 14/06/2010.

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A ÉTICA PROFISSIONAL DO PROFISSIONAL DE 
A Resolução nº 010/05, de 21/07/05, do Conselho Federal de Psicologia, instituiu no

Brasil o Código de Ética Profissional do Psicólogo.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da

dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que

embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das

pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de

negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento

profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo

científico de conhecimento e de prática.

V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população

às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões

éticos da profissão.

VI. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade,

rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.

Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:
b) Assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as quais

esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente;

c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e

apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e

técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na

legislação profissional;

f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos, informações

concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional;

g) Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de serviços

psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões

que afetem o usuário ou beneficiário;

h) Orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a partir da

prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre que solicitado, os documentos

pertinentes ao bom termo do trabalho;

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:
b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de

orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas

funções profissionais;

c) Utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas

como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência;

g) Emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico-científica;

k) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos pessoais

ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do trabalho a ser

realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;

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l) Desviar para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício próprio,

pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual mantenha qualquer tipo

de vínculo profissional;

n) Prolongar, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais;

q) Realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços

psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor pessoas, grupos ou

organizações.

Art. 6º – O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos:
b) Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado,

resguardando o caráter confidencial das comunicações, assinalando a

responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por
meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que

tenha acesso no exercício profissional.

Art. 10 – Nas situações em que se configure conflito entre as exigências decorrentes
do disposto no Art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais deste Código,

excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de

sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.

Parágrafo único – Em caso de quebra do sigilo previsto no caput deste artigo, o
psicólogo deverá restringir-se a prestar as informações estritamente necessárias.

Art. 11 – Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo poderá prestar
informações, considerando o previsto neste Código.

Art. 12 – Nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, o
psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos

objetivos do trabalho.

Art. 18 – O psicólogo não divulgará, ensinará, cederá, emprestará ou venderá a leigos
instrumentos e técnicas psicológicas que permitam ou facilitem o exercício ilegal da

profissão.

(2)VIDE AS ATIVIDADES PROPOSTAS PARA ESSES CONTEÚDOS!

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PERSONALIDADE

O QUE É PERSONALIDADE?

O vocábulo personalidade tem como principal afixo

a expressão “persona”. “Persona, no uso coloquial,
é um papel social ou personagem vivido por um

ator. É uma palavra italiana derivada do latim para

um tipo de máscara feita para ressoar com a voz do ator (per

sonare significa "soar através de"), permitindo que fosse bem

ouvida pelos espectadores, bem como para dar ao ator a aparência que o papel exigia

(Wikipedia).

Em psicologia, no entanto, personalidade é definida como uma “[...] totalidade
relativamente estável e previsível dos traços emocionais e comportamentais que

caracterizam a pessoa na vida cotidiana, sob condições normais.” (KAPLAN;
SADOCK, 1993).

Principais características da personalidade

CONCEITOS

1º) Estados - “[...] característica momentânea, episódica na personalidade. Um estado
está diretamente relacionado com fatores circunstanciais.” O luto e o estresse são
exemplos de estados.

2º) Traços - “Os traços de personalidade são padrões persistentes no modo de
perceber a realidade, relacionar-se consigo próprio e com os outros e, sobretudo, de

pensar.”
3º) Temperamento – (do latim temperare que significa “equilíbrio”)