CCJ0006-WL-AMMA-04-Direitos da Personalidade
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DIREITO CIVIL I
SEMANA 2 AULA 4
CAPACIDADE CIVIL
SEMANA 2 AULA 4
 É uma medida limitadora ou delineadora
da possibilidade de adquirir direitos e de
contrair obrigações.
 Capacidade significa a aptidão que a
pessoa tem de adquirir e exercer direitos.
SEMANA 2 AULA 4
 A capacidade é a
regra, ou seja, pelo
código civil toda pessoa
é capaz de direitos e
deveres na ordem civil;
a incapacidade é a
exceção, ou seja, são
incapazesaqueles
discriminadospela
legislação (menores de
16 anos, deficientes
mentais, etc).
SEMANA 2 AULA 4
A capacidade divide-se em:
CAPACIDADE
 CIVIL
 Capacidade de direito
 ou de gozo ou
capacidade de aquisição
Capacidade de exercício
 ou de fato ou
capacidade de ação
SEMANA 2 AULA 4
CAPACIDADE DE DIREITO
Consiste na capacidade de
contrair direitos, todos os
indivíduospossuemtal
capacidade visto que de
acordo com o art. Primeiro
do Código Civil brasileiro
todo o homem é capaz de
direitos e obrigações na
ordem civil. Esta, também
pode ser chamada de
capacidade de gozo ou de
aquisição. A capacidade
surge com o nascimento e
termina com a morte.
A personalidade jurídica ou
civil confere a pessoa uma
 capacidade de direito.
SEMANA 2 AULA 4
Capacidade de exercício
 A capacidade de exercício é a tão conhecida
capacidade civil plena, qualidade que confere às
pessoas naturais que a possuem a plena condição de
exercício livre, pleno e pessoal de seus direitos, bem
como do cumprimento de seus deveres.
 Possui a capacidade de fato aqueles que se dirigem
com autonomia no mundo civil, agindo pessoal e
diretamente, sem intervenção de uma outra pessoa que
os represente ou os assiste. Diz-se que essa pessoa se
acha em pleno exercício de seus direitos. “Capacidade
de fato é o poder efetivo que nos capacita para a
prática plena de atos da vida civil”.
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A regra é:
Toda pessoa tem capacidade de direito;
mas nem toda a de fato
Toda pessoa tem faculdade de adquirir
direitos, mas nem toda pessoa tem o
poder de usá-los pessoalmente e
transmiti-los a outrem por ato de vontade.
SEMANA 2 AULA 4
INCAPACIDADE
 É a restrição legal ao exercício dos
atos da vida civil, devendo ser
analisada de forma restrita, porque
como ensina a doutrina deve ser
aplicado o princípio de que “a
capacidade é a regra e a
incapacidade é a exceção”. Portanto,
só haverá incapacidade nos casos
estabelecidos em lei.
Devemos salientar que estamos tratando da falta da
capacidade de exercício e não da capacidade de direito, já
que esta todos a possuem.
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Incapacidade absoluta
Será absoluta a incapacidade quando a
lei considera um indivíduo totalmente
inapto ao exercício da atividade da vida
civil. Os absolutamente incapazes podem
adquirir direitos, pois possuem a
capacidade de direito, mas não são
habilitados a exercê-los, pois falta a
capacidade de exercício.
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São absolutamente incapazes: (Art.3°, CC)
a) Menores de 16 anos - O
primeiro caso de absolutamente
incapaz previsto no art. 3º do
Código Civil está ligado ao fator
idade, ou seja, todos aqueles que
possuem menos de 16 anos de
idadesãoabsolutamente
incapazes. Vale destacar, que
alguns autores denominam os
menores absolutamente incapazes
de menores impúberes (expressão
usada no direito pré-codificado), ou
seja, o direito anterior ao Código
Civil.
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b) Os que, por enfermidade ou deficiência mental,
não tiverem o necessário discernimento para a
prática desses atos - O objetivo do Código Civil foi
compreender nesta expressão, todos os casos de
insanidade mental, permanente e duradoura, adquirida
ou hereditária. Para que haja a interdição por este
motivo, é necessário sentença judicial, ou seja, só
depois de decretada judicialmente a interdição é que se
recusa a capacidade de exercício. Aqui é interessante
esclarecer ao aluno que a sentença de interdição é
meramente declaratória e não constitutiva, uma vez que
não cria a incapacidade, pois esta advém da alienação
mental.
