Resumo_FES1_1S11
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Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais452 seguidores
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o governo português
transferir para a metrópole o reduzido valor dos impostos que arrecadava.

- falta moeda nas regiões mais pobres, como por exemplo em Piratininga, onde uma
roupa poderia ter o valor de uma casa.

Capítulo 13 – Povoamento e articulação das regiões meridionais

- o estado de prostração e probreza em que se encontravam a Metrópole e a colônia
explica a extraordinária rapidez com que se desenvolveu a economia do ouro nos
primeiros decênios do século XVIII.

- dadas suas características, a economia mmineira brasileira oferecia possibilidades a
pessoas de recursos limitados, pois não se exploravam grandes minas -> sabe-se porém
que se chegou a tomar medidas concretas para dificultar o fluxo migratório.

- tudo indica que a população colonial de origem europeia duplicou no correr do século
da mineração. Cabe admitir, demais, que o financiamento dessa transferência de
população em boa medida foi feito pelos próprios imigrantes, os quais eram pessoas de
pequenas posses que liquidavam seus bens na ilusão se alcançar rapidamente uma
fortuna no novo eldorado.

- os escravos, em nenhum momento, chegam a constituir a maioria da população. Por
outro lado, a forma como se organiza o trabalho permite que o escravo tenha maior
iniciativa e que circule num meio social mais complexo.

- a natureza mesma da empresa mineira não permitia uma ligação à terra do tipo da que
prevalecia nas regiões açucareiras. O capital fixo era reduzido, pois a vida de uma lavra
era sempre algo incerto. A empresa estava organizada de forma a poder deslocar-se em
tempo relativamente curto. Por outro lado, a elevada lucratividade do negócio induzia a
concentrar na própria mineração todos os recursos disponíveis.

- a excessiva concentração de recursos nos trabalhos mineratórios conduzia sempre a
grandes dificuldades de abastecimento. A fome acompanhava sempre a riqueza nas
regiões do ouro. A elevação dos preços dos alimentos e dos animais de transporte nas
regiões vizinhas constituiu o mecanismo de irradiação dos benefícios econômicos da
mineração.

- a pecuária passará por uma verdadeira revolução com o advento da economia mineira.
Valoriza-se rapidamente e alcança, em ocasiões, preços excepcionalmente altos.

- a população mineira dependia para tudo de um complexo sistema de transporte. A
tropa de mulas constitui autêntica infra-estrutura de todo o sistema. -> criou-se assim
um grande mercado para animais de carga.

- a economia mineira constituiu, no século XVIII, um mercdo de proporções superiores
ao que havia propiciado a economia açucareira em sua etapa de máxima prosperidade.
Desse modo, a economia mineira, através de seus efeitos indiretos, permitiu que se
articulassem as diferentes regiões do sul do país.

Capítulo 14 – Fluxo de renda

- se bem que a renda média da economia mineira haja sido mais baixa do que aquela que
conhecera a região do açúcar, seu mercado apresentava potencialidades muito maiores.
Suas dimensões absolutas eram superiores, pois as importações representavam menor
proporção do dispêndio total. Por outro lado, a renda estava muito menos concentrada,
porquanto a proporção da população livre era muito maior.

- a população, sem bem que dispersa num território extenso, estava em grande parte
reunida em grupo urbanos e semi-urbanos.

- o decreto de 1785 proibindo qualquer atividade manufatureira não parece ter
suscitado grande reação, sendo mais ou menos evidente que o desenvolvimento
manufatureiro havia sido praticamente nulo em todo o período anterior de prosperidade
e decadência da economia mineira. A causa principal possivelmente foi a própria
incapacidade técnica dos imigrantes para iniciar atividades manufatureiras numa escala
ponderável.

- o pequeno desenvolvimento manufatureiro que tivera Portugal em fins do século
anterior resulta de uma política ativa que compreendera a importação de mão-de-obra
especializada. O acordo de 1703 com a Inglaterra (tratado de Methuen) destruiu esse
começo de indústria e foi de consequências profundas tanto para Portugal como para
sua colônia. -> exemplo: metalurgia de ferro, utilizou conhecimento técnicos dos
escravos africanos.

