Resumo_FES1_1S11
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Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais451 seguidores
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não
iniciou. Portugal ficou com o monopólio.

União Ibérica (1580 – 1640) -> por um problema de sucessão, a Coroa Portuguesa passa
para a Espanha. Há uma alteração no quadro político-econômico, dentro do qual se
engedram as circunstâncias favoráveis ao êxito da atividade açucareira.

i) Participação dos holandeses -> além do problema estratégico, havia também um
problema religioso.
Primeira medida dos espanhóis -> tentativa de tirar os holandeses do negócio. A
participação dos holandeses no negócio do açúcar brasileiro era decisiva para:
a) atrair investimentos em diversos engenhos; b) transportar o produto para a
Europa; c) distribuição do açúcar na Europa -> essas eram atividades altamente
lucrativas.

ii) Invasão holandesa das zonas produtoras -> a) Bahia (1624 – 1625), a esquadra
era insuficiente. Conquistou, porém não conseguiu manter território. B) PE
(1630 – 1654), teve sucesso. Esse longo período permitiu aos holandeses
adquirirem as técnicas de produção do açúcar. Levando assim, para o Caribe.
Dessa forma, quebram o monopólio português (que é a 2ª condição para
existência da produção açucareira portuguesa).
As empreitadas de invasão são feitas por uma empresa privada. Os holandeses
só invadem mais tarde pois havia uma séries de acordos de não-agressão. Isso
também vale para outras colônias portuguesas nas Índias e na África.

iii) Ocupação do Caribe -> é uma das áreas menos protegidas do território
espanhol. O açúcar é introduzido nas pequenas Antilhas. Somente no século
XVIII chega nas grandes Antilhas.
Pequenas Antilhas -> pequenos militares para posse + pequenos produtores que
não tinham dado certo na produção de gêneros tropicais -> holandeses chegam
oferecendo técnica, financiamento, transporte e distribuição. As regiões só
oferecem as terras e o trabalho (o que elas já tinham) -> são economicamente
viabilizadas.
Obs.: nessas ilhas, devido ao pequeno porte, há problemas com matéria-prima
(madeira etc), a produção é menor.

iv) Mercado açucareiro em fins do século XVII -> concorrência do Brasil x Holanda
x Inglaterra x França
2ª metade do século XVII -> Português x Inglês

v) Aparecimento de um concorrente (3º quarto do século XVII):
a) queda de 505 no volume exportado
b) queda de 50% no preço internacional, e esse manteve-se baixo até o século
XVIII.

Redução da rentabilidade da atividade açucareira, cuja renda real ficou
reduzida a ¼ e depreciação da moeda portuguesa na mesma porcentagem em
relação ao ouro.
Esse período é, em Portugal, um período de crise econômica -> o principal
produto exportador não está bem.

vi) Criação do complexo econômico açucareiro -> Antilhas -> colônias de povoamento
são beneficiadas pois elas são as fornecedoras de produtos para as Antilhas.
Robert Simonsen e os efeitos da desvalorização cambial -> desvalorização
cambial como um meio de beneficiar os produtos coloniais: a influência
recíproca entre o comércio e o câmbio português é manifestada para fazer face
ao declínio dos preços no final do século XVII, proporcionou ao governo
português uma compensação para os lavradores com a quebra da moeda.
Esse benefício acabou quando se iniciou a extração de ouro no século XVIII ->
início de um período de dificuldades para a produção açucareira colonial -> a
mineração, torna o próprio ouro o principal objeto do comércio no século XVIII.
Faz com que neste período a linha cambial de conservasse horizontal, não
podendo mais o açúcar gozar da defesa pelo câmbio.
A situação do açúcar vai se tornar ainda mais complicada pois, além do problema
de receita, passa a ter um problema de custo -> há dois focos de demanda de
escravo: açúcar e mineração.

Furtado -> sobre a (não) transferência de renda:

i) Se Portugal fosse o principal abastecedor da colônia, o efeito de “b” seria uma
transferência de renda real;

ii) Contudo, como:
a) As manufaturas importadas pelo Brasil são procedentes de outros países europeus;
b) os produtos de origem portuguesa (sal, azeite, vinho, etc) são os mesmos que

Portugal exporta para outros países.

