Resumo_FES1_1S11
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Resumo_FES1_1S11

Disciplina:Formação Econômica e Social do Brasil I184 materiais451 seguidores
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A colonização do novo mundo é uma peça do sistema, é um instrumento para a
acumulação primitiva.

Sentido profundo da colonização -> comercial e capitalista, isto é, elemento
constitutivo no processo de formação do capitalismo moderno.

Período entre o feudalismo e o capitalismo (séculos XV – XVIII) -> segundo Marx,
a acumulação primitiva ou originária -> é o processo entre o trabalhador e as
condições objetivas de trabalho.

O que é diferente, é que mudou a propriedaqde. Essa separação, porém, não é
simultânea em todos os países. Cada país foi de um jeito, um exemplo disso é a lei
de cercamentos na Inglaterra.

Para Fernando Novais, a expansão ultramarina e a colonização da América
aconteceram nesse período. Ele relaciona a colonização com a acumulação primitiva
de capital.

Obs.: para Caio Prado Jr., o comércio é a finalidade para a colonização.

Î Marx e a Acumulação primitiva de capital -> é o conceito chave para explicar
a origem capitalista. Explica como surge, historicamente, a relação entre o
capitalismo e os meios de produção.
Os meios de produção foram acumulados nas mãos de outro segmento social.

Passos para o Sentido Profundo -> acumulação primitiva de capital. Elaboração do
conceito: o ponto de partida é o de “aproximações sucessivas” -> conceito
geográfico.

Conceito dialético -> superação -> transfere a teoria da geografia para a teoria da
história -> reforça esses elementos.

Colonização é: conceito geográfico -> modalidade das migrações humanas. Expansão
das áreas habitadas pelo homem (humanização da paisagem). -> se houver equilíbrio,
não há migração. Equilíbrio esse entre: i) recursos naturais; ii) técnicas produtivas;
iii) população.

Sem o equilíbrio, a população passa a migrar. Ocorre uma humanização da paisagem.
-> ênfase entre o homem e a natureza. Para Fernando Novais, isso é insuficiente. A

ênfase é somente entre homens. Ele é excessivamente generalizador. -> destaca o
que existe de comum em todos os fenômenos de colonização.

A colonização foi condicionada pelo momento entre o renascimento europeu e a
revolução industrial / revolução francesa. -> vigência dos princípios mercantilistas.
Organiza as colônias sob a forma de um sistema.

Sistema colonial -> um conjunto de relações Metrôpole x Colônia entre o
renascimento e a revolução indistrial / revolução francesa.

a) Nem toda colonização se processou nos quadros do sistema colonial ->
exemplo: povoamento na Nova Inglaterra;

b) A reação é variável entre as metrôpoles -> exemplo: observa as legislações
entre colônia e metrôpole.

2ª aproximação: a colônia nunca foi um objeto em si de preocupação. Tem o
objetivo de dinamizar a vida metropolitana. Conceito: i) legislação ultramarina e, ii)
comércio

A colônia serve aos princípios do mercantilismo:

a) Prover mercado aos produtos da metrópole;
b) Dar ocupação aos trabalhadores;
c) Fornecer artigos para a metrôpole

A causa do pensamento mercantilista é ver a colônia com tais funções:

a) Identifica como metalismo (balança comercial favorável) -> as colônias são
importantes pois viabilizam a aplicação dos preceitos mercantilistas

b) Política protecionista -> i) fomento à produção nacional; ii) restrição à saída
de matéria-prima; iii) política pró-natalista -> aumento da força de trabalho
e redução do salário.

As colônias passam a ter um importante significado na medida em que viabilizam a
aplicação dos preceitos mercantilistas. -> auto-suficiência da metrópole.

Insuficiência da 2ª aproxiamação: estabelece as relações funcionais e não o seu
papel no processo histórico -> Sentido Profundo é o sentido histórico.

Processo histórico para chegr ao “Sentido Profundo da colonização”:

- ponto de partida -> noção do Antigo Regime, período de transição entre o
feudalismo e o capitalismo -> acumulação primitiva -> presença simultânea de
elementos do antigo modo de produção e a formação de elementos do modo de
produção que o sucedeu.

