Sociologia J. - Anotação (5)
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Sociologia J. - Anotação (5)

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tributário"; quanto à alíquota, esta, no plano

10normativo, é o indicador da proporção a ser tomada da base de cálculo.

O até agora descrito pode ser formalizado da seguinte maneira:

 A = C +C +Cm (v+c) e t

 R (DS) mt n \(dever-ser neutro)

 C = C (S +S ) + C (b al )s p a p q c x
11 DSm (dever-ser modalizado em obrigar)

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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9 Carvalho, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 9. ed., São Paulo: Saraiva, 1997, p. 196.
10 BARRETO, Aires Bernardino. Base de cálculo, alíquota e princípios constitucionais, São Paulo: Max Limonad, 1999, p. 51 e 58.
11Rmt = Regra Matriz Tributária: A antecedente: Cm = critério material; (v+c) = verbo + complemento;
Ct = critério temporal; Ce = critério espacial; DSn dever-ser neutro; Cs conseqüente: Cp = critério pessoal;
Sa = sujeito ativo; Sp = sujeito passivo; Cq = critério quantitativo; (bc x al) = base de cálculo x alíquota;
DSm = dever- ser modalizado.

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Feita essa rápida exposição sobre a estrutura da regra matriz como instrumento lógico sintático, passaremos
a analisar em seguida a compostura da contribuição destinada ao financiamento da seguridade social,
utilizando-nos, para tanto, do instrumental supra-exposto.

Tal formulação lógica poderá ser chamada, ora de regra-matriz de custeio, ou de regra-matriz tributária, já
que tais expressões pretendem veicular o mesmo significado.

Bases de cálculo e alíquotas

a. Regime de incidência cumulativo da COFINS e do PIS-Faturamento

As pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda,
que apuram o IRPJ com base no lucro presumido ou arbitrado estão sujeitas à incidência cumulativa. As
pessoas jurídicas, ainda que sujeitas à incidência não-cumulativa, submetem à incidência cumulativa as
receitas elencadas no art. 10, VII a XXV da Lei nº 10.833, de 2003.

a.1. Bases de cálculo gerais da COFINS e do PIS-Faturamento

 A base de cálculo da Contribuição para o PIS - Faturamento e COFINS, no regime de incidência
cumulativa, é o faturamento mensal, que corresponde à receita bruta, assim entendida a totalidade
das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e
a classificação contábil adotada para as receitas. (Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º, § 1º) - aqui remetemos
o aluno para os comentários sobre a constitucionalidade da Lei n. 9718/98.

Entretanto, a base de cálculo da COFINS e PIS-Faturamento que consideramos válida e constitucional,
ainda é o faturamento entendido como resultado positivo das vendas à vista ou a prazo, nos termos do art. 2º
da LC nº 70/91 e fixação do conteúdo da palavra faturamento na decisão prolatada pelo Supremo Tribunal
Federal na ADC nº. 1-1/DF, isso em função das graves inconstitucionalidades que a Lei nº. 9.718/98.

As noções de receita bruta e faturamento não se confundem entre si, a primeira é mais ampla que a segunda,
apesar de ambas representarem ingressos positivos novos, de cunho patrimonial ao empregador
empresário. A receita engloba todos os ingressos com relevância patrimonial, independente de se
originarem da exploração do objeto social da pessoa jurídica, enquanto, o faturamento está relacionado à
venda de bens, mercadorias e prestação de serviços.

Não obstante isso, enquanto não for declarada a inconstitucionalidade da Lei nº. 9718/98, devemos ainda
considerar como eficaz a base de cálculo contida no art. 3º, § 1º da referida Lei.

a.2. Exclusões da Base de Cálculo

Para fins de determinação da base de cálculo, podem ser excluídos da base de cálculo, quando o tenham
12integrado, os valores:

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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12 Conferir: Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º, § 2º, com alterações da MP 2.158-35/2001 e Instrução Normativa SRF nº 247,
 de 2002, art. 23.

a)das receitas isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero);
b)das vendas canceladas;
c)dos descontos incondicionais concedidos;
d)do IPI;
e)do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos
serviços na condição de substituto tributário;
f)das reversões de provisões;
g)das recuperações de créditos baixados como perdas, que não representem ingresso de novas receitas;
h)dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido;
i)dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido
computados como receita;
j)das receitas não-operacionais, decorrentes da venda de bens do ativo permanente.

Além da base de cálculo geral da COFINS e do PIS-Faturamento, foram prescritas pelo legislador várias
bases de cálculo diferenciadas - bases de cálculo especiais, conforme se verá abaixo.

Neste ponto vale invocar o princípio da eqüidade no custeio, pois entendemos que o legislador do
custeio da Seguridade Social está autorizado a fixar bases de cálculo e/ou alíquotas diferenciadas,
dependendo da atividade econômica do sujeito passivo ou utilização intensiva de mão-de-obra por este
(art. 194, Parágrafo Único, V, c/c o art. 195, § 9º, da CF/88), desde que a finalidade pretendida seja
equilibrar o caixa do sistema protetivo por meio do binômio: > ou < risco social / > ou < dever de
custeio.

Frisamos: os critérios objetivados no parágrafo 9º são os únicos que autorizam eventual diferenciação
nos elementos do critério quantitativo da regra-matriz de custeio. Mas, para serem aplicados, deverão
estar norteados pela noção de risco causado pelo sujeito passivo.

Quanto maior for o risco provocado por este ou maior for sua vantagem, maior ou menor poderá ser a
base de cálculo ou alíquota da contribuição social por ele devida, sob pena de ofensa aos princípios da
eqüidade no custeio e da igualdade. Este, entretanto, não é o posicionamento adotado pelo legislador
infra-constitucional, que diferencia bases de cálculo e alíquotas ao seu alvedrio e sem qualquer
embasamento nas reais de custeio do Sistema Protetivo, razão da competência tributária prescrita nos
artigos 149, caput, c/c art. 195, caput, da CF/88.

a. 3. Alíquotas gerais da COFINS e do PIS - Faturamento
As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, no regime de incidência cumulativa, são,
respectivamente, de sessenta e cinco centésimos por cento (0,65%) e de três por cento (3%).

b. Regime de incidência não cumulativa da COFINS e do PIS - Faturamento

Regime de incidência da Contribuição para o PIS - Faturamento e da COFINS instituídos em dezembro de
2002 e fevereiro de 2004, respectivamente. O diploma legal da Contribuição para o PIS - Faturamento não-
cumulativa é a Lei nº 10.637, de 2002, e o da COFINS a Lei nº 10.833, de 2003.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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Este regime não cumulativo