Resumo_FES1_1S11
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Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais452 seguidores
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mais importante).

• O café desenvolveu-se, incialmente, na região montanhosa, próxima ao RJ -> região
com relativa abundância de mão-de-obra em consequência da desagregação da
economia mineira e próxima dos portos, o que permite a utilização das mulas como
meio de transporte. -> primeira fase de expansão cafeeira se realiza com base num
aproveitamento de recursos preexistente e subutilizado. Elevação dos preços
determina a sua expansão em diversas regiões do mundo.

• Essa expansão foi sucedida por um período de preços declinantes que se estende
pelos anos 1830 e 1840. A baixa de preços, entretanto, não desencorajou os
produtores brasileiros, que encontravam no café uma oportunidade para utilizar
recursos produtivos semi-ociosos desde a decadência da mineração -> com efeito, a
quantidade exportada mais que quintuplicou entre 1821-30 e 1841-50, se bem que
os preços médios hajam reduzido em cerca de quarenta por cento durante esse
período.

• O segundo e principalmente o 3º quartel do século XIX são basicamente a fase de
gestação da economia cafeeira. A empresa cafeeira permite a utilização intensiva
de mão-de-obra escrava, e nisto se assemelha à açucareira. Entretanto, apresenta
um grau de capitalização muito mais baixo (do que a açucareira)

• A empresa cafeeira se caracterizava por custos monetários ainda menores do que
os da empresa açucareira.

• Como em sua 1ª etapa a economia cafeeira dispôs do estoque de mão-de-obra
escrava subutilizada da região da antiga mineração, explica-se que seu
desenvolvimento haja sido tão intenso, não obstante a tendência pouco favorável
dos preços.

• A etapa de gestação da economia cafeeira é também a de formação de uma nova
classe empresária que desempenhará papel fundamental no desenvolvimento
subsequente do país.

• Diferenças fundamentais no processo de formação das classes diregentes nas
economias açucareira e cafeeira -> época de formação da classe dirigente
açucareira, as atividades comerciais eram monopólio de grupos situados em Portugal
ou na Holanda. As fases produtiva e comercial estavam rigorosamente isoladas,
carecendo os homens que dirigiam a produção de qualquer perspectiva de conjunto
da economia açucareira. As decisões fundamentais era todas tomadas partindo da
fase comercial. Assim isolados, os homens que dirigiam a produção não puderam
desenvolver uma consciência clara de seus próprios interesses. Com o tempo foram
perdendo sua verdadeira função econômica, e as tarefas diretivas passaram a
constituir simples rotina executada por feitores e outros empregados.
Compreende-se, portanto, que os antigos empresários hajam evoluído numa classe
de rentistas ociosos. -> isso ecplica a facilidade com que os interesses ingleses
vieram a dominar tão completamente as atividades comerciais do nordeste
açucareiro. Debilitados os grupos portugueses, criou-se um vazio que foi fácil
preencher.
A economia cafeeira formou-se em condições distintas. Sua vanguarda esteve
formada por homens com experiência comercial. Em toda a etapa da gestação os
interesses da produção e do comércio estiveram entrelaçados. A nova classe
dirigente formou-se numa luta que se estende em uma frente ampla: aquisição de
terras, recrutamento de mão-de-obra, organização e direção da produção. A
proximidade da capital do país constituía uma grande vantagem para os dirigentes
da economia cafeeira -> subordinação do instrumento políticos aos interesses de um

grupo econômico alcançará sua plenitude com a conquista da autonomia estadual, ao
proclmar-se a República.

• A descentralização do poder permitirá uma integração ainda mais completa dos
grupos que dirigiam a empresa cafeeira com a maquinaria político-administrativa. O
fato que singulariza os homens do café é terem utilizado esse controle p/ alcançar
objetivos perfeitamente definidos de uma política. É por essa consciência clara de
seus próprios interesses que eles se diferenciam de outros grupo dominantes
anteriores ou contemporâneos.

• Ao terminar o 3º quartel do séc. XIX os termos do problema econômico brasileiro
se haviam modificado basicamente.

