Resumo_FES1_1S11
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Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais451 seguidores
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com o desenvolvimento dos EUA

• Não parece ter fundamento a crítica corrente que se faz a esses acordos, segundo
a qual eles impossibilitaram a industrialização do Brasil nessa etapa, retirando das
mãos do governo o intrumento do protecionismo.

• Economia brasileira atravessou uma fase de fortes desequilíbrios, determinados
principalmente pela baixa relativa dos preços das exportações e pela tentativa do
governo, cujas responsabilidades se haviam avolumado com a independência política,
aumentar sua participação no dispêndio nacional -> baixa relativa dos preços das
importações e um rápido crescimento da procura de artigos importados -> cria-se
uma forte pressão sobre a balança de pagamentos, que teria de repercurtir na taxa
de câmbio.

• A pressão teve de resolver-se em depreciação externa da moeda, o que provocou
por seu lado um forte aumento relativo dos preços dos produtos importados.
(possivelmente, o efeito protecionista não tivesse sido tão grande como resultou
ser com a desvalorização da moeda)

• Por que se industrializaram os EUA no século XIX, emparelhando-se com as nações
européias, enquanto o Brasil evoluía no sentido de transformar-se no século XX
numa vasta região subdesenvolvida? O desenvolvimento dos EUA constitui um
capítulo integrante da própria economia européia, sendo em muito menor grau o
resultado de medidas internas protecionistas adotadas por essa nação americana.

• As diferenças sociais, entretanto, eram profundas, pois enquanto no Brasil a classe
dominante era o grupo dos grandes agricultores escravistas, nos EUA uma classe de
pequenos agricultores e um grupo de grandes comerciantes urbanos dominava o
país.

• As medidas restritivas com respeito à produção manufatureira que a Inglaterra
impunha às suas colônias, na época mercantilista, tiveram de ser aplicadas de forma
muito especial nos EUA, pelo simples fato de que o sistema de agricultura de

exportação não dera resultado nas colônias do norte. -> as linhas gerais da política
inglesa passaram a ser as seguintes: i) fomentar nas colônias do norte aquelas
indústrias que não competissem com as da metrópole, permitindo a esta reduzir
suas importações de outros países; ii) não permitir que a produção manufatureira
das colônias concorressem com as indústrias da metrópole em outros mercados
coloniais.
Obs.: no caso especial do aço, houve uma preocupação de dificultar sua produção na
colônia. Já a produção de ferro foi fomentada, para permitir à Inglaterra reduzir
sua dependência dos países do Báltico.

• Próprias colônias criaram uma consciência de fomentar a produção interna -> 1655
Massachusetts obriga todas as famílias a produzir o tecido que utilizam.

• Guerra de Independência -> criou um forte estímulo à produção interna, que já
dispunha de base para expandir-se. Logo em seguida teve início a etapa de grandes
transtornos políticos na Europa, os quais criaram estímulos extraordinários para o
desenvolvimento da economia norte-americana. Durante muitos, os EUA foram a
única potência neutra que dispunha de uma grande frota mercante.

• Foi como exportadores de uma matéri-prima (algodão) que os EUA tomaram posição
na vanguarda da Revolução Industrial.

Obs.: os tecidos constituem a principal mercadoria “elaborada” nas sociedades pré-
capitalistas.

• Se à Inglaterra coube a tarefa de introduzir os processos de mecanização, foram
os EUA que se incubiram da segunda: fornecer as quantidades imensas de algodão
que permitiriam, em alguns decênios, transformar a fisionomia da oferta de tecidos
em todo o mundo. -> Algodão é o principal fator dinâmico do desenvolvimento da
economia norte-americana na primeira metade do século XIX.

• À semelhança do que ocorreu no Brasil ao se abrirem os portos, a balança comercial
dos EUA com a Inglaterra era via de regra deficitária nos primeiros decênios do
século XIX. Contudo, esse déficit, em vez de pesar sobre o câmbio – como foi o
caso no Brasil – e provocar um reajustamento em níveis mais baixos de intercâmbio,
tendia a transformar-se em dívidas de médio e longo prazos. Formou-se assim,
quase automaticamente, uma corrente de capitais que seria de importância
fundamental para o desenvolvimento do país. -> política financeira do estado: ação
pioneira dos governos central primeiro e estaduais depois na construção de uma
infra-estrutura econômica e no fomento direto de atividades básicas.