- o que faltou ao Brasil foi a transferência inicial de uma técnica que não conheciam os
imigrantes.

- em realidade, se o ouro criou condições favoráveis ao desenvolvimento endógeno da
colônia, não é menos verdade que dificultou o aproveitamento dessas condições ao
entorpecer o desenvolvimento manufatureiro da metrópole.

- se Portugal tivesse enfrentando na 1ª metade do século XVIII as mesmas
dificuldades que conheceu no meio século anterior, e o acordo de Methuen teria sido de
expressão limitada em sua história. Sendo reduzido o valor das exportações de vinhos,
o desequilíbrio de sua balança comercial com a Inglaterra tenderia a agravar-se,
provocando maior desvalorização da moeda e outras dificuldades para o país. Ocorre,

entretanto, que o ouro do Brasil começa a afluir exatamente quando entra em vigor
referido acordo.

Capítulo 15 – Regressão econômica e expansão da área de subsistência

- na mineração a rentabilidade tendia a zero e a desagregação das empresas produtivas
era total. Muitos dos antigos empresários transformavam-se em simples faiscadores e
com o tempo revertiam à simples economia de subsistência.

- essa população relativamente numerosa econtrará espaço para expandir-se num
regime de subsistência e virá a constituir um dos principais núcleos demográficos do
país. A expansão demográfica se prolongará num processo de atrofiamento da economia
monetária. Dessa forma, uma região cujo povoamento se fizeram em um sistema de alta
produtividade, e em que a mão-de-obra fora um fator extremamente escasso, involuiu
numa massa de população totalmente desarticulada, trabalhando em baxíssima
produtividade numa agricultura de subsistência. Em nenhuma parte do continente
americano houve um caso de involução tão rápida e tão completa de um sistema
econômico constituído por população de origem europeia.

Até a 1ª prova.

Aula 04/05/2011 – textos da aula: Celso Furtado – capítulo 7 / Jorge Macedo (texto
no Erudito) / Godinho – As frotas do açúcar e as frotas do ouro

Objetivo da aula -> falar das crises da metrópole: i) quebra do monopólio do açúcar; ii) crise
do século XVIII associado ao declínio do ouro no Brasil

Tratado de Methuen -> para Celso Furtado, destrói todo o desenvolvimento manufatureiro
em curso desde fins do século XVII

Simonsen e o Tratado de Methuen

Antecedentes:

i) Gradual processo de aproximação de Portugal com a Inglaterra após a
restauração (acordos de 1642, 1654 e 1661) -> Portugal saiu extremamente
fragilizado da União Ibérica, em guerra com Holanda e Espanha (politicamente
e economicamente fragilizado). Faz uma aproximação com a Inglaterra,
assinando tratados em troca de proteção (Portugal passa a ter proteção da
Coroa Inglesa e a Inglaterra passa a ter vantagens reais como a transferência
de colônias para a Inglaterra e direitos aos ingleses emm Portugal -> Coroa
portuguesa reconhecia a superioridade das leis inglesas)

ii) Manufaturas inglesas (desenvolvidas durante a vigência de uma política
protecionista) passam a buscar novos mercados, em face da concorrência
movida pelos panos orientais trazidos pelas Companhias de comércio.

- o tratado de Mehtuen (3 claúsulas)

1) permmite a entrada de panos e vinhos e artefatos de lã ingleses (mostra que até então a
entrada era proibida);

2) a Inglaterra dá aso vinhos portugueses uma tarifa preferencialmente inferior em 1/3
(isso já ocorria)

3) vigência do ttratado em 2 meses

- Portugal matou o parque industrial desenvolvido graças às proibições instituídas em 1681
e 1690 e tornou-se uma nação agrícola.

-> Godinho

Preocupação básica: os fundamentos da circulação monetária em Portugal nos séculos XVI a
XVIII dependem das ocorrências havidas no “conjunto econômico atlântico”

Obs.: circulação monetária -> o