Resumo de helmintos
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Resumo de helmintos

Disciplina:PARASITOLOGIA HUMANA F28 materiais656 seguidores
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A estrongiloidíase apresenta manifestações

clínicas muito diferentes entre os pacientes. Mas

geralmente é caracterizada por:

 Fase Cutânea: dermatite urticariforme (nem

sempre observada) no local de penetração da

larva;

 Fase Pulmonar: febre, tosse com expectoração,

dispinéia, edema, etc;

 Fase Intestinal: enterite catarral, ulceração e dor no hipocôdrio direito. Nos pacientes com

histórico de prisão de ventre a auto-infecção interna ocorre com maior freqüência.

XX.5 – Diagnóstico

 O método de escolha é o parasitológico pelo exame de fezes, especial para detectar larvas.

Para isso as o material colhido deve estar fresco, não podendo usar conservador (método de Rugai e

método de Baerman-Moraes). Em pacientes com forte expectoração pulmonar, pode-se fazer exame

de escarro. Ainda que menos utilizado o diagnóstico por métodos imunológicos (ELISA) também

podem ser feitos.

XX.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A estrongiloidíase é uma doença com distribuição mundial, ocorrendo tanto em países de

clima quente, quanto em países de clima temperado.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

Ciclo biológico do Strongyloides stercoralis: 1 – humano
eliminando larvas rabditóides nas fezes, que podem

originar dois tipos de ciclos: direto, onde a larva

rabditóides e transforma em larva filarióide infectante e

indireto, formando machos (2) e fêmeas (3) de vida livre, as

quais botam ovos (4), que depois liberam larvas

rabditóides, que se transformam em larvas filarióides

infectantes, que igualmente completam o ciclo, penetrando

na pele, caindo na corrente sangüínea, indo aos pulmões e

sendo ingerida junto com a expectoração produzida.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 Forma de Transmissão: larvas filarióides;

 Via de Transmissão: contato das larvas filarióides na pele, auto-infecção interna;

 Via de penetração: pele ou mucosa.

 A profilaxia consiste em tratamento dos pacientes, uso de fossas ou privadas com tratamento

de esgoto, uso de calçados e educação sanitária e cívica da população.

XX.7 – Tratamento

 Atualmente existem drogas bastante eficientes para a terapêutica dessa parasitose. É

importante uma dieta leve, pobre em fibras, de fácil absorção e rica em nutrientes para repor as

perdas nos períodos diarréicos.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

Capítulo XXII – Tricuríase

XXI.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Trichuris trichiura.

XXI.2 – Morfologia e Habitat

 Fêmeas e machos vivem mergulhados (penetra) na mucosa do intestino grosso humano,

especialmente do ceco e do cólon ascendente, onde liberam ovos que são eliminados juntamente

com as fezes. Estes últimos permanecem infectantes no solo por cerca de um ano.

XXI.3 – Ciclo Biológico

1 – ovos saindo nas fezes humanas contendo uma massa

de células → 2 – massa de células dá origem a uma larva

que permanece infectante por um ano → 3 – Larva

infectante (L1) no interior do ovo, contaminando

alimentos → 4 – ingestão de ovos contendo a L1, cujas

larvas se desenvolvem no trajeto intestinal até se

transformarem em vermes adultos, que penetram na

mucosa do intestino groso. Não tem fase pulmonar.

 A eliminação de ovos ocorre de 2 a 3 meses após a

infecção.

XXI.4 – Patogenia e Sintomatologia

 O T. trichiura lesa a mucosa do intestino grosso por meio da digestão dos enterócitos. Por

essa razão a disenteria intermitente, mucossanguinolenta, seguida por quadros de anemia e dor

abdominal são os principais sintomas. Ainda pode ocorrer insônia, emagrecimento, anemia,

tenesmo e até prolapso (saída de um órgão da posição normal) retal. Contudo, boa parte dos

pacientes com tricuríase não apresenta sintomas ou alterações significativas.

XXI.5 – Diagnóstico

Trichuris trichiura: A – Fêmea; B – macho; C – ovo.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 Exame de fezes, usando-se métodos de rotina e encontro de ovos iguais ao da figura anexa.