SEMANA 2 AULA 4
 c) Os que, mesmo por
causa transitória, não
puderem exprimir sua
vontade - A incapacidade
não deriva exclusivamente
da deficiência, mas de sua
conjugaçãocoma
impossibilidadede
manifestaravontade,
então os que possam
expressaravontade,
através de qualquer meio
de comunicação, não são
consideradoscomo
absolutamente incapazes.
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A incapacidade absoluta gera a nulidade de pleno direito do
ato praticado (art. 166 do CC).
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Incapacidade Relativa: (Art. 4°)
São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira
de os exercer, os maiores de 16 e menores de 18 anos;
os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por
deficiência mental, tenham o discernimento reduzido: os
excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; os
pródigos. No parágrafo único declara que a “capacidade
dos índios será regulada por legislação especial”.Como
essas pessoas têm algum discernimento, não ficam
afastadas da atividade jurídica , podem praticar alguns
atos por si sós. Estes, porém, são exceções, pois elas
devem estar assistidas por seus assistentes legias ,para
a prática dos atos em geral, sob pena de anulabilidade.
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Maiores de 16 e menores de 18 anos
São os menores púberes; podem praticar alguns atos sem a
assistência legal. Se ocultarem, de propósito, sua idade, no
ato de se obrigar, perderão a proteção que a Lei dá aos
incapazes e não poderão, assim, anular a obrigação por eles
contraída ou eximir-se de cumpri-la (art. 180, CC). Exige-se,
no entanto, que o erro da outra parte seja escusável. Se não
houve malícia do menor, anula-se o ato, para protegê-lo.
Como ninguém pode locupletar-se (levar vantagem) à custa
alheia, será restituída a importância paga ao menor, se ficar
provado que o pagamento nulo reverteu em proveito dele (art.
181, CC). O incapaz, menor de dezoito anos ou deficiente
mental, responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas
por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não
dispuserem de meios suficientes (art. 928 CC)
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 Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os
deficientes mentais de discernimento reduzido:
 Somente os alcoólatras e os toxicômanos, são
considerados relativamente incapazes. Os usuários
eventuais que, por efeito transitório dessas substâncias,
ficarem impedidos de exprimir plenamente sua vontade
estão incluídos no rol dos absolutamente incapazes (art.
3º, inciso III CC).
 Os deficientes mentais de discernimento reduzido são
os fracos da mente. Há, assim, uma gradação para a
debilidade mental: quando privar totalmente o amental
do discernimento para a prática dos atos da vida civil,
acarretará a incapacidade absoluta (art. 3º, inciso II CC);
quando, porém, causar sua redução, será incapacidade
relativa.
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Os excepcionais sem desenvolvimento mental
completo:
O Código declara relativamente incapazes não
apenas os surdos-mudos, mas todos os excepcionais
semdesenvolvimentocompleto.Mas,são
considerados os surdos-mudos que, por não terem
recebido educação adequada e permanecerem
isolados, ficaram privados de um desenvolvimento
mental completo. Se a tiverem recebido, e puderem
exprimir plenamente sua vontade, serão capazes.
Assim, também ocorre com todos os excepcionais
sem desenvolvimento mental completo.
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Os pródigos:
Pródigo é o indivíduo que gasta tudo o
que tem. Trata-se de um desvio da
personalidade e não um estado de
alienação mental.
Pode ser submetido à curatela (art.
1.767, V ,CC), pelos pais ou curadores,
cônjuge ou companheiro, ou parente.
O pródigo só não pode praticar, sem
curador, atos que implicam no
comprometimento do patrimônio, como
emprestar,darquitação,alienar,
hipotecar (art. 1.782 CC).
Pode, assim, casar, dar autorização
para casamento dos filhos menores, etc.
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Os silvícolas (índios):
• Índios ou silvícolas são os
 habitantes das selvas, não
 integradosàcivilização.O
 diploma legal (= Lei) que
 atualmente regulamenta a
 situação jurídica dos índios no
 País é a Lei n.º 6.001, datada
 de19/12/1.973, que dispõe
 sobre o Estatuto do Índio,
 proclamandoqueficarão