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AULA 10
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Aula 10: O Setor Externo e Noções de
Desenvolvimento Econômico

ECONOMIA – ANDREA SAMPAIO VIANNA
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2011
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Políticas para o setor externo: cambial e comercial
Noções da composição do Balanço de Pagamentos
Conhecer as funções de alguns organismos internacionais
Distinguir entre crescimento e desenvolvimento de um país

OBJETIVOS DA AULA 10

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As relações econômicas de um país com o setor externo são administradas pelo governo através de duas importantes políticas macroeconômicas: COMERCIAL E CAMBIAL.

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O PAÍS E O SETOR EXTERNO

A POLÍTICA CAMBIAL consiste na administração da taxa de câmbio, que é a medida de conversão entre a moeda nacional e a moeda de outro país. Usaremos aqui a taxa de câmbio entre dólar americano e real (embora existam outras diversas, como entre euro e real).

A POLÍTICA COMERCIAL abrange medidas que influenciam a balança comercial do país, composta pelas exportações X (vendas ao exterior) e importações M (compras do país no exterior). Veremos que são medidas que não mexem no câmbio, mas influenciam o saldo comercial.

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Lembremos da Demanda Agregada, a variável que determina o nível de Produção de um país:

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EFEITOS NA DEMANDA AGREGADA
Note que o crescimento das exportações leva ao aumento da DA. Por outro lado, se as importações crescem, agem reduzindo a DA. Em busca de crescimento e geração de emprego, o governo procura agir para que o saldo comercial (X – M) seja o maior possível.

DA= C + I + G + X – M
SUPERÁVIT COMERCIAL
X > M
X < M
DÉFICIT COMERCIAL

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A TAXA DE CÂMBIO
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O nível da taxa de câmbio influencia bastante o saldo comercial de um país. De uma forma simplificada, a taxa de câmbio mostra quantos R$ são necessários para se comprar US$ 1.

A taxa de câmbio é o preço do dólar em reais.

Ex.: Taxa = 1,68 (significa US$1 é trocado por R$1,68)

Observe que essa taxa é medida na moeda nacional.
Se a taxa sobe, significa que se precisa de mais reais para comprar US$1:
Ex.: o câmbio passa de 1,68 para 1,72. Se precisamos de mais R$ para comprar o mesmo 1 dólar,
o real DESVALORIZOU.
Logo, se a taxa de câmbio é desvalorizada, ela sobe.

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Que diferença faz no saldo comercial, se o câmbio estiver valorizado ou desvalorizado?
Vejamos nas Exportações. A empresa que exporta recebe em dólares, e é obrigada a trocar esses US$ por reais, junto ao Banco Central. Suponha que a empresa vendeu um valor de US$ 10.000. Se a taxa de troca for de R$1,68, ganha R$16.800,00. Mas, se a taxa estiver mais desvalorizada (ex.: 1,72), ganha R$ 17.200,00.

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CÂMBIO E EXPORTAÇÕES
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Se a taxa cair, significa que serão necessários menos reais para comprar US$1: Ex.: o câmbio passa de 1,68 para 1,60. Se precisamos de menos R$ para comprar o mesmo 1 dólar,
o real VALORIZOU.
Logo, se a taxa de câmbio é valorizada, ela CAI.

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Vejamos nas Importações. A empresa que importa deve pagar sua compra de produtos estrangeiros em dólares. Para isso, deve adquirir dólares. Suponha que uma empresa aqui no Brasil encomendou meias da China, no valor de US$10.000. Se, ao adquirir dólares para pagar a encomenda, a taxa de câmbio for de R$1,68, gasta R$16.800,00. Mas, se a taxa estiver mais desvalorizada (ex.: 1,72), gastará mais: R$ 17.200,00.
A taxa de câmbio desvalorizada torna a importação mais cara (o que pode desestimular a compra de importados); mas estimula a exportação.

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CÂMBIO E IMPORTAÇÕES
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Taxa desvalorizada: estimula um SUPERÁVIT COMERCIAL.
Taxa valorizada: estimula um DÉFICIT COMERCIAL.

