Resumo de helmintos
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Resumo de helmintos

Disciplina:PARASITOLOGIA HUMANA F28 materiais654 seguidores
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Protoescóleces se instalam no intestino delgado do cão

e se transformam em vermes adultos, que liberam

proglotes maduras após 40-60 dias.

 O homem é um hospedeiro intermediário

acidental e se contamina ao ingerir os ovos, conforme

esquema ao lado.

XIX.1.4 – Patogenia e Sintomatologia

 A manifestação da hidatidose em humanos aparece

muitos anos depois de infectados, isto é, as pessoas se

infectam quando crianças, mas na idade adulta (10-15 anos

depois) apresentarão sintomas de acordo com o local do

cisto. A localização mais grave é a cerebral, que

felizmente não é muito freqüente. Quando o cisto se

rompe, pode haver disseminação de protescóleces,

formando grande quantidade de novos cistos no paciente, o que pode ser fatal.

XIX.1.5 – Diagnóstico

 O diagnóstico imunológico e o de imagem são os mais usados, entre esses temos: reação de

ELISA, hematoaglutinação indireta, imunofluorescência, radiografia, tomografia e ecografia.

Embora o cisto hidático se pareça com um tumor, ele não pode ser puncionado, uma vez que esse

processo rompe a membrana do cisto que libera grande quantidade de líquido repleto de antígenos.

Nesse quadro o paciente desenvolve um quadro de choque anafilático, que evolui para óbito.

XIX.1.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A hidatidose ocorre em todo o mundo, onde há criação de ovelhas pastoreadas por cães,

sendo estes alimentados com restos de vísceras das ovelhas quando abatidas. No Brasil é uma

doença endêmica do sul, já que essa é a região com maior rebanho de ovelhas do país.

 Fonte de Infecção: cães parasitados;

 Forma de Transmissão: ovo;

 Via de Transmissão: mãos sujas, poeira, água ou verduras contaminadas;

 Via de penetração: oral.

 A profilaxia dessa doença consiste no tratamento de cães positivos para equinococose ,bem

como educação sanitária e proibição drástica de alimentar cães com vísceras cruas.

XIX.1.7 – Tratamento

Ciclo biológico do Echinococcus granulosus e forma

como os humanos adquirem a hidatidose: 1 – cão
eliminando ovos (ou proglotes) nas fezes; 2 – ovos
contaminando pastos ou crianças; 3 – carneiros
ingerindo ovos; 4 – formação de cistos hidáticos
(=hidátides) nas vísceras (fígado, pulmões dos

herbívoros), que irão infectar cães novamente; 5 –
crianças adquirem a hidatidose ao ingerir ovos

provenientes de cães.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 Existe tratamento eficiente para a equinococose canina. Já para os casos de hidatidose

humana, a terapêutica pode ser medicamentosa (cura em 30% dos casos) ou cirúrgica. Nessa última,

o paciente deve ser dessensibilizado (corticóide) a fim de evitar o choque caso ocorra o rompimento

da hidátide.

XIX.2 – Himenolepíase

XIX.2.1 – Agente Etiológico

 Filo: Platyhelminthes.

 Classe: Cestoda.

 Espécies: Hymenolepis nana.

XIX.2.2 – Morfologia e Habitat

 O verme adulto mede cerca de 3 a 5cm, com

100 a 200 proglotes bastante estreita, possui escólex

com 4 ventosas e rostro com ganchos. Os ovos apresentam uma membrana interna envolvendo a

oncosfera, dela partem alguns filamentos longos; e uma membrana externamente, delgada

envolvendo um espaço claro. A larva cisticercóide mede cerca de 500μm de diâmetro, é uma

pequena larva, formada por um escólex invaginado e envolvido por uma membrana.

 O seu hábitat é no intestino delgado, principalmente íleo e jejuno. Os ovos saem nas fezes e

a larva cisticercóide é normalmente encontrada nas vilosidades intestinais do homem ou na

cavidade geral do inseto.

XIX.2.3 – Ciclo Biológico

Ciclo Monoxênico (sem hospedeiro intermediário):

1 – criança parasitada eliminando ovos nas fezes; 2 – ovos contaminando ambiente domiciliar,

onde dará origem ao ciclo monoxênico; 5 – criança ingerindo ovos junto com alimentos.

