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EAE 0305 – Contabilidade Social
Aula 3 – Princípios e estrutura básica do SCN (itens 2.1, 2.2 e 2.3 do programa)

Profª. Leda Paulani

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2.1 - Introdução
O formato concreto do sistema de contas nacionais (SCN)pode variar de país para país sem que sejam desrespeitados seus conceitos e princípios básicos (por exemplo, o princípio segundo o qual “valor da produção” e “produto” são duas coisas diferentes).
Contudo, um número cada vez maior de países vêm elaborando seus SCN seguindo as diretrizes do System of National Accounts (SNA), divulgadas pela ONU, o que facilita a comparação entre países.
Até 1993, o SNA tinha um formato mais simples, que seguiremos inicialmente antes de entrar na forma que o sistema tem atualmente e que é seguida pelo Brasil.
Vamos começar com uma economia simples, sem governo e sem relações com o exterior

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2.2 – Economia fechada e sem governo
O SNA 1968, que vigorou até 1993, era um sistema de 4 ou 5 contas que respeitavam o equilíbrio externo e interno (princípio das partidas dobradas).
Dentre essas contas, a conta de produção é a mais importante, porque é a partir dela que todas as demais se estruturam.
De um dos lados dessa conta temos o produto; de outro sua utilização ou destino, ou seja o consumo das famílias (ou consumo final, ou consumo privado) e o investimento.
Definição de Produto (pela ótica do produto)
 Produto = Valor da Produção – Consumo intermediário, ou
 Produto =  valor adicionado ei , onde
 ei = empresa i, i variando de 1 até n

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2.2 – Economia fechada e sem governo
O investimento é dividido em
 1) variação de estoques; e
 2) formação bruta de capital fixo (FBKF).
A variação de estoques concerne aos bens cujo consumo ou absorção futura se dá de uma única vez, enquanto que a formação de capital fixo diz respeito aos bens que não desaparecem depois de uma única utilização.
A formação de capital fixo é normalmente resultante de um planejamento das empresas (ou do governo), enquanto que a variação de estoques é, ao menos em parte, não planejada.
A FBKF contêm também a produção destinada à mera reposição do capital fixo desgastado no período ou depreciação.
Produto Bruto - Depreciação = Produto Líquido

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2.2 – Economia fechada e sem governo

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2.2 – Economia fechada e sem governo

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2.2 – Economia fechada e sem governo
A conta de produção mostra a identidade entre renda e dispêndio (os indivíduos e famílias são considerados agentes envolvidos nas atividades produtivas).
As contas de apropriação e de capital contêm os lançamentos inversos àqueles que aparecem na conta de produção, garantindo o equilíbrio externo do sistema.
A conta de apropriação mostra de que modo as famílias alocam as rendas recebidas pela cessão de seus fatores de produção, se em consumo ou em poupança (os indivíduos e famílias são tomados como unidades de dispêndio).
A conta de capital mostra a identidade entre investimento e poupança (Investimento  Poupança).

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2.2 – Economia fechada e sem governo

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2.2 – Economia fechada e sem governo

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2.3 – Economia aberta e sem governo
As mais conhecidas transações econômicas entre os países são aquelas relacionadas ao comércio (exportações e importações);
Mas as transações entre os países não se reduzem à mera compra e venda de bens e serviços. Elas envolvem também fatores de produção.
Daí a necessidade de se distinguir entre produto interno e produto nacional.
Para se obter o produto nacional de uma economia é preciso deduzir de seu produto interno a renda líquida enviada ao exterior, ou, se for o caso, adicionar a seu produto interno a renda líquida recebida do exterior.
 Produto Nacional = Produto Interno – Renda líquida enviada ao exterior
 ou
 Produto Nacional = Produto Interno + Renda Líquida recebida do exterior
A conta do Setor Externo é montada sempre do ponto de vista do Resto do Mundo

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2.3 – Economia aberta e sem governo

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2.3 – Economia aberta e sem governo
Com a introdução da conta do setor externo, as contas de produção e de capital vão sofrer modificações para abrigar os lançamentos inversos àqueles que apareceram nessa nova conta.
A conta de produção trará agora não apenas o valor produzido com fatores de produção nacionais, mas também o valor produzido com fatores de propriedade de não residentes (líquidos dos valores produzidos em outros países com fatores de propriedade de residentes). Trará, assim, o produto interno não o produto nacional.
A outra modificação que a conta de produção trará é a inclusão das importações de bens e serviços não fatores do lado do débito. Assim, ela vai demonstrar agora não mais o produto, mas a oferta total da economia. No movimento contrário, as exportações de bens e serviços não fatores serão lançadas no lado do crédito, compondo a demanda total da economia.
A conta de capital trará, do lado do débito, o déficit (ou superavit) do BP em transações correntes, indicando se parte do investimento efetuado na economia deveu-se à importação de capital ou se, ao contrário, a economia em questão financiou o resto do mundo.

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2.3 – Economia aberta e sem governo

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2.3 – Economia aberta e sem governo