Evolucao dos Processadores
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Evolucao dos Processadores

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modelos do WinChip-2 trabalham externamente a 66 MHz.Alimentado com 3,52 V, os modelos de 66 MHz podem ser instaladosem qualquer placa-mãe originalmente desenhada para o processadorPentium, ou seja, qualquer placa-mãe soquete 7 aceita os processadoresWinChip-2 de 66 MHz. Já os modelos de 100 MHz necessitamobrigatoriamente de placas-mãe Super7, que são placas-mãe soquete 7que operam a 100 MHz. Além disso, o uso de memórias PC-100 éimprescindível. Na hora da escolha de uma placa-mãe para os modelosde 100 MHz, você deverá verificar se a placa-mãe é capaz de alimentaro processador com 3,52V.Modelo freqüência de operação interna freqüência de operação externaWinChip-2-200 200MHz 66MHz.WinChip-2-233 233MHz 66MHz.WinChip-2-266 233MHz 100MHz.WinChip-2-300 250MHz 100MHz.

WinChip-3
Processador com 128 KB de cache L2 integrado. O WinChip-3continuará sendo destinado a placas-mãe Super7 e, com isso, elepoderá utilizar o cache de memória existente na placa-mãe como umcache L3, o que aumentará muito o seu desempenho. Essa mesmaarquitetura é utilizada pelo processador K6-III da AMD.

WinChip C6
Existem 2 modelos um que pode ser acoplados em Socket 7 e Socket 5
ambos possuindo mesmas especificações. Clock único de 200MHZ, estilo

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x86, com tamanho (núcleo) 88mm2 a 0.35mícron, usa cincos estágiosde execução Pipeline. Usa uma arquitetura simplificada de execução decódigo que aumenta sua performance, possui 5.4 milhões detransistores.

WinChip C6+
Processador com baixo consumo de energia, estilo x86, com tamanho
de 90mm2, tecnologia de 0.30mícron e usada cinco estágios deexecução de pipeline. Vem com 56 novas instruções e MMX, opera aclock's de 266 a 300Mhz, compatível com Socket 7, possui 5.8 milhõesde transistores.

Texas Instruments
A TI era uma fonte alternativa para os dispositivos 486SLC e DLC daCyrix, e também desenvolveu suas próprias versões com caches maiorese interface de barramento PCI incorporado. Os últimos processadoresfabricados por essa empresa TI486SXL2 e SXLC2, ambos com clock'sduplicados, aceitando um cache de 8kb. O dispositivo SXL é umdispositivo de pinagem 486, e o SXLC é um despositivo de pinagemi386SX. Todos possuindo versões de 3,3V, operando a velocidades deaté 40Mhz.

X86 da IBM
Acordos com a Intel permitem que a IBM tenha acesso aos design 386e 486, mas a impedem de vende-los sozinhos, eles precisam estarmontados em placas ou em módulos. A IBM desenvolveu 3 produtosbásicos : o 386SLC, o 486SLC2 e o Blue Lighting. O 386SLC era umprocessador semelhante ao 486 com um cache de 8Kb num gabinete depinagem 386SX da Intel, e opera a 20 e 25 Mhz. O 486SLC2 era omesmo processador Intel 486 mas com 16Kb de cache, operando a66Mhz internamente. Esse dispositivo era também comercializado napinagem 386SX da Intel. O Blue Lighting era semelhante ao 486, masfoi recondicionado na pinagem do 386 da Intel, trabalhando de 75 a 100

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Mhz, Atualmente a IBM fabrica somente processadores com tecnologiaRISC.

NexGen
Em 1993, a NexGen produziu um conjunto de chips que chamou deNX586, que não oferecia vantagem sobre o Pentium da Intel, compostode um único chip. Desde então, o conjunto o conjunto de chip's daNexGen encolheu de tamanho, e acabou se formando um dispositivo dechip único fabricado pela IBM e que utilizava uma tecnologia de 0,5mícron. Ele oferece pouco em termos de desempenho e competiuapenas no preço. Esse processador não chegou a ocupar lugar nomercado pois não era compatível com principais novidades, exemploPCI.

