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			 Plano de Aula: 1 - A Ciência Penal

			 DIREITO PENAL I

			

		

		
			Título

			1 - A Ciência Penal

			
			Número de Aulas por Semana

			
				
			

			Número de Semana de Aula

			
				1
			

 Tema

		 A Ciência Penal

		
		 Objetivos

		

Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de:

·            Conhecer o plano de ensino da disciplina.

 

·         Contextualizar o Direito Penal no âmbito geral do Direito.

 

·         Visualizar os espaços profissionais para o exercício do Direito Penal.

 

·         Compreender o desenvolvimento do sistema penal como controle social formal e suas missões em um Estado Democrático de Direito.

 

·          Reconhecer o princípio da dignidade da pessoa humana como preceito constitucional e  sua relação com as demais Ciências Sociais Aplicadas.  

  

·         Desenvolver o raciocínio crítico-jurídico acerca das diversas formas de Controle Social – Formal e Informal, da necessidade da existência de um Controle Social Penal .

 

·         Identificar a existência de novos paradigmas para a Ciência Penal e o efetivo Controle Social.

·          Analisar a necessidade da evolução do Direito Penal no atual contexto sócio-político e econômico .

·         Desenvolver o raciocínio jurídico sob novas perspectivas da Ciência Penal de forma interdisciplinar.

 

		
		 Estrutura do Conteúdo

	
1.      O Direito Penal e as demais Ciências Sociais Aplicadas.

1.1.O que é o Direito Penal e para que serve: senso comum.

            1.2. A visão interdisciplinar do Direito Penal.

            1.3. Conceitos de Direito Penal.

 

2.      O Direito Penal.

            2.1. Missões ou Funções no Estado Democrático de Direito.

            2.2. Características.

            2.3. Fontes.

            2.4. As demais Ciências Penais: criminologia, política criminal, penalogia e vitimologia.

 

3.      O Controle Social - Penal e o Estado Democrático de Direito.

3.1.Conceito .

3.2.Espécies :  formal e informal.

3.3.Controle Social-Penal: legitimidade e relação com Direitos Humanos, Direitos Fundamentais e  Garantismo Penal.

 

	
	 Aplicação Prática Teórica

1) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no plano de aula e pelo seu professor.

 Jonas, após um churrasco em que ingeriu cinco copos de cerveja, ainda que alertado por um amigo sobre a nova lei de trânsito, que proíbe dirigir embriagado, decide ir embora dirigindo seu carro, pois afirma que não se encontra embriagado e que, portanto, não há qualquer perigo em dirigir. Tão logo sai da casa de seu amigo é surpreendido por uma “blitz� e submetido ao teste do bafômetro, do qual resulta a constatação da alcoolemia de Jonas em índice previsto pela Lei n. 9503/1997 (art. 306)para fins da caracterização do crime de embriaguez ao volante. Ante o exposto, sendo certo que Jonas dirigia de forma normal, qual a fundamentação para a intervenção penal sobre sua conduta e, conseqüente, responsabilização penal? Responda de forma justificada com base nos estudos realizados sobre as missões do Direito Penal no Estado Democrático de Direito.

	
Lei n. 9503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro

CAP�TULO XIX - DOS CRIMES DE TRÂNSITO

Seção II -  Dos Crimes em Espécie

?Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:

Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre distintos testes de alcoolemia, para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo

 

2) Não obstante a falha do sistema penal, o mesmo continua a ser considerado um “mal necessário� à sociedade moderna na medida em que visa, diante da complexidade das situações fáticas delituosas que lhe são apresentadas, exercer um controle social formal e institucional que atenda à toda a coletividade, desde que, no caso concreto, seja a única forma de controle social capaz de proteger determinado bem jurídico.Neste contexto, diante do Estado Democrático de Direito, baseado na dignidade da pessoa humana, assinale a alternativa correta acerca das missões e características do Direito Penal:

a)     o Direito Penal possui como características ser essencialmente preventivo e repressivo, buscando sempre que possível, a aplicação de penas privativas de liberdade como forma de controle penal;

b)     o Direito Penal possui como missão a efetivação dos direitos e garantias fundamentais, sendo, portanto, utilizado como primeira forma de controle social com vistas à máxima repressão das condutas delitivas;

c)      o Direito Penal possui como características ser essencialmente preventivo, retributivo e ressocializador, buscando sempre que possível, a aplicação de penas privativas de liberdade como forma de controle penal;

d) o Direito Penal possui como missão a efetivação dos direitos e garantias fundamentais, e possui como características ser essencialmente preventivo, retributivo e ressocializador, buscando sempre que possível, a aplicação de medidas alternativas às penas privativas de liberdade como forma de controle penal e portanto, devendo ser utilizado como última forma de controle social.

 

3) Assinale a alternativa incorreta:

a)A prevenção da vingança privada (na medida em que o Direito penal tenha incidência evita que a vítima assuma por si só a tarefa de “castigar� o infrator) e o fato de servir como conjunto de garantias para todos os envolvidos no conflito (e no processo) penal são algumas das finalidades do Direito penal.

b) A fragmentariedade do Direito penal possui apenas um significado, qual seja, o de que somente os bens mais relevantes devem merecer a tutela penal.

c) O princípio da intervenção mínima determina que a intervenção penal deve ser fragmentária e subsidiária. Isso é o que caracteriza o chamado Direito penal mínimo. O princípio da intervenção mínima possui dois aspectos relevantes: fragmentariedade e  subsidiariedade.
d) O legislador penal, em atenção ao princípio da intervenção mínima, deverá evitar a criminalização de condutas que possam ser contidas satisfatoriamente por outros meios de controle, formais ou informais, menos onerosos ao indivíduo