• Concluída sua etapa de gestação, a economia cafeeira encontrava-se em condições
de autofinanciar sua expansão. Estavam formados os quadros da nova classe
dirigente que lideraria a grande expansão cafeeira. Restava resolver, entretanto, o
porblema da mão-de-obra.

Aula 08/06/2011 – Caio Prado Jr. -> capítulos 15 e 18

- Causa externas para o fim do tráfico negreiro de escravos para Caio Prado Jr. -> todo o
processo foi determinado pela Inglaterra. Internamente, não havia estímulo para que isso
acontecesse, por isso, teve de vir de fora.

O que foi essa pressão inglesa? Foi uma pressão gradual ao longo do período (isso explica o
porque de termos duas leis que suprimem o tráfico.

População de escravos no Brasil representava 1/3 da população brasileira (início do século
XIX). Eles não participaram da disputa da independência (ao contrário de São Domingos).
Seu envolvimento era visto com receio pelas demais camadas sociais. -> essa é a principal
causa da supressão do escravismo naquele momento.

Obs.: Caio Prado Jr. é um autor da concessão. Sempre considera que uma população é
incapaz de se unir para reivindicar qualquer coisa. Ou seja, foram concessões para as
massas mais baixas. Comprova isso, afirmando que na independência brasileira, os esravos
(1/3 da população total), não participaram de nada.

- Causa do não envolvimento dos escravos:

i) desconhecimento da língua e da situação brasileira (parte significativa de escravos era
composta por africanos);

ii) rivalidade entre tribos e entre os escravos africanos e “brasileiros”. -> não tinham um
sentimento de grupo.

- O escravismo -> desmoraliza-se após 1822 -> passa a ser aceito como um “mal necessário”,
cujo desaparecimento no futuro seria inevitável. O discurso encontra-se na oortunidade.
Não obstante, a instituição escrava é defendida pelo Estado, em especial, após a Regência
(1831 – 1840). Envolvimento do Estado brasileiro na defesa da instituição -> quase entrou
em guerra com a Inglaterra por causa disso.

A Corte portuguesa (D. Pedro I, entre outros), eram anti-escravistas, mas o Brasil era
escravista -> era muito contrário ao escravismo e achava que os vícios da sociedade eram
em razão da escravidão.

- Abolicionista -> José Bonifácio

Tráfico -> era a base imprescindível do escravismo em razão da baixa taxa de crescimento
da população escrava. Razões do crescimento vegetativo negativo:

i) Razão do sexo -> poucas mulheres
ii) Precárias condições de vida -> alta mortalidade
iii) Falta de condições de uma vida familiar estável -> baixa natalidade

Assim, qualquer golpe sobre o tráfico repercute na estabilidade do escravismo. Por isso,
internamente, zela-se por sua regularidade (não há estímulo interno contra o tráfico).

Obs.: podemos utilizar como exemplo o livro “Casa Grande e Senzala” -> promiscuidade. O
mulato é sempre filho de uma mãe negra e um pai branco <-> todo escravo é filho de mãe
conhecida e pai desconhecido.

- A pressão veio de fora (Inglaterra):

i) até metade do século XVIII, a Inglaterra controla mais ou menos metade do comércio
mundial de escravos;

ii) após abolir o tráfico de sua colônias (1807), a Inglaterra passa a pressionar os outros
países para fazerem o mesmo.

Primeira pressão inglesa do Brasil -> tratados de 1810: limite o tráfico de Portugal às áreas
de seu domínio (teve pouco efeito prático, pois esta já era a área de atuação). O interesse
inglês estava na criação de um pretexto para existir o tráfico ilícito (Inglaterra faz várias
apreensões de navios portugueses). Em 1815, a Inglaterra indeniza Portugal em 300 mil
libras. O tráfico fica abolido ao NO do Equador (exclui uma região portuguesa forncedora
de escravos –> MINA, localizada na Costa do Marfim).

1817 -> Inglaterra exige direito de visita a navios suspeitos de tráfico ilegal;

1826 -> negociação do reconhecimento da