Processadores Para o Próximo Milênio
Postulados de Von NeumannVon Neumann, que trabalhou no desenvolvimento do ENIAC eposteriormente empregou sua experiência no projeto do IAS (1952),elaborou as idéias e os conceitos que nortearam a arquitetura doscomputadores até os dias de hoje. Seu entendimento é essencial paraapreciarmos a atual evolução dos computadores. Iniciemos constatando,de forma óbvia, que as máquinas que usamos nas nossas casaspossuem quatro elementos básicos: a CPU, a memória, os dados e asinstruções (ou programas). A partir daí, apresentamos os trêspostulados básicos de von Neumann, que no momento podem parecertriviais, mas que não o eram na década de 50:1. Um único controle centralizado (uma só CPU);2. Uma única memória para dados e instruções; e3. As instruções devem fazer operações elementares sobre os dados.Cerca de 90% dos computadores atuais usam esses postulados e porisso são chamados de “Arquitetura de von Neumann”, ou “ArquiteturaSerial”, pois empregam um único processador. Essa arquitetura, aliadaaos avanços da microeletrônica, ofertou-nos o atual mercado decomputadores, rápidos e baratos. Porém, tal arquitetura enfrenta umlimite de velocidade que é ditado pelas leis da física. O tempo que umsinal elétrico gasta para trafegar entre dois pontos de um circuitoeletrônico é muito pequeno, porém não é igual a zero. Em outraspalavras, isto corresponde a dizer que existe um limite para a velocidadede relógio das CPU's e, infelizmente, ele não está muito distante. Comoentão continuar com a evolução dos computadores? Essa é a pergunta

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que tem ocupado a cabeça de muitos pesquisadores e desde a segundametade desta década, várias soluções foram propostas.A principal resposta vem da comparação entre nosso cérebro e umprocessador. É sabido que o sinal elétrico trafegando por dentro de umCI é muito mais veloz que o trânsito de impulsos nervosos entre nossosneurônios. É claro que, para fazer operações numéricas, comparar eclassificar, o computador é mais rápido. Mas, por outro lado, ele éinferior, pois não pensa, não inova e não aprende, apenas segue passosprogramados. Por exemplo, com um único olhar em uma salaidentificamos imediatamente centenas de objetos. Já um computador,mesmo o mais sofisticado, apenas consegue identificar os objetos maissimples.Somos capazes de dirigir um carro e enquanto andamos por nossas(terríveis) estradas, temos habilidade para escolher o melhor caminho.Será que um computador pode dirigir um carro? Uma das experiênciasno MIT com um piloto computadorizado, que identificava a rua atravésdas linhas paralelas do meio fio, revelou um grande escalador deárvores, pois ele confundia o contorno do meio fio com o contorno docaule das árvores.Como será que o cérebro consegue ser superior aos processadores, seo nosso neurônio é muito mais lento que um circuito eletrônico? Aresposta é óbvia: porque temos vários bilhões de neurônios operandoem paralelo. Ora, por que, ao invés de construirmos CPU's velozes egigantescas, não usamos várias CPU's, simples e confiáveis, operandoem paralelo? Chegamos assim à idéia básica do processamento paralelo,que é a esperança para o próximo milênio
Processamento ParaleloSabemos então que devemos usar uma grande quantidade deprocessadores, mas como controlá-los de forma a que façam algumacoisa de útil? Existem grandes problemas! Para iniciar, vamos trabalharo conceito de processamento paralelo através de um exemplo bemsimples. Se um pedreiro constrói uma casa em um ano, então doispedreiros constroem a mesma casa em meio ano. Este é conceito básicodo processamento paralelo: a divisão das tarefas. Podemos seguiradiante e concluir que cem pedreiros gastam apenas 3,6 dias. Será istoum absurdo?É claro que há um limite, pois o trabalho dos pedreiros só seráeficiente se estiverem perfeitamente sincronizados e equilibrados. Esteponto é importante: todos os pedreiros devem ter a mesma carga detrabalho. Em termos técnicos, usa-se a expressão “Balanceamento daCarga de Trabalho”. Esse balanceamento pode ser feito de dois modos.No primeiro modo, o trabalho de cada pedreiro é idêntico, ou seja, cadaum faz 1/100 da casa. No outro modo é usado a especialização, ou seja,

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alguns pedreiros “viram” cimento enquanto outros assentam tijolos eoutros tratam do encanamento, e assim por diante.Ao imaginarmos todas as tarefas