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durante o ano de 1861, cunharam-se na Casa da Moeda 8 673 232
libras contra 3 378 102 cunhadas em 1860. Vale dizer que em 1861
cunharam-se mais 5 295 130 libras que em 1860. É certo que o volume
da circulação de papel-moeda, em 1861, foi inferior em 1 319 000 libras
ao de 1860. Mas, mesmo deduzindo essa soma, ainda persiste, para
o ano de 1861, comparado com o ano anterior de prosperidade, 1860,
um excesso de moeda no valor de 3 976 130 libras, ou quase 4
milhões; em troca, a reserva de ouro do Banco da Inglaterra nesse
período de tempo diminuiu não exatamente na mesma proporção,
mas aproximadamente.

Comparai agora o ano de 1862 com o de 1842. Sem contar o
formidável aumento do valor e do volume de mercadorias em circulação,
o capital desembolsado apenas para cobrir as transações regulares,
ações de empréstimo, etc., de valores das ferrovias, ascendeu, na In-
glaterra e Gales, em 1862, à soma de 320 milhões de libras esterlinas,
cifra que em 1842 parecia fabulosa. E, no entanto, as somas globais
de moeda foram aproximadamente as mesmas nos anos de 1862 e
1842; e, em termos gerais, haveis de verificar, ante um aumento enorme
de valor não só das mercadorias como em geral das operações em
dinheiro, uma tendência à diminuição progressiva dos meios de paga-
mento. Do ponto de vista do nosso amigo Weston, isso é um enigma
indecifrável.

Se se aprofundasse um pouco mais no assunto, contudo, ele teria
visto que, independentemente dos salários e supondo que estes per-
maneçam invariáveis, o valor e o volume das mercadorias postas em
circulação e, em geral, o montante das transações concertadas em di-
nheiro, variam diariamente; que o montante das notas de banco emi-
tidas varia diariamente; que o montante dos pagamentos efetuados
sem ajuda de dinheiro, por meio de letras de câmbio, cheques, créditos
escriturais, clearing-house14 etc., varia diariamente; que, na medida
em que se necessita efetivamente de moeda metálica, a proporção entre
as moedas que circulam e as moedas e lingotes guardados de reserva,
ou entesourados nos subterrâneos bancários, varia diariamente; que a
soma do ouro absorvido pela circulação nacional e a soma enviada ao
estrangeiro para fins de circulação internacional variam diariamente.
Teria percebido que o seu dogma de um volume fixo dos meios de
pagamento é um erro monstruoso, incompatível com a realidade coti-
diana. Ter-se-ia informado das leis que permitem aos meios de paga-
mento adaptar-se a condições que variam de maneira tão constante
em lugar de converter a sua falsa concepção das leis da circulação
monetária em argumento contra o aumento dos salários.

OS ECONOMISTAS

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14 Bancos de compensação por intermédio dos quais se efetuam certos pagamentos. (N. da
Ed. Francesa.)