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DIREITO CIVIL I
Profa. Dra. Edna Raquel Hogemann
SEMANA 12 AULA 24

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Definir e diferenciar ineficácia e invalidade dos negócios jurídicos.
Examinar o tratamento da figura da nulidade relativa e absoluta no Código Civil.
Identificar os elementos fundamentais caracterizadores da inexistência jurídica.
NOSSOS OBJETIVOS
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Conteúdo Programático
1 - INVALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS
 1.1 A teoria da inexistência jurídica
1.2 Ineficácia e invalidade
1.3 Nulidade: características, espécies, causas e efeitos
1.4 Tratamento da figura da nulidade pelo Código Civil de 2002
1.5 Simulação

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CASO CONCRETO 1
Ramon Lopez, argentino, proprietário no Brasil de dois imóveis, alienou um deles por escritura particular e o segundo por escritura pública. O primeiro teve seu registro negado, sob argumento de falta de observância da forma legal determinada. Já o segundo, entrou em exigência, porque não constava do instrumento do negócio jurídico a outorga da mulher de Ramon Lopez, que não compareceu no ato da escritura, pois fora presa no aeroporto de Assunção, envolvida com excesso de bagagem e pequenos recuerdos considerados destinados para comercialização, pelos agentes alfandegários. A assinatura da mulher, pelo regime matrimonial, se considera indispensável para perfeita elaboração do negócio.

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1) Tendo em conta, em ambas as hipóteses, a existência, validade e eficácia dos negócios jurídicos, responda:
a)Na primeira hipótese – da escritura particular –, quais destes elementos estão presentes?
 
b) No que se refere à segunda hipótese, da mesma forma, analise-a, tendo em mente que o registro, para ambos os casos, se impõe como complementar necessidade para constituição plena da propriedade.
 
2)Como se analisam os negócios jurídicos diante dos planos da existência, validade e eficácia?

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CASO CONCRETO 2
Antônio comparece ao seu escritório e formula a seguinte consulta: Ele outorgou procuração para a Administradora KXM LTDA., para que esta locasse um imóvel de sua propriedade. Constava neste documento os poderes de praxe para contratar, distratar, fixar valores e demais condições do contrato, receber os aluguéis e os acessórios da locação, bem como para dar quitação. Na carta que encaminhou o instrumento de mandato à Administradora, Antônio recomendou, por escrito, que o imóvel não fosse locado para órgãos públicos, para escolas e para hospitais.
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Estipulou, ainda, que o aluguel mínimo mensal deveria ser de R$ 10.000,00. Duas semanas depois, recebeu em sua casa uma cópia do contrato de locação recém-assinado pela Administradora, como sua procuradora, no qual figurava como locatária a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O aluguel mensal fora fixado em R$ 7.500,00.

1) Antônio pode anular o contrato de locação ? Por quê?

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QUESTÕES OBJETIVAS
1) “A”, consumidor, com a finalidade não revelada de transportar substâncias entorpecentes que provocam dependência psíquica e física, celebra com “B”, fornecedor, contrato de compra e venda de material próprio para transporte de objetos, sem anunciar ao vendedor o seu propósito, que somente vem a ser descoberto por este após a consumação do contrato.
Ante essas considerações e de acordo com o Código Civil, assinale a alternativa CORRETA:
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 (A)	Há nulidade do negócio em razão de motivo ilícito, sendo a invalidade decorrente do fato de o consumidor destinar o bem negociado à prática de um delito.
 (B)	A compra e venda é considerada como negócio com objeto ilícito ante a presunção de participação do vendedor no projeto criminoso.
 (C)	Não sendo comum (razão determinante assumida por ambas as partes) o propósito de destinar o objeto adquirido para fins ilícitos ao tempo da declaração de vontade, não resta afetada a validade do negócio.
 (D)	O motivo passou à categoria de causa, provocando a nulidade porque ilícito.
 (E)	O negócio jurídico está viciado por falso motivo, determinante para a prática do ilícito.