Ciclo Heteroxênico (com hospedeiro intermediário):

3 – Ovos sendo ingeridos por larvas de pulgas ou de coléopteros (caruncho de cereais); 4 –

pupa e adulto dos insetos contendo larvas cisticercóides no seu interior; 6 – criança ingerindo

insetos com a larva cisticercóide no seu interior.

XIX.2.4 – Patogenia e Sintomatologia

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 Nem sempre apresenta manifestações clínicas e o aparecimento destas está associado à idade

do paciente e ao número de vermes albergados. Os sintomas nas crianças são: agitação, insônia,

irritabilidade, diarréia, dor abdominal; às vezes ocorrem ainda ataques epiléticos, cianose, perda de

consciência e convulsões. É comum alguns indivíduos não apresentarem sintomatologia, ou ainda

haver remissão espontânea dos mesmos, por ação do sistema imune (cerca de 20 dias depois).

XIX.2.5 – Diagnóstico

 O diagnóstico clínico é de pouca utilidade e difícil, podendo ser confirmado pelo exame de

fezes, e encontro do ovo característico.

XIX.2.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 O H. nana é cosmopolita sendo mais freqüente em lugares de clima frio. A densidade

populacional e o hábito de viver em ambientes fechados são os dois fatores determinantes da

incidência dessa verminose entre a população.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

 Forma de Transmissão: ovo ou insetos contaminado com cisticercos;

 Via de Transmissão: mãos sujas, poeira, água ou verduras contaminadas ou ingestão de

inseto contaminado;

 Via de penetração: oral.

 A profilaxia consiste em higiene pessoal, saneamento básico; uso de aspirador de pó;

combate aos insetos de cereais (carunchos) e pulgas no ambiente doméstico. Fazer exame de fezes

nos demais membros da comunidade e tratá-los corretamente também é medida muito útil.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

Capítulo XX – Estrongiloidíase

XX.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Strongyloides stercoralis.

XX.2 – Morfologia e Habitat

 A única forma parasitária desse helmito é a fêmea

partenogenética que vive mergulhada na mucosa do duodeno

humano. Essa fêmea pare ovos que eclodem liberando larvas

rabditóides, as quais podem ter três ploidias:

 Larvas Rabditóides (n): dão origem a machos de vida livre;

 Larvas Rabditóides (2n): dão origem a fêmeas de vida livre;

 Larvas Rabditóides (3n): dão origem larvas filarióides (infectantes) que se tornam vermes

adultos partenogenéticos.

 Os ovos são eliminados nas fezes da pessoa contaminada,

mas a eclosão e a liberação das larvas é muito rápida, podendo

haver auto-infecção. As larvas rabditóides liberadas podem se

tornar larvas filarióides que penetram na mucosa intestinal,

ainda no intestino do homem.

XX.3 – Ciclo Biológico

 Esse parasito apresenta dois tipos de ciclo biológico:

 Ciclo Partenogenético ou Direto: as larvas rabditóides (3n) podem ser eliminadas com as

fezes, transformarem-se em larvas filarióides no ambiente e infectarem o homem por

penetração cutânea.

 Ciclo Sexuado ou Indireto: as larvas rabditóides (2n e n) no ambiente também podem

transformar-se em machos ou fêmeas adultos de vida livre, realizando vários ciclos no solo

até produzirem larvas filarióides de penetração cutânea.

Strongyloides stercoralis: A – fêmea
partenogenética; B – macho de vida livre; C –

fêmea de vida livre; o – ovário; v – vulva.

Larvas de Strongyloides stercoralis: A – larva
rabditóide: 1 – vestíbulo bucal pequeno; 2 –
primórdio genital bem visível; B – larva
filarióide: 3 – esôfago longo; 4 – cauda

terminando em um V invertido.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 Originadas de um ciclo ou de outro, as larvas

filarióides produzidas penetram na pele, caem na

corrente sangüínea, vão aos pulmões, perfuram os

alvéolos, sobem a árvore brônquica e chegam até a

faringe com o muco produzido. Nesse momento podem

ser cuspidas ou deglutidas, indo até o intestino delgado

onde se transformam em fêmeas partenogenéticas.

Pode ocorrer auto-infecção.

XX.4 – Patogenia e Sintomatologia
Julia Angeloni fez um comentário
  • Oi Isabella, será que você poderia enviar esse material por email?? Obrigada!
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