- Formação do Antigo Regime:

a) comércio -> insurreições camponesas -> i) locais próximos à rota (dissolução dos
laços feudais – Ocidente); ii) locais onde o impacto se faz nas camadas altas ->
enrijecimento da servidão.

-> insurreições urbanas -> diferenciação social -> i) o comércio começa a acabar
com as instituições da cidade, como as corporações de ofício. Parte da produção
começa a se ruralizar, para fugir das agremiações. ii) o próprio comércio entra em
crise. Crise Social -> que é agravada pela depreçao monetária. Isso gera:

1) incentivo à formação de Estados Nacionais;

2) acirramento da disputa comercial

Obs.: antigas rotas = dominação pela conexão italiana-flamenga.

A possibilidade do comércio esbarra nas rotas -> dificuldade na abertura de novas
rotas: i) grande volume de capital; ii) alto risco; iii) longa maturação -> quem faz a
expansão ultramarina precisa de uma acumulação à nível nacional. Estado Nacional =
Estado Absolutista.

- Estado Absolutista:

i) unifica e disciplina as ordens;

ii) políticas mercantilistas

O êxito reforça o processo de unificação.

3ª aproximação: sistema colonial -> um instrumento da acumulação primitiva. O
sistema colonial mercantilista foi a sua principal alavanca na gestação do
capitalismo moderno.

Antigo Regime: colônia é um meio para garantir a expansão do comércio, que dado
os obstáculos internos, precisa de um ponto de apoio externo.

- Presença pioneira de Portugal -. Precocemente centralizado, cujo processo de
formação dos estados nacionais e a expansão ultramarina foi assincrônico.

Dificuldades (concorrência comercial): as colônias vão ficando cada vez mais
importantes.

O processo de integração do Novo Mundo (Brasil) à economia européia:

i) Peculiaridade está na organização da produção pela metrópole, que
ultrapassa, assim, o âmbito da circulação.
Objetivo inicial -> comércio – sistema de exploração semelhante à África
e à Ásia.
Concorrência de outras metrôpoles (Uti possidetis = o que possui agora)
-> necessidade de fazer uma ocupação.

ii) A Espanha acha metal precioso -> se lá existe, aqui também deve existir.
Portugal acha interessante, então, preservar a posse do território,
acreditam que a descoberta do metal é questão de tempo.

iii) Decisão de poupar -> precisam tornar a colônia um território rentável.
Para isso, desenvolvimento de atividades econômicas – capitanias
hereitárias. Forma pela qual o Estado Português, sem recursos,
encontrou para colonizar via capital privado. -> passagem da esfera da
circulação para a esfera da produção. Mantém a essência comercial.

iv) Elementos fundamentais do sistema colonial -> promover a
acumulação primitiva de capital da metrópole via: a) exclusivo
metropolitano; b) tráfico transoceânico de africanos e; c)
escravismo.

Partes importantes do texto -> Fernando Novais – página 57 - 107

- é do estudo do próprio sistema de colonização que temos de partir, pois a crise,
que então se manifesta, expressa mecanismos profundos, que só se apreendem
nessa análise global e generalizadora.

- o Sistema colonial, efetivamente, constitui-se no componente básico da
colonização à época mercantilista, o elo que permite estabelecer as mediações
essenciais entre os diversos níveis da realidade histórica.

- nem toda colonização se processa, efetivamente, dentro dos quadros do sistema
colonial.

- as relações coloniais podem ser aprendidas em 2 níveis: 1) através da legislação
ultramariana; 2) no movimento concreto de circulação de umas para outras, isto é,
no comércio que faziam entre si, e nas vinculações político-administrativas que
envolviam.

- mercantilismo -> doutrina político-econômica que se desenvolvia e prodominava na
Europa entre os Descobrimentos e a Revolução Industrial -> o ponto de partida é o
metalismo -> conceituação primária da natureza dos bens econômicos, e a suposição
de que os lucros se geram no processo de circulação das mercadorias.

- o mercantilismo não é uma política econômica