XXI.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A tricuríase é uma doença com distribuição mundial, especialmente nas áreas mais pobres e

subdesenvolvidas.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

 Forma de Transmissão: ovos contendo a larva L1 infectante;

 Via de Transmissão: mãos sujas, alimento e água contaminados com ovos larvados;

 Via de penetração: boca.

 A profilaxia consiste em tratamento dos pacientes, uso de fossas ou privadas com tratamento

de esgoto, higiene pessoal e educação sanitária, cívica e ambiental.

XXI.7 – Tratamento

 Atualmente existem drogas bastante eficientes para a terapêutica dessa parasitose. É

importante uma dieta leve, com líquidos e pouca fibra, para se evitar o prolapso retal.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

Capítulo XXIII – Ancilostomíase e Necatoríase

XXII.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Ancylostoma duodenale e Necator americanus.

XXII.2 – Morfologia e Habitat

 Fêmeas e machos de ambos os parasitos vivem presos à

mucosa duodenal pela cápsula bucal, que apresenta uma diferença

entre as duas espécies: em A. duodenale a cápsula é munida de

dentes, enquanto em N. americanus a cápsula contém placas

cortantes. As outras formas encontradas são: ovos, eliminados pelas

fezes, larvas rabditóides e larvas filarióides, encontradas em terreno

argilo-arenoso, sombreado e úmido.

XXII.3 – Ciclo Biológico

1 – ovos saindo nas fezes humanas contendo

uma massa de células → 2 – ovo com massa de

células se organizando → 3 – Ovo com larva

rabditóide (L1) → 4 – Eclosão do ovo em solo

adequado → 5 – L1 passando para L2, que

desenvolve a cutícula para proteção do helminto

→ 6 – Larva filarióide infectante (L3), capaz

infectar o paciente penetrando ativamente a pele

(circulação → pulmão → faringe → duodeno) ou

sendo ingerida (estômago → duodeno).

 A eliminação de ovos ocorre 30 dias após

a infecção.

XXII.4 – Patogenia e Sintomatologia

Um casal de Necator

americanus: A –
macho, vendo-se a

bolsa copuladora em

sua parte final e B –
fêmea, que termina

em ponta fina.

Larvas rabditóide e filarióide de

Ancylostomidae: A – larva rabditóide: 1 –
vestíbulo bucal longo; 2 – primórdio
genital pouco visível; B – larva filarióide:
esôfago mais curto; 3 – presença de
bainha; 4 – cauda ponteaguda (comparar
com larva filarióide de Strongyloides

stercoralis).

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

 A ancilostomíase e a necatoríase são duas doenças muito semelhantes. A sintomatologia de

ambas apresenta três fases:

 Fase Cutânea: reação urticariforme, com prurido, eritema e edema no local de penetração da

larva;

 Fase Pulmonar: febre e tosse com expectoração, Essa fase pode durar até 30 dias;

 Fase Intestinal: havendo grande quantidade de helmintos, o paciente queixa-se de dor na

porção alta e direita do abdome, febre, fraqueza e diarréia sanguinolenta. A partir da

presença crônica dos helmintos, o indivíduo desenvolve anemia ferropriva.

XXII.5 – Diagnóstico

 Exame de fezes, usando-se métodos de rotina e encontro de ovos iguais ao da figura anexa.

XXII.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A ancilostomíase e a necatoríase são doenças com distribuição mundial, especialmente nas

áreas mais pobres e subdesenvolvidas.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

 Forma de Transmissão: larva filarióide (L3) infectante;

 Via de Transmissão: solo argilo-arenoso, úmido e sombreado;

 Via de penetração: penetração ativa na pele ou ingestão das larvas.

 A profilaxia consiste em tratamento dos pacientes, uso de fossas ou privadas com tratamento

de esgoto, uso de calçados e educação sanitária, cívica e ambiental.

XXII.7 – Tratamento

 Atualmente existem drogas bastante eficientes para a terapêutica dessa parasitose. É

importante uma dieta rica
Julia Angeloni fez um comentário
  • Oi Isabella, será que você poderia enviar esse material por email?? Obrigada!
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