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2)Considerando o Código Civil e as seguintes assertivas:
I - Incorre em nulidade o negócio jurídico quando apresente objeto indeterminável.
II - Nulifica o negócio jurídico ofensa cometida contra lei imperativa, que tanto pode dar-se por ofensa frontal ou direta, convencionando-se o que a lei proíbe (“agere contra legem”), como a partir de negócio jurídico lícito e válido que, por via reflexa, atinge o resultado proibido (“agere in fraudem legis”).
III - É nulo o contrato de compra e venda se a fixação do preço resta com o exclusivo arbítrio de uma das partes.
IV - É nulo o negócio jurídico praticado direta e pessoalmente por quem, em razão de causa transitória, não possa exprimir a sua vontade.
V - É nulo o negócio jurídico por vício resultante de dolo.

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Assinale a alternativa CORRETA:

(A)	Somente as assertivas I, II, III e IV estão corretas.
(B)	Somente as assertivas I, III e V estão corretas.
(C)	Somente as assertivas II, III e V estão corretas.
(D)	Somente as assertivas I, II, e IV estão corretas.
(E)	Todas as assertivas estão corretas.

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ATOS ILEGAIS, ILÍCITOS, E NULOS
O instituto do ato jurídico cumpre papel essencial no sistema jurídico, como meio de difusão de direitos e obrigações, bases nucleares do direito civil.
Dúvida inexiste quanto à premissa de que os vocábulos ilícito (lícito) e ilegal (legal) sejam, em tese, similares, inclusive sob a compreensão jurídica.
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Geralmente, quando se fala que o ato é ilícito se quer dizer, também, ilegal. Assim, ilegalidade e ilicitude têm, abstratamente, a mesma acepção, tanto para o intérprete do direito quanto para o leigo.

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É correta, em tese, a afirmação de que se identificam, no sistema jurídico brasileiro, atos ilegais e atos ilícitos.
Ato ilícito é um ato ilegal que causa prejuízo a outrem; mas nem todo ato ilegal é ilícito, porque nem todo ato ilegal causa prejuízo moral ou patrimonial a outrem.
O ato ilícito, além de ferir um princípio ou preceito legal, produz um resultado que lesiona o patrimônio material ou moral da pessoa, física ou jurídica, atingida pelos seus efeitos.
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O Ato Ilícito
O ato ilícito pressupõe o descumprimento de princípio ou preceito legal, mas, necessariamente, há de ter, mais do que potencial ofensivo, gerando resultado que se traduz em dano ou prejuízo, com o conseqüente diminuição do patrimônio moral ou material da vítima. No ato ilícito, viola-se direito e, também, causa-se dano a outrem. O binômio direito violado e patrimônio lesado é requisito do ato ilícito. Viola o direito e gera dano.
Todo ato ilícito é, pois, um ato ilegal. Se não fosse ilegal, não seria ilícito.
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O Ato ilegal
O ato ilegal, por sua vez, é um ato que agride um princípio ou preceito legal, mas nem sempre causa lesão ao patrimônio moral ou material. O ato pode ser ilegal, porque confeccionado sem observar um comando legal, sem, porém, gerar um prejuízo específico ou próprio a uma pessoa.
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No entanto, o ato ilegal pode, ao tempo em que viola a lei ou malfere um princípio, causar dano, situação em que se confunde no ato ilícito e comporta reparação do prejuízo experimentado pela pessoa lesada.
O ato ilegal se sujeita ao regime de invalidação; o ato ilícito, raramente.

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No caso de ato ilegal, é possível a cumulação de pretensões de invalidação com ressarcimento ou reparação; no ato ilícito, geralmente, cabe, conforme a sua natureza, apenas buscar a recomposição do patrimônio danificado.
O ato ilegal, de regra, é um ato nulo ou anulável.

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Vamos recordar