Aula 30/05/2011 – Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil – Emilia
Viotti da Costa

Introdução (fatos gerais no período discutido)

• Guerra dos 7 anos (1756 – 1763) -> vitória da Inglaterra (absolutista/mercantilista)
-> tenta fazer um enquadramento dos EUA -> Resulta na independência dos EUA

• 1776 -> é publicado a Riqueza das Nações, de Adam Smith -> fundamentos do
liberalismo

• 1789 – 1799 -> Revolução Francesa -> marca o fim do Antigo Regime -> idéia dos
regimes políticos constitucionais -> Guerras Napoleônicas

• 1803 -> Guerra entre França e Inglaterra (Prússia, Rússia e Áustria)
• 1806 -> bloqueio continental
• 1807 -> fuga da família real
• 1815 -> paz de Viena
• 1822 -> independência do Brasil

Obs.: a independência das colônias do Novo Mundo teve início com a independência dos EUA
em 1776. A independência do Brasil foi uma das últimas a ocorrerem.

Principais partes do texto da Emilia Viotti: i) historiografia tradicional -> uma visão que se
repete; ii) uma nova historiografia; iii) estado atual das questões

-> Estado atual das questões

Historiografia tradicional -> é quase uma biografia de algumas pessoas;

Nova historiografia -> Caio Prado Jr. e Nelson Sodré

i) O fenômeno se insere num processo amplo: a) crise do sistema colonial; b) crise
das formas absolutistas de governo; c) lutas liberais e nacionalistas na Europa e
América desde fins do século XVIII

ii) Contradições internas: a) como a crise do sistema se manifestou na colônia?; b)
como os diversos grupos sociais tomaram conhecimento, consciência dos
incovenientes da situações internas?; c) qual o seu grau de consciência e suas
possibilidades?

Introdução:

1) A Revolução do Porto -> convocação das cortes -> resulta na 1ª constituição
portuguesa

2) Economia e sociedade portuguesa à época da revolução
3) Os conspiradores da revolução
4) A revolução do porto
5) Repercussão no Brasil
6) Contradição dos liberais -> as cortes portuguesas pretendiam a re-colonização do

Brasil (para o Brasil não é liberal);
7) Deputados brasileiros nas cortes
8) Características do segmento social que patrocinou a independência

Crise do sistema colonial: a) preponderância do capital idnustrial; b) crise do estado
absolutista -> críticas aos monopólios e provilégios que regulam a relação metrópole-colônia
(e não à estrutura produtiva colonial) -> incompatíveis com a produção industrial -> 1776
(Adam Smith) -> favorecem o pleito das colônias ibero-americanas em prol da
independência.

• A autora associa a crise da economia colonial à Revolução Industrial.
• A forma do encaminhamento da independência brasileira foi justamente para evitar

uma participação popular. Medo dos negros passarem a reivindicar uma abolição da
escravatura.

• A forma da independência brasileira foi a mais “retrograda” possível. Manteve-se a
mesma casa reinante.

- Pensamento Ilustrado (Revolução Francesa)

1) Na Europa -> críticas ao absolutismo

2) No Brasil -> críticas ao sistema colonial

Ação mediadora da Coroa no conflito entre comerciantes reinóis e produtores coloniais ->
defesa dos privilégios e monopólio. A Coroa passa a ser identificada pelos coloniais aos
interesses metropolitanos -> anticolonialismo

Movimentos revolucionários no século XVIII e XIX tinham em comum o pensamento
ilustrado (trazidos pela maçonaria).

- pensamento ilustrado (das elites letradas) do Brasil: i) era mais anticolonial do que
antimonárquico; ii) mais antimetropolitano do que antinacionalista.

Em razão disso, a idéia de independência completa