Resumo_FES1_1S11
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Resumo_FES1_1S11

Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais451 seguidores
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Esse trabalhador não incentiva a formação do mercado de trabalho.
Essas colônias foram criadas principalmente para o abastecimento das cidades.
Primeira colônia desse modo -> Nova Friburgo (RJ), entre outras. Em geral, essas
colônias de povoamento localizaram-se do ES para baixo. Esse tipo de imigração
européia não é considerada como mão-de-obra.

A imigração considerada no texto é a imigração de mão-de-obra que vem para trabalhar na
lavoura de café. Foi introduzida pelo Senador Vergueiro (grande proprietário fundiário ->
uma das fazendas era a de Limeira -> Fazenda Ibicaba , onde introduziu alemães entre
outros). Esse tipo de imigração se espalhou principalmente na região de São Paulo.

Esse sistema é basicamente o chamado de meagem. O trabalhador toma conta de uma
determinada área (faz tudo nessa área). Sobre o lucro dessa produção, o colono recebe a
metade (por isso é meeiro) -> é uma colônia de parceria.

Esse sistema é diferente do que foi desenvolvimento em 1880, chamado colonato (imigração
de italianos), que recebem uma remuneração fixa e uma remuneração proporcional sobre a
colheita, é uma espécie de assalariada.

- no fundo, a Lei Áurea só veio depois que o problema da imigração assalariada já estava
incluída -> a produção de café não teve quebra alguma (no total) por conta da abolição da
escravidão. Quando a abolição apareceu, o problema da escassez de mão-de-obra já tinha
sido resolvido.

- José Murilo de Caravalho -> abolição é um conjunto de políticas públicas que gradualmente
levou ao fim da escravidão no Brasil: i) supressão do tráfico atlântico (1850) -> passa a
depender somente do estoque de escravos que estavam no Brasil, dependendo da
reprodução dos escravos; ii) libertação do ventre (1871) -> não se ampliaria o estoque de
escravos -> não era tão simples assim nascer e já ser livre; iii) libertação do sexagenário
(1885) -> efetividade limitada, meio de se limitar dos estorvos; iv) libertação dos escravos
(1888).

Obs.: se a libertação fosse limitada até o ritmo do item 3, o Brasil teria escravos até a
entrada do século XX.

Para o curso, os pontos importantes da abolição do trabalho escravo são (obs.: lembrar que
a abolição foi um processo gradual com alguns momentos decisivos):

1) Supressão do tráfico internacional de escravos (1850);
2) Lei do Ventre-Livre (1871);
3) Lei Áurea (1888)

- Supressão do tráfico internacional de escravos -> explicação por fatores

Na prática, o escravismo brasileiro foi mais cruel do que o norte-americano (Celso Furtado
-> crescimento vegetativo negativo dos escravos no Brasil e crescimento vegetativo positivo

dos escravos nos EUA). Portanto, a manutenção do escravismo no Brasil dependia
exclusivamente do tráfico negreiro.

Medida de proibição do tráfico internacional de escravos -> foi aprovada pelo parlamento
(composto por senhores de escravos). A grande questão que surge é que, parece que o
parlamento deu um tiro no próprio pé.

Fatores para a supressão:

i) Internos -> Paula Beiguelman – a aprovação dessa lei foi uma conseqüência de
uma disputa política no parlamento;

ii) Externos -> Caio Prado Jr. – atribui totalmente a pressão inglesa e para a
aprovação da lei de fim do tráfico negreiro.

Pontos importantes do texto

- Capítulo 19 – Declínio a longo prazo do nível de renda: primeira metade do séc. XIX

• Condição básica para o desenvolvimento da economia brasileira, na 1ª metade do
séc. XIX, teria sido a expansão de suas exportações

• As iniciativas de indústria siderúrgica da época de D. João VI fracassaram não
extamente por falta de proteção, mas simplesmente porque nenhuma indústria cria
mercados p/ si mesma, e o mercado p/ produtos siderúrgicos era praticamente
inexistente.