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Além de influenciar o saldo comercial, a taxa de câmbio também pode influenciar a inflação no país.
Se o gasto para comprar os dólares que pagarão a compra de produtos no exterior subir, a tendência é que essa alta de custo seja repassada ao consumidor.
 A importação mais cara, principalmente se for de bens intermediários (que serão usados para produzir outra mercadoria), pode causar inflação de custos.
 Veja que mesmo que o preço da mercadoria importada no mercado internacional não mude, o fato do dólar custar mais caro aqui dentro pode levar à inflação aqui.
Por outro lado, se a taxa de câmbio fica menor (ou seja, valoriza), se torna mais barato comprar dólar para pagar pelos importados. Isso estimula as importações.

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IMPORTÂNCIA DO CÂMBIO
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Como a taxa de câmbio afeta variáveis importantes, o governo dispõe de métodos para definir ou influenciar essa taxa. Os métodos são chamados de “regimes cambiais”, e há 2 tipos principais: fixo e flutuante.
No regime de taxas fixas de câmbio o governo estipula a taxa oficialmente (ex.: início do Plano Real, quando US$ 1 = R$ 1,00). Como ele define a taxa, também tem a obrigação de vender dólares a quem quiser adquiri-los por essa taxa combinada.
O problema é que se a taxa for muito baixa, (preço do dólar baixo, em reais) a demanda por dólares sobe, e o governo precisa tirar US$ das Reservas Internacionais para atender à essa demanda. Isso implica alto gasto das Reservas Internacionais.

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REGIMES DE CÂMBIO
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Ainda dentro do regime de taxas fixas de câmbio, existe o sistema de bandas cambiais. O BC fixa os limites superior e inferior (uma “banda”, um intervalo) dentro dos quais a taxa de câmbio pode flutuar, p. ex., de R$ 1,80 a R$ 2,00.

A taxa flutua em função da interação entre oferta de dólares e demanda por dólares, que ocorre como com qualquer mercadoria:
Quando há maior demanda que oferta, o preço sobe.
Se houver maior oferta que demanda, o preço cai.
O preço de que falamos aqui é a taxa de câmbio; a oferta é o total de dólares oferecidos para venda, e a demanda é o total de dólares procurados para compra.

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REGIME FIXO
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A flutuação da taxa de câmbio acontece então através do “jogo de mercado”. Mas, no regime de bandas cambiais, se o preço negociado pelos agentes no mercado de dólar escapar à banda previamente determinada, o governo atua no mercado comprando ou vendendo dólares, para ajustar a taxa de câmbio à banda que ele definiu.

Ex.: Se a banda for de R$ 1,80 a R$ 2,00, e o mercado estiver negociando o dólar a R$2,10, o governo vende dólares, para provocar a queda da taxa de câmbio que está sendo praticada pelos agentes.
	E se o mercado estiver negociando o dólar a R$1,75, o governo compra dólares, para provocar a alta da taxa de câmbio que está sendo praticada pelos agentes.

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FIXO, BANDAS CAMBIAIS
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Mas, como já vimos, a taxa de câmbio tem grande influência na inflação e no saldo comercial (e portanto, na Demanda Agregada da economia).
Por isso, mesmo no regime flutuante o governo entra eventualmente no mercado, comprando ou vendendo dólares. Nesse caso, a flutuação não é “ pura” , pois o mercado não estará agindo sozinho: chamamos essa situação de “flutuação suja”. O Brasil adota desde 1999 o regime cambial flutuante, com “flutuação suja”.

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REGIME FLUTUANTE
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Nesse regime, também chamado de flexível, o governo deve deixar a determinação da taxa de câmbio por conta do mercado. A taxa flutua ao longo do dia, e de um dia para o outro, conforme ofertantes e demandantes vão atuando.

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A política comercial pode ser conduzida de 2 formas, de acordo com as medidas tomadas em relação às IMPORTAÇÕES: ABERTURA COMERCIAL (facilita a entrada de importados no país) ou PROTECIONISMO.
→ No que se refere às exportações, não há diferenciações na política comercial, pois todo país sempre deseja aumentar as exportações ao buscar crescimento.
Medidas que elevam as exportações :
		- Crédito mais barato (taxas de juros subsidiadas) para 	quem produz para exportar.
		 - Estímulos fiscais (Isenção ou redução de impostos).

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POLÍTICA COMERCIAL
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Consiste em medidas para influenciar as EXPORTAÇÕES (X) e as IMPORTAÇÕES (M), sem que seja necessário mexer na taxa de câmbio.

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