CCJ0006-WL-AMMA-09-Dos Negócios Jurídicos
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5 AULA 9
• Sociedades
 comerciais:
 Visam lucro, mediante
exercíciodeatividade
mercantil; para diferenciá-la da
civil, basta considerar-se a
naturezadasoperações
habituais; se estas tiverem por
objeto atos de comércio, a
sociedade será comercial,
caso contrário, civil.
SEMANA 5 AULA 9
• Empresa
 a
entidadedotadade
personalidadejurídicade
direito privado, com patrimônio
próprio e capital exclusivo da
União, criada por lei para a
exploraçãodeatividade
econômica que o governo seja
levado a exercer por força de
contingênciaoude
conveniênciaadministrativa,
podendorevestir-sede
qualquer das formas admitidas
emdireito.
SEMANA 5 AULA 9
pública:
é
Sociedade de economia
mista: é a entidade dotada
de personalidade jurídica de
direito privado criada por lei
para a exploração de
atividade econômica, sob
formadesociedade
anônima, cujas ações com
direito a voto pertençam em
sua maioria a União ou à
entidade de Administração
Indireta.
SEMANA 5 AULA 9
 PARTIDOS POLÍTICOS
Associações civis que têm por escopo assegurar dentro
do regime democrático, os direitos fundamentais
estatuídos pelo CF/88. Foram considerados como pessoa
jurídica de direito privado pela Lei 9.096, de 19.09.1995.
SEMANA 5 AULA 9
ENTES DESPERSONALIZADOS
Constituem um conjunto de
direitos e obrigações, de
pessoas e de bens sem
personalidade jurídica e com
capacidadeprocessual,
medianterepresentação;
dentre eles podemos citar a
família,associedades
irregulares, a massa falida, as
heranças jacente e vacante, o
espólio e o condomínio.
Não preenchem as condições
legais e formais para serem
enquadrados como pessoas
jurídicas, por falta de alguns
requisitosoupelasua
situação jurídica “sui generis”.
SEMANA 5 AULA 9
Existência legal
• As pessoas jurídicas de direito público iniciam-se
 em razão de fatos históricos, de criação
 constitucional, de lei especial e de tratados
 internacionais, se tratar-se de pessoa jurídica de
 direito público externo; nas pessoas de direito
 privado, o fato que lhes dá origem é a vontade
 humana, sem necessidade de qualquer ato
 administrativo de concessão ou autorização, salvo
 os casos especiais do CC (arts. 18 e 20,§§ 1º e 2º),
 porém a sua personalidade jurídica permanece em
 estado potencial, adquirindo status jurídico, quando
 preencher as formalidades ou exigências legais; o
 processo genético apresenta-se em 2 fases: a do
 ato constitutivo, que deve ser escrito, e a do
 registropúblico.
SEMANA 5 AULA 9
Capacidade da pessoa jurídica
Decorre da personalidade que a ordem
jurídica lhe reconhece por ocasião de seu
registro; essa capacidade estende-se a
todos os campos do direito; pode exercer
todos os direitos subjetivos, não se
limitando à esfera patrimonial; tem direito à
identificação, sendo dotada de uma
denominação, de um domicílio e de uma
nacionalidade; a pessoa jurídica tem
capacidade para exercer todos os direitos
compatíveis com a natureza especial de
sua personalidade.
SEMANA 5 AULA 9
Responsabilidade contratual
A pessoa jurídica de direito público e privado, no que se
refere à realização de um negócio jurídico dentro do
poder autorizado pela lei ou pelo estatuto, deliberado pelo
órgão competente, é responsável, devendo cumprir o
disposto no contrato, respondendo com seus bens pelo
inadimplemento contratual (CC, art. 1.056); terá
responsabilidade objetiva por fato e por vício do produto e
do serviço.
SEMANA 5 AULA 9
Responsabilidade extracontratual
 As pessoas de direito privado devem reparar o dano
causado pelo seu representante que procedeu contra o direito;
respondem pelos atos ilícitos praticados pelos seus representantes,
desde que haja presunção juris tantum de culpa in eligendo ou in
vigilando , que provoca a reversão do ônus da prova, fazendo com
que a pessoa jurídica tenha de comprovar que não teve culpa
nenhuma (STF, Súmula 341); as pessoas de direito público são
civilmente responsáveis por atos dos seus representantes que
nessa qualidade causem danos a terceiros, procedendo de modo
contrário ao direito ou faltando dever prescrito por lei, salvo o direito
regressivo contra os causadores do dano; bem como as de direito
privado que prestem serviços públicos.