• A industrialização teria de começar por aqueles produtos que já dispunham de um
mercado de certa magnitude, como era o caso dos tecidos, única manufatura cujo
mercado se estendia inclusive à população escrava. -> a baixa de preços dos tecidos
foi de tal ordem que se tornava praticamente impossível defender qualquer
indústria local por meio de tarifas -> teria sido necessário estabelecer cotas de
importação -> isso reduziria substancialmente a renda real da população numa etapa
em que esta atravessava grandes dificuldades. Por último, é necessário não
esquecer que a instalação de uma indústria têxtil moderna encontraria sérias
dificuldades, pois os ingleses impediriam por todos os meios a seu alcance a
exportação de máquinas.

• Primeira condição para o êxito daquela política teria sido uma firme e ampla
expansão do setor exportador. A causa principal do grande atraso relativo da
economia brasileira na 1ª metade do século XIX foi, portanto, o estancamento de
suas exportações.

• Excluído o café, o valor das exportações de 1850 é inferior ao que provavelmente
foi no começo do século. -> renda real gerada pelas exportações cresceu 40% menos
que o volume físico destas

• A renda real per capita declinou sensivelmente na 1ª metade do século XIX. Para
que se mantivesse o nível dessa renda, reduzindo-se a importância relativa do setor
exportador, seria necessário que se operassem modificações que evidentemente
não ocorreram. Com efeito, somente um desenvolvimento intenso do setor não
ligado ao comércio exterior poderia haver contrabalançado o declínio relativo das

exportações -> as atividades não ligadas ao comércio exterior são, via de regra,
indústrias e serviços localizados nas zonas urbanas.

• O que houve, muito provavelmente, foi um aumento relativo do setor de
subsistência -> o aumento de sua importância relativa, numa etapa em que o setor
exportador estava estacionário, teria necessariamente que traduzir-se em redução
da renda per capita do conjunto da população.

• Tendência foi declinante nessa época. Tammbém é provável que a renda per capita
por essa época haja sido mais baixa do que em qualquer período da colônia, se se
consideram em conjunto as várias regiões do país.

Capítulo 20 – Gestação da economia cafeeira

• Resultado líquido desse período de dificuldades -> novas técnicas criadas pela
revolução industrial escassamente haviam penetrado no país, e quando fizeram foi
sob a forma de bens ou serviços de consumo sem afetar a estrutura do sistema
produtivo. Por último, o problema nacional básico (expansão da força de trabalho do
país) encontrava-se em verdadeiro impasse: estancara-se a tradicional fonte
africana sem que se vislumbrasse uma solução alternativa.

• p/ superar a estapa de estagnação, o Brasil necessitava reintegrar-se nas linhas em
expansão do comércio internacional

• desenvolvimento com base em mercado interno só se torna ppossível quando o
organismo econômico alcança um determinado grau de complexidade, que se
caracteriza por uma relativa autonomia tecnológica.

• O mercado do açúcar tornara-se cada vez menos promissor (concorrência do açúcar
da beterraba e cubano). A situação do algodão era pior do que a do açúcar
(concorrência da produção norte-americana -> só será próspero durante a Guerra
de Secessão). O fumo, os couros e o arroz eram produtos menores, cujos mercados
não admitiam grandes possibilidades de expansão. O cacau era só uma esperança ->
problema brasileiro constituia em encontrar produtos de exportação em cuja
produção entrasse como fator básico a terra.

• Terra era o único fator básico abundante no Brasil. Capitais praticamente não
existiam, e a mão-de-obra era basicamente constituída por um estoque de pouco
mais de 2 mm de escravos, parte substancial do quais permanecia imobilizada na
indústria açucareira ou prestando serviços domésticos.

• Café, foi introduzido no começo do séc. XVIII, mas só no fim desse século, quando
ocorreu a alta nos preços causada pela desorganização do grande produtor (Haiti),
começou a ter importância. 1º decênio da independência o café já contribuia com
18% do valor das exportações. Nos 2 decênios seguintes já representava 40% do
valor das exportações (produto