Resumo de helmintos
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Resumo de helmintos

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em ferro para corrigir a anemia.

Leonardo Martins Caldeira de Deus – Med 137

Capítulo XXIII – Enterobiose

XXIII.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Enterobius vermicularis.

XXIII.2 – Morfologia e Habitat

 São vermes pequenos que vivem no ceco, sendo que fêmeas grávidas podem ser encontradas

na região perianal (não penetra a mucosa do intestino grosso). Os ovos usualmente não saem junto

com as fezes, pois as fêmeas grávidas os eliminam ao nível do ânus, o que permite encontrá-los nas

roupas íntimas.

XXIII.3 – Ciclo Biológico

Fêmeas eliminam ovos com larva em estágio (L2),

sendo que L2 se transforma em L3 em poucas horas

→ Ingestão de ovos larvados com L3 (mãos sujas ou

alimento contaminado) → L3 eclode no intestino

delgado, onde sofre duas mudas e se transforma em

vermes adultos até chegar à região cecal, onde se

acasalam.

 A eliminação de ovos ocorre cerca de 50-60

dias após a infecção. Não há fase pulmonar.

XXIII.4 – Patogenia e Sintomatologia

 A única manifestação freqüente dessa parasitose é o prurido anal. Este último ocorre porque

a fêmea se estoura para eliminar os ovos e, nesse processo, também ocorre a liberação de enzimas e

outras proteínas que promovem a irritação local. Raramente ocorre retroinfecção ou vaginite pela

penetração de larvas na vulva de mulheres.

XXIII.5 – Diagnóstico

Um casal de Enterobius

vermicularis: A – macho, B – fêmea
repleta de ovos; C – ovos típicos,
apresentando uma larva no seu

interior.

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 Pela manhã, adere-se um durex na região perianal, que depois é aderida a uma lâmina de

vidro e examinada ao microscópio.

XXIII.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A enterobiose (ou oxiuríase) é uma doença com distribuição mundial, especialmente em

crianças.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

 Forma de Transmissão: ovos larvados (L3);

 Via de Transmissão: alimentos, poeira ou mãos sujas;

 Via de penetração: boca.

 A profilaxia consiste em tratamento dos pacientes, ferver a roupa íntima dos pacientes

infectados, usar aspirador de pó em domicílios e creches infectados.

XXIII.7 – Tratamento

 Esse parasito é de fácil tratamento e se não houver reinfecção haverá cura espontânea, pois

as fêmeas são eliminadas cerca de dois meses após a contaminação.

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Capítulo XXIV – Ascaridiose

XXIV.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Ascaris lumbricoides.

XXIV.2 – Morfologia e Habitat

 São vermes grandes que vivem no intestino delgado humano, eliminando grande quantidade

de ovos cobertos por uma casca castanha mamilonada. Eles não penetram a mucosa.

XXIV.3 – Ciclo Biológico

Fêmeas eliminam ovos → Deposição de ovos

em ambiente sombreado e úmido com

desenvolvimento de L1 em 15 dias →

Transformação de L1 em L2 após 15 dias →

Transformação de L2 em L3 infectante dentro

do ovo após 15 dias → Ingestão de ovos

larvados com L3 (mãos sujas ou alimento

contaminado) → L3 eclode no intestino e

penetra na mucosa (circulação → pulmão →

faringe) → Após a fase pulmonar, as larvas se

transformam em cachos e fêmeas.

 A eliminação de ovos ocorre cerca de

60 dias após a infecção.

XXIV.4 – Patogenia e Sintomatologia

 É a parasitose mais difundida no mundo. A patogenia apresenta duas fases:

 Fase Pulmonar: febre, tosse com expectoração e pneumonia alérgica (síndrome de Löfler);

 Fase Intestinal: havendo grande quantidade de helmintos, o paciente apresenta

depauperamento físico, magreza, palidez, tristeza e barriga aumentada de volume. Esse

Morfologia dos Ascaris

lumbricoides: 1 – macho, 2 –
fêmea; 3 – ovo normal,
coberto por uma membrana

mamilonada (semelhante a m

abacaxi); 4 – ovo larvado, no

meio exterior; 5 – ovo infértil.