SEMANA 5 AULA 9
Fim da pessoa jurídica
A pessoa jurídica tem o seu
fim através da dissolução,
deliberadaentreseus
membros, ou quando é
cassada a autorização para
seu funcionamento, porém
subsiste até a conclusão da
liquidação.Concluídaa
liquidação, será cancelada a
inscrição da pessoa jurídica.
Ainda poderá ter seu fim por
determinação legal ou por ato
do governo.
SEMANA 5 AULA 9
DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA
Domicílio: é a sua sede jurídica, onde os
credores podem demandar o cumprimento das
obrigações; é o local de suas atividades
habituais, de seu governo, administração ou
direção, ou, ainda, o determinado no ato
constitutivo.
SEMANA 5 AULA 9
As regras sobre o domicílio das pessoas jurídicas
concentraram-se num mesmo dispositivo legal,
bordejando as pessoas jurídicas de direito público
interno e as pessoas jurídicas de direito privado.
SEMANA 5 AULA 9
Diz o Código que o domicílio:
Domicílio da pessoa jurídica de direito público
 interno
a)da União é o Distrito Federal;
b) dos Estados e Territórios, as
respectivas capitais; e
c) dos Municípios, o lugar onde
funcione a administração municipal.
Releva advertir que as autarquias e as
demais entidades de caráter público
criadas por lei foram enquadradas na
categoria genérica das chamadas
demais pessoas jurídicas de que cuida
o Código Civil , a cujo regime jurídico
equiparam-se para efeito de domicílio.
SEMANA 5 AULA 9
Domicílio das demais pessoas jurídicas
 À exceção da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios,
as pessoas jurídicas, de direito público interno ou de direito privado,
têm como domicílio:
 a) o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e
administrações; ou
b) o lugar designado no estatuto ou contrato social ou ato constitutivo.
SEMANA 5 AULA 9
Domicílio plural
• Característica que merece destaque é a de
 que a pessoa jurídica, se dispuser de
 estabelecimentos em lugares diferentes, será
 dotada de domicílio plural.
SEMANA 5 AULA 9
DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA
 Conforme o perfil, as
característicaseas
necessidades da pessoa
jurídica,pode-se,
perfeitamente, fragmentar a
sua unidade nuclear, de
cujos pedaços compõem-se
outros estabelecimentos, a
fim de otimizar a atuação da
entidade, ao tempo em que
cadaumadelasserá
considerada domicílio para
osatosindividualmente
praticados.
SEMANA 5 AULA 9
Pluralidade de Domicílios
• O regime adotado pelo Código
 Civil foi o de privilegiar a
 existência de mais de um
 domicílio, seja pessoa natural ou
 pessoa jurídica de direito privado,
 razão por que se disse que o
 legislador perfilhou a escola que
 cultiva a pluralidade de domicílio.
• Plural ou singular, o que importa,
 porém, é que haja pelo menos um
 domicílio, haja vista que não é crível a
 existência de pessoa jurídica ou de
 pessoa natural , ainda que desprovida
 de toda sorte de bens materiais, sem
 domicílio, como representação do
 local em que possa a ser encontrada.
SEMANA 5 AULA 9
Preponderância
do domicílio
• O domicílio da pessoa jurídica de direito privado
 é o lugar onde funcionarem as respectivas
 diretorias e administrações, isto quando dos seus
 estatutos não constar eleição de domicílio
 especial. O parágrafo 1º do mesmo artigo
 estabelece que se houver mais de um
 estabelecimento relativo a mesma pessoa
 jurídica, em lugares diferentes, cada qual será
 considerado domicílio para os atos nele
 praticados.
• Caso a pessoa jurídica só tenha sede no
 estrangeiro, em se tratando de obrigação
 contraída por agência sua, levar-se-á em
 consideração o estabelecimento, no Brasil, a que
 ela corresponda, como emana do parágrafo 2º do
 já citado art. 75, CC. Dispõe a Súmula 363, do
 STF: "A pessoa jurídica de direito privado pode
 ser demandada no domicílio da agência, ou do
 estabelecimento, em que se praticou o ato".
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Saiba