Sociologia J. - Anotação (5)
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Sociologia J. - Anotação (5)

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permite o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e
encargos da pessoa jurídica. Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS - Faturamento e da
COFINS são, respectivamente, de 1,65% e de 7,6%.

As pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda,
que apuram o IRPJ com base no lucro real estão sujeitas à incidência não-cumulativa, exceto: as instituições
financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de
créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares
que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei nº 7.102, de 1983, e as
sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades
cooperativas de consumo).

As pessoas jurídicas submetidas à incidência não-cumulativa integram a essa incidência as receitas obtidas
nas vendas de bens submetidos a alíquotas diferenciadas, excetuadas as receitas de venda de álcool para
fins carburantes, que permanecem excluídas da incidência não-cumulativa.

b.1. Base de cálculo

A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS, com a incidência não-cumulativa, é o valor
do faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica,
independentemente de sua denominação ou classificação contábil (Lei nº 10.637, de 2002, art 1º, §§ 1º e
2º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, §§ 1º e 2º).

b.2. Exclusões ou deduções da Base de Cálculo

Para fins de determinação da base de cálculo, podem ser excluídos do faturamento, quando o tenham
integrado, os valores constantes da Lei nº 10.637, de 2002, art 1º, §3º e Lei nº 10.833, de 2003 art. 1º, § 3º
e Instrução Normativa da SRF nº 247, de 2002, art. 24.

b.3. Alíquotas

As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, com a incidência não-cumulativa, são,
respectivamente, de um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento (1,65%) e de sete inteiros e seis
décimos por cento (7,6%).

Há exceções à aplicação das alíquotas acima quando se tratar de alíquotas concentradas e/ou reduzidas em
função de regimes especiais de tributação.

b. 4. Desconto de créditos

Dos valores de Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS apurados, a pessoa jurídica submetida à incidência
não-cumulativa poderá descontar créditos, calculados mediante a aplicação das alíquotas de 7,6%

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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(COFINS) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep), sobre os valores:
a)das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês;
b)das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de
produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes;
c)dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do
mês ou de mês anterior, e tenha sido tributada no regime de incidência não-cumulativa;
d)das despesas e custos incorridos no mês, relativos: à energia elétrica consumida nos estabelecimentos
da pessoa jurídica; a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, utilizados nas atividades da
empresa; a contraprestação de operações de arrendamento mercantil pagas a pessoa jurídica, exceto
quando esta for optante pelo Simples; armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos
casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor;
e)dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, relativos a máquinas, equipamentos e
outros bens incorporados ao ativo imobilizado adquiridos a partir de maio de 2004, para utilização na
produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços (Ver IN SRF nº 457, de 2004);
f)dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, relativos a edificações e benfeitorias
em imóveis próprios ou de terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004, utilizados nas
atividades da empresa.

c. Regimes Especiais de Incidência

Contribuição para o PIS e a COFINS, além das duas regras gerais de apuração (incidência não-cumulativa e
incidência cumulativa), possuem ainda diversos regimes especiais de apuração.

A maioria dos regimes especiais se refere a incidência especial em relação ao tipo de receita e não a pessoas
jurídicas atingidas, devendo a pessoa jurídica calcular ainda a Contribuição para o PIS - Faturamento e a
COFINS no regime de incidência não-cumulativa ou cumulativa, conforme o caso, sobre as demais receitas.
Os regimes especiais são divididos em:

c.1. Base de cálculo e alíquotas diferenciadas
 Instituições financeiras: Têm direito a deduções específicas para apuração da sua base de cálculo, que
incide sobre o total das receitas e estão sujeitas à alíquota de 4% para cálculo da COFINS.

 Entidades sem fins lucrativos: As entidades sem fins lucrativos de que trata o art. 13 da MP nº 2.158-35,
de 2001, calculam a Contribuição para o PIS - Faturamento com base na folha de salários, à alíquota de 1%.

As sociedades cooperativas de crédito, na apuração dos valores devidos a título de COFINS e de
Contribuição para o PIS incidente sobre o Faturamento, poderão excluir da base de cálculo os ingressos
decorrentes do ato cooperativo, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 15 da Medida Provisória no
2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e demais normas relativas às cooperativas de produção agropecuária
e de infra-estrutura.(Lei nº 11.051, de 2004, art. 30).

c.2. Base de cálculo diferenciada

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Estão sujeitas à incidência cumulativa, com alíquotas de 0,65% (Contribuição para o PIS - Faturamento) e
3% (COFINS), porém, com direito a deduções específicas previstas na legislação, as receitas obtidas:
1.nas vendas de veículos usados de que trata o art. 5º da Lei nº 9.716, de 1998;
2.nas operações de compra e venda de energia elétrica, no âmbito do Mercado Atacadista de Energia
Elétrica (MAE), pelas pessoas jurídicas submetidas ao regime especial de que trata o art. 47 da Lei nº
10.637, de 2002;

Integram o regime geral de incidência da pessoa jurídica (cumulativa ou não-cumulativa, conforme o caso),
porém, com direito a deduções específicas previstas na legislação, as receitas obtidas:
3.nas operações realizadas em mercados futuros - considera-se como receita bruta por mês os
resultados positivos incorridos, inclusive os sujeitos a ajustes de posições, reconhecidos por ocasião da
liquidação do contrato, cessão ou encerramento da posição;
4.nas operações de câmbio, realizadas por instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil -
considera-se receita bruta a diferença positiva entre o preço de venda e o preço de compra da moeda
estrangeira;
5.na aquisição com deságio de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de
prestação de serviços, por empresas de fomento comercial (factoring) - considera-se receita bruta o valor
da diferença entre o valor de aquisição e o valor de face do título ou direito creditório adquirido (IN SRF
nº 247, de 2002, art. 10, § 3º).

c.3. Em substituição tributária
 Cigarros: Os fabricantes e os importadores de cigarros estão sujeitos ao recolhimento