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parasito pode eventualmente se enovelar no intestino delgado, provocando o quadro de

“abdome agudo”, representado por dor violenta e necessidade de intervenção cirúrgica.

XXIV.5 – Diagnóstico

Exame de fezes por algum método de rotina e encontro de ovo característico.

XXIV.6 – Epidemiologia e Profilaxia

 A ascaridiose é uma doença com distribuição mundial.

 Fonte de Infecção: humanos parasitados;

 Forma de Transmissão: ovos larvados (L3);

 Via de Transmissão: alimentoscontaminados, poeira ou mãos sujas;

 Via de penetração: boca.

 A profilaxia consiste em tratamento dos pacientes, uso de fossas ou privadas com tratamento

de esgoto, higiene pessoal e educação sanitária, cívica e ambiental.

XXIV.7 – Tratamento

 Atualmente existem drogas bastante eficientes para a terapêutica dessa parasitose.

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Capítulo XXV – Filarioses

XXV.1 – Filariose Bancroftiana ou Linfática (Elefantíase)

XXV.1.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Wuchereria bancrofti.

XXV.1.2 – Morfologia e Habitat

 Os vermes adultos (fêmea de 7cm e macho de 4cm) vivem nos vasos linfáticos,

especialmente antes dos linfonodos inguinais, pélvicos e mamários. Os ovos apresentam uma casca

mole, contendo uma larva, a microfilária, que se dirige par ao sangue circulante, mas apresenta uma

periodicidade muito interessante: durante o dia permanece no sangue visceral, mas durante a noite

se dirige para o sangue periférico
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.

XXV.1.3 – Ciclo Biológico

Após fecundação, as fêmeas eliminam ovos (microfilária) → Microfilária se dirige para o

sangue circulante → Fêmea do mosquito Culex

quinquefasciatus pica o paciente e se infecta →

Após 8-10 dias a larva se torna infectante e se

dirige para a probóscida do mosquito → Ao picar

outro indivíduo, as larvas penetram na pele do

paciente → Larvas atingem o sangue e se dirigem

para os vasos sanguíneos.

XXV.1.4 – Patogenia e Sintomatologia

 É representada por um processo inflamatório e obstrutivo do vaso linfático, gerando estase

linfática, edema linfático e, mais tarde (8 a 10 anos), elefantíase.

XXV.1.5 – Diagnóstico

 O diagnóstico é feito por sangue colhido entre 22 e 2horas, com o qual são feitos esfregaços

em lâmina, que depois de coradas são examinadas em microscópio.

XXV.1.6 – Epidemiologia e Profilaxia

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 A fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus pica no período entre 22 horas da noite e 2 horas da manhã.

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 No Brasil, a filariose linfática é encontrada em Maceió, Olinda, Recife e Belém, mas sempre

nos bairros mais pobre, onde não existem serviços de água e esgoto e há grande proliferação do

mosquito transmissor.

 Fonte de Infecção: homens parasitados;

 Forma de Transmissão: larvas infectantes presentes na probóscida do inseto;

 Via de Transmissão: picada do inseto infectado;

 Via de penetração: pele.

 A profilaxia dessa doença consiste no tratamento de pacientes e melhores condições

sanitárias, como rede de água e de esgoto, visto que o mosquito tem como criadouro as coleções de

água rica em matéria orgânica, como córregos poluídos.

XXVI..7 – Tratamento

 O tratamente é eficiente, mas quanto mais precoce melhor, não só sob o ponto de vista

terapêutico, mas como profilático também.

XXV.1 – Filariose Subcutânea

XXV.1.1 – Agente Etiológico

 Filo: Aschelminthes.

 Classe: Nematoda.

 Espécies: Onchocerca volvulus.

XXV.1.2 – Morfologia e Habitat

 Os vermes adultos (fêmea de 60cm e macho de 4cm) vivem em nódulos ou tumores

subcutâneos denominados oncocercomas e situados principalmente na cabeça e no tronco. Na pele

da região póxima podem ser encontradas microfilárias que aí permanecem dia e noite
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XXV.1.3 – Ciclo Biológico

Após fecundação, as fêmeas eliminam
Julia Angeloni fez um comentário
  • Oi Isabella, será que você poderia enviar esse material por email?? Obrigada!
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