As importações coloniais tinham seus preços fixados em ouro, logo, a depreciação não
promoveu uma transferência de renda em favor da colônia.

Partes importantes do texto – Celso Furtado – Capítulos 1 a 4

Capítulo 1 – Da expansão comercial à empresa agrícola

- ocupação das terras amercianas -> episódio da expansão comercial da Europa

- a legenda de riquezas inapreciáveis ppor descobrir corre a Europa e suscita um enorme
interesse pelas novas terras -> contropõe Portugal e Espanha, “donos” das terras, às demais
nações europeias.

- início da ocupação econômica no território brasileiro é em boa medida uma consequência
da pressão política exercida sobre Portugal e Espanha pelas demais nações europeias -> só
tinha direito à terra se essa fosse ocupada.

- miragem do ouro, que se tinha sobre o interior do Brasil, pesou na decisão tomada de
realizar um esforço relativamente grande para conservar as terras americanas.

- a Espanha, cujos recursos eram incoparavelmente superiores, teve que ceder à pressão
dos invasores em grande parte das terras que lhe cabiam. -> para torna mais efetiva a
defesa de seu quinhão, foi necessário reduzir o perímetro da terra.

- coube a Portugal a tarefa de encontrar uma forma de utilização econômica das terras
americanas que não fosse a fácil extração de metais preciosas. Somente assim seria
possível cobrir os gastos de defesa das terras. -> dessas medidas resultou o início da
exploração agrícola. A América passa a constituir parte importante da economia
reprodutiva europeia.

Capítulo 2 – Fatores de êxito da empresa agrícola

- conjunto de fatores particularmente favoráveis tornou possível o êxito dessa primeira
grande empresa colonial agrícola. Os portugueses já haviam iniciado há algumas dezenas de
anos a produção, em escala relativamente grande, nas ilhas do Atlântico, de um das
especiarias mais apreciadas no mercado europeu: o açúcar

- a produção de açúcar fomentou o desenvolvimento em Portugal da indústria de
equipamentos para engenhos açucareiros

- a significação maior da experiência das ilhas do atlântico foi possivelmente no campo
comercial -> inicialmente, o açúcar entrou nos canais tradicionais controlados pelos
comerciantes das cidades italianas. -> crise de super-produção dessa época indica
claramente que nas áreas comerciais estabelecidas tradicionalmente pelas cidades
mediterrâneas o açúcar não podia ser absorvido senão em escala relativamente limitada. ->
assim, desde cedo, a produção portuguesa passa a ser encaminhada em proporção
considerável para Flandres.

- os flamengos recolhiam o produto em Lisboa, refinavam-no e faziam a distribuição por
toda a Europa, particularmente o Báltico, a França e a Inglaterra.

- a contribuição dos flamengos para a grande expansão do século XVI, constitui um fator
fundamental do êxito da colonização do Brasil. -> especializados no comércio intra-europeu.

- partes substanciais dos capitais requeridos pela empresa açucareira viera dos países
baixos. -> capitais flamengos participaram do financiamento das instituições produtivas no
Brasil, bem como no da importação da mão-de-obra escrava.

- problema da mão-de-obra -> nessa época, os portugueses já eram senhores de um
completo conhecimento do mercado africano de escravos. -> com recursos suficientes,
seria possível ampliar esse negócio e organizar a trasnferência para a nova colônia agrícola
de mão-de-obra barata, sem a qual ela seria economicamente inviável.

- conjunto de circunstâncias favoráveis sem o qual a empresa não teria conhecido o enorme
êxito que alcançou.

- quando se modifica a relação de forças na Europa com o predomínio das nações excluídas
da América pelo Tratado de Tordesilhas, Portugal já havia avançado enormemente na
ocupação efetiva da parte que lhe coubera.

Capítulo 3 – Razões do Monopólio

- a política espanhola estava