Resumo_FES1_1S11
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Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais452 seguidores
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as suas lutas
político-religiosas, que desviam para a América as atenções de populações
que não se sentem à vontade e vão procurar ali abrigos e paz para suas
convicções.

• Área tropical e subtropical da América -> são trópicos brutos e
indevassados que apresentam uma natureza hostil e amesquinhadora do
homem. O colono viria como dirifente da produção de gêneros de grande

valor comercial, como empresário de um negócio rendoso, mas só a
contragosto como trabalhador. Outros trabalhariam para ele.

• Em Portugal, a população era tão insuficiente que a maior parte do seu
território se achava ainda, em meados do século XVI, inculto e abandonado.
Faltavam braços por toda a parte, e empregava-se em escala crescente
mão-de-obra escrava.

• A colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial,
mais completa que a antiga feitoria, mas sempre com o mesmo caráter que
ela, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em
proveito do comércio europeu. É este o verdadeiro sentido da colonização
tropical, de que o Brasil é tanto no econômico como no social, da formação e
evolução históricas dos trópicos americanos.

• Se vamos à essencia da nossa formação, veremos que na realidade nos
constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros, mais
tarde, ouro e diamantes, depois algodão, e em seguida café para o comércio
europeu. Nada mais que isto. É com tal objetivo exterior, voltado para fora
do país e sem atenção a considerações que não fossem o interesse daquele
comércio, que se organizarão a sociedade e a economia brasileiras.

• O “sentido” é o de uma c olônia destinada a fornecer ao comércio europeu
alguns genêros tropicais ou minerais de grande importância.

• Os três grandes caracteres – grande propriedade, monocultura, trabalho
escravo são formas que se combinam e complementam, derivam diretamente
e com consequencia necessária daqueles fatores.

• Escravidão -> necessidade. O problema e a solução foram idênticos em todas
as colônias tropiacais e mesmo substropicais da América.

• Mutatis mutandis -> a mineração que a partir do século XVIII formará a par
da agricultura entre as grandes atividades da colônia, adotará uma
organização que afora as distinções de natureza técnica, é idêntica à
agricultura. A exploração de larga escala que predomina.

• Terceito setor de exploração é o extrativo.
• De um lado, na sua estrutura, um organismo meramente produtor, e

constituído só para isto – um pequeno número de empresários e dirigentes
que senhoreiam tudo, e a grande massa da população que lhe serve de mão-
de-obra. Doutro lado, no funcionamento, um fornecedor do comércio
internacional dos gêneros que este reclama e de que ela dispõe. Finalmente,
na sua evolução, e como consequência daquelas feições, à exploração
extensiva e simplesmente especuladora, instável no tempo e no espaço, dos
recursos naturais do país. É isto a economia brasileira que vamos encontrar
no momento em que abordamos sua história.

Aula 2 – Celso Furtado – Formação do Brasil Contemporâneo (1959)

• É a junção de vários trabalhos do Celso Furtado
• Foi escrito fora do Brasil.
• Publicado quando o paradigma pradiano estava solidamente estabelecido
• Análise keynesiana e estruturalista do processo histórico da economia

brasileira até 1950.

Obs. Estruturalismo -> nome dado ao método de análise da Cepal (preocupada com o
impacto da taxa de câmbio e das restrições externas). Constitui no aproveitamento
econômico do território baseado em “vantangens comparativas”.

Países desenvolvidos -> exportadores de matéria-prima.

Divide a história econômica do Brasil em grandes ciclos (uma necessidade). Examina
os mecanismos próprios de cada ciclo (poucos instrumentos de análise macro e
microeconômicos).

• Fluxo de renda
• Fatores produtivos escassos (capital e escravo) x Fatores abundantes

(terra e trabalho livre -> no café)
• Oferta x Demanda
• Multiplicadores

Defesa do ponto de vista -> subdesenvolvimento resulta de um processo histórico
de desenvolvimento do capitalismo no âmmbito planetário e não um estágio (tese de
Rostow).

