CCJ0006-WL-AMMA-09-Dos Negócios Jurídicos
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Disciplina:Direito Civil I5.999 materiais252.303 seguidores
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O Código de Processo Civil, em seu art. 88, I, e no parágrafo único,
também disciplina a matéria, dispondo:
"Art. 88. É competente a autoridade judiciária brasileira quando:
I - o réu, qualquer que seja sua nacionalidade, estiver domiciliado
no Brasil;
Parágrafo único. Para o fim do disposto no n° I, reputa-se
domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que aqui tiver
agência, filial ou sucursal".
SEMANA 5 AULA 9
Solução do caso 1
Antônio Luckyless ao chegar na garagem de seu prédio, pela manhã, observou que seu
automóvel encontrava-se amassado. Diante do fato, Antônio procurou o Síndico para que
este tomasse providências no sentido de ressarcir o dano causado ao automóvel de sua
propriedade. Entretanto, foi surpreendido pelo Síndico que lhe informou nada poder fazer
uma vez que o condomínio não é pessoa jurídica, logo, não pode ser responsabilizado pelos
danos que por ventura ocorram nas suas dependências. Com dúvida sobre a pertinência do
que foi dito pelo síndico, Luckyless procura você, seu advogado pessoal, para uma consulta
jurídica.
À luz do caso acima narrado, responda justificadamente:
a) Está correta a afirmação do Síndico? Justifique.
 Não, pois o condomínio sendo um ente despersonalizado, ou entidade formal, apresenta
capacidade processual, logo, responde por todos os danos causados em suas
dependências, desde que não se conheça o verdadeiro culpado.
b)O condomínio pode figurar no pólo passivo de uma relação jurídica? Justifique.
Sim, pois o ente despersonalizado apresenta capacidade processual. Logo, é sujeito de
direitos e deveres na ordem civil.
Obs: Nem todos os grupos constituídos para a consecução de um fim comum gozam de
personalidade. Têm capacidade processual , porém não têm personalidade
jurídica.Exemplos: espólio (acervo de bens do falecido); condomínio; herança jacente ou
vacante (art 1819 CC); massa falida. (vide art 12, III, IV, V, VII, VI do CPC)
SEMANA 5 AULA 9
Solução do caso 2
Josimar de Sant´Anna, próspero comerciante estabelecido na cidade de Salvador/BA, é
um cidadão de bons princípios. Ao saber que herdara todos os bens de seu rico tio
solteirão que morrera na Suíça, tratou de buscar dar uma finalidade social à metade de
tudo que herdara. Instituiu uma fundação por escritura particular, com finalidade
educacional não lucrativa para as crianças carentes da Baixa do Sapateiro, e com dotação
de bens livres, tendo registrado o instrumento no Cartório de Títulos e Documentos,
deixando de mencionar a maneira de administrá-la.
Diante do caso acima exposto, pergunta-se:
a) Josimar fez a escolha jurídica correta ao criar uma fundação e não uma associação?
Justifique.
Gabarito sugerido: Sim. As fundações constituem um patrimônio personalizado destinado
a um fim. A fundação constituiu-se de um patrimônio personalizado destinado a um fim,
enquanto a associação caracteriza-se por constituir um agregado de pessoas naturais ou
jurídicas no qual o patrimônio tem papel secundário, ou mero acessório, o que não é o que
se apresenta no presente caso concreto.
b) O procedimento adotado para criação da fundação está de acordo com a lei? Por quê?
Justifique.
Não. A instituição fundacional é nula, integralmente, como nulo é o seu registro.
Justificativa: Conforme art. 62 CC, a criação de uma fundação deve ser através de
escritura pública, por isso a nulidade absoluta do ato.
SEMANA 5 AULA 9
• NÃO ESQUEÇA DE LER
O CONTEÚDO RELATIVO À SEMANA 6
PARA A PRÓXIMA AULA
E FAÇA OS EXERCÍCIOS NA WEBAULA!
Até lá!!!!
SEMANA 5 AULA 9