A existência dos países desenvolvidos atrapalha os países subdesenvolvidos. É
necessário examinar a história para alcançar o desenvolvimento.

Desenvolvimento do subdesenvolvimento -> foi marcado por repetidos “soçobros”
na decadência da exportação. Faz a pergunta de porque nesses momentos de
“soçobros” não surgiu a industrialização?

• É a obra mais conhecida. Faz um esboço do processo histórico de formação
da economia brasileira.

• Sem referências bibliográficas (já estavam nos estudos de base).
• Tratamento abrangente, sem reconstituição dos eventos históricos.

Repercurssões

• Explica o Brasil para estrangeiros, acabou explicando para os próprios
brasileiros

• É uma obra otimista -> acredita que o Brasil pode chegar ao
desenvolvimento.

Influências teóricas -> não se filia a uma única corrente. Tira de cada autor /
corrente, o que é, a seu ver, correto ou adapatável à realidade brasileira.

Influências intelectuais

• Casa Grande e Senzala (Gilberto Freyre) -> mostra os problemas culturais
de hoje, eram racionais. Razão dos negros serem assim, é pela situação em
que se encontram.

• Karl Manheim -> agentes sociais voltada para fins objetivos.
• Marx -> perspectiva historicista, visão do capitalismo e dos estado.

Repúlbica Federativa -> é um conquista / instrumento ds cafeicultores.
Forma de organização dos estados que acomodava interesses variados e
conflitantes. Era a única forma viável.

• Alberto Torres e Oliveira Vianna -> pensamento autoritário
• Incorpora o papel do estado

A economia deve ser uma ciência voltada para a solução de problemas sociais

• 1949 -> diretor da Cepal (divisão de desenvolvimento econômico)

Estruturalismo no Livro ->

• Críticas ao comércio internacional livre, baseado nas vantagens
comparativas.

• Estruturas duais -> setor exportador e subsistência
• Reiteração dos mesmos -> subdesenvolvimento/elites

O autor mais citado é Simonsem, com quem polemiza/discorda com frequência.

Temas principais

• Economia brasileira -> exportadora
• Escravista -> açúcar, ouro, algodão, café

a) Assalariada -> café (pós 1850)
b) Industrialização -> substituição de importações

Pontos específicos

• Relações entre o setor exportador e a economia de subsistência ->
escravista e industrialização

• Desequilíbrio regional e dualismo
• Origens do atrasodo Brasil frente aos EUA na primeira metade do século

XIX
• Abolição da escravatura -> consequencia da escassez de oferta e escravas
• Relação de economia assalariadas exportações e o desequilíbrio externo
• Política cafeeira e industrialização

Esquema interpretativo da fase escravista

• Brasil -> produção baseada nos recursos naturais para a produção de
gêneros de interesse do comércio europeu em expansão

• Monopólio -> alta taxa de rentabilidade (duplicar a produção em 2 anos)
• Base do trabalho escravo -> baixa produtividade.
• Escravo é africano -> já existia a estrutura de apresamento e

comercialização.
• Trabalho barato para reduzir custos -> o escravo tem baixa produtividade ->

precisa de monopólio
• O escravo -> ausência de vontade própria, piores condições de trabalho

(vontade do colonizador).

Na produção -> o escravo se comporta como se fosse um capital fixo

No consumo -> o escravo é um bem durável

Gera fluxo de serviços, sem gerar renda (sem fluxo monetário). Não cria mercado
interno.

Obs. O escravo tem um custo de manutenção. Trabalha na roça para prover suas
necessidades (mão-de-obra escrava líquida). Não gera um fluxo monetário. Só há
fluxo monetário no comércio exterior.

No ciclo de preços do produto

• Redução da receita = (redução do preço)x(quantidade)
• Custos = fixos(escravos, equipamentos)

Portanto -> o lucro cai

No curto-prazo -> há a manutenção do pleno emprego

No longo-prazo -> há uma queda de reposição