CCJ0006-WL-AMMA-10-Dos Defeitos nos Negócios Jurídicos
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DIREITO CIVIL I
SEMANA 6 AULA 10
OS BENS
SEMANA 6 AULA 10
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1 – OS BENS - ELEMENTOS EXTERNOS DA RELAÇÃO
JURÍDICA
1.1 Os Bens Jurídicos.
1.2 Conceito e Espécies.
1.3 Noção de patrimônio.
1.4 Distinção entre bens e coisas.
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NOSSOS OBJETIVOS
 Identificar o objetos das relações
 jurídicas apresentadas.
• Compreender a noção jurídica de
 patrimônio
• Perceber a distinção entre bens e coisas.
•
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OS BENS.
As pessoas procuram
nos bens, materiais ou
imateriais, a satisfação
de seus desejos e a
realização de suas
necessidades,em
tornodosquais
gravitam os interesses
e os conflitos.
SEMANA 6 AULA 10
Para um melhor esclarecimento acerca da
classificação adotada no Código Civil brasileiro, é
importante diferenciar "coisa" e "bem".
Para trabalhar estas noções vamos começar
apresentando nossos casos concretos desta 6ª.
semana:
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CASO CONCRETO I
Jairo Silva Santos, jovem tímido de 19
anos é convidado pelos colegas de
escola para participar de um luau na
praia do Peró, em Cabo Frio/RJ. A
noite estava estrelada, a música
envolvente e aquela gente toda
dançando freneticamente deixavam o
jovem ainda mais deslocado. Até que
conhece Maria Priscila, que o leva
para o outro lado da praia e com
quem acaba tendo sua primeira noite
de amor. No calor do momento, Jairo
enterra uma das mãos no chão e
segura um punhado de grãos de areia
que resolve guardar como recordação
daquele momento especial.
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Ao voltar para a festa, Jairo tropeça num objeto semi-
enterrado na areia, descobrindo que se trata de uma
carteira de couro da grife Giorgio Armani contendo
R$200,00.
Diante do caso acima relatado, responda:
a) Em razão do grande valor sentimental que aquele
punhado de areia possui para Jairo, pertence ele a seu
patrimônio? Por quê?
b) Como Jairo não conseguiu identificar o dono da
carteira ela passa a fazer parte de seu patrimônio? Por
quê?
c) É possível, de acordo com o Direito Civil brasileiro,
uma pessoa ser destituída de todo e qualquer
patrimônio?
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Noção de patrimônio. Distinção entre bens e
 coisas.
Segundo Teixeira de Freitas , coisa
tem por definição tudo aquilo que
possuiexistênciamaterial,seja
suscetível de valoração ou não e,
conseqüentemente, possa ser objeto
de apropriação.
Conclui-se que a noção de coisa
conecta-se, a priori, à de substancia.
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Existem coisas que não são apropriáveis embora
sejam úteis, sendo, portanto, denominadas res
communes, dentre as quais podemos destacar o ar, a
luz, as estrelas, o mar. Assim, as coisas comuns são
de todo mundo ao mesmo tempo em que não são de
ninguém. Há também as coisas que podem ser
apropriadas, porém não pertencem a ninguém, como
é o caso dos animais de caça, dos peixes e das
coisas abandonadas (res derelictae).
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VOCÊ SABIA?!
O nosso sistema jurídico admite, como uma
das formas de aquisição originária do domínio,
a ocupação de coisa abandonada pelo dono
(res derelicta), desde que se demonstre a
intenção deste de abandonar o bem.
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• Portanto, não é bem abandonado aquele
 deixado em um local para um fim específico
 ou porque o dono ainda não tenha dado
 utilidade para o fim a que se destina.
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Atenção!!!
Não confundir com a coisa perdida (res amissa),
pois as coisas perdidas não podem ser apropriadas
pela ocupação, mas sim devem ser devolvidas ao
dono.
A perda da coisa não implica perda da propriedade.
O ditado popular "achado não é roubado" é falso, e
a coisa perdida não pode ser ocupada pelo
descobridor sob pena de crime (art. 169, pú, II do
CP).
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CURIOSIDADE
ANOTE AÍ !!!
O descobridor deve agir conforme art.
1233 do CC, mas tem direito a uma
recompensa do 1234 (achádego é o
nome dessa recompensa), salvo se o
dono da coisa preferir abandoná-la,
hipótese em que o descobridor pode
ocupar a coisa por se tratar, agora, de
res derelictae.
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Este art. 1234 consagra
uma obrigação facultativa
do dono da coisa/devedor
 da recompensa. Agora é
evidentequeseo
descobridor passar a usar
acoisaterminará
adquirindo-apela
usucapião e o passar do
tempo irá também
beneficiá-locoma
prescrição do aludido
crime do Código Penal.
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CONCEITO DE BEM
Tudo o que tem valor e, por esse motivo, adentra no universo
jurídico como objeto de direito, é um bem. Evidencia-se,
portanto que a utilidade e a possibilidade de apropriação são
o que dão valor às coisas, transformando-as em bens.
 Bem no sentido de valor, utilidade ou interesse de natureza
material, econômico ou moral, ou, em outras palavras, é tudo
aquilo que é protegido pelo Direito, tendo ou não conteúdo ou
valoração econômica.
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Na terminologia jurídica, bens corresponde à res dos
romanos, porém, nem sempre bens e coisa podem
ser tidos em sentido equivalente, porquanto há bens
que não se entendem como coisas, e há coisas que
não se entendem como bens.
Na compreensão jurídica, somente como bens
podem ser compreendidas as coisas que tenham
dono, isto é, as coisas apropriadas. Escapam, pois,
ao sentido de bens, as coisas se dono (res nulius).
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PATRIMÔNIO
 É o conjunto de bens de que alguém é titular, abrangendo
todas as relações jurídicas passíveis de avaliação pecuniária
e imputável a mesma pessoa. Fazem parte do patrimônio
tanto os direitos como os deveres, tanto ativo, como o
passivo.
 Excluem-se: os direitos da personalidade, direito a saúde, a
liberdade, ao nome e os direitos de família puros, sem
apreciação patrimonial (pátrio poder), incluindo-se os que
tenham expressão pecuniária, como o direito aos alimentos.
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Caso concreto
Noção de patrimônio.
Paula resolve entrar para uma comunidade religiosa em que
os bens materiais individuais são considerados impuros.
Somente pouquíssimos bens, essenciais, para a
sobrevivência do grupo, são passíveis de serem aceitos e
passam a pertencer à comunidade. Sua mãe, viúva, a
adverte de que não poderá se desfazer de todos os seus
bens por causa da teoria do estatuto jurídico do patrimônio
mínimo.
1) Paula poderá se desfazer do patrimônio que possui,
herança de seu pai?
2) A advertência da mãe de Paula está correta?
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O PATRIMÔNIO é composto de elementos
positivos e negativos. Os bens e direitos
representam o aspecto positivo patrimonial. As
obrigações, o aspecto negativo. Ainda que as
dívidas superem os bens e direitos, o
patrimônio existe.
Ativo = Bens + Direitos
Passivo = Dívidas
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PATRIMÔNIO MÍNIMO
A teoria do patrimônio mínimo se baseia na regra da
proibição da doação universal pela qual é nula a doação
de todos os bens sem reserva de parte, ou renda
suficiente para a subsistência do doador.
 Muito embora esta regra humanitária seja antiga, com
origens romanas, estando no CC de 1916, art. 1.175, só
ganhou destaque com a CF de 1988, que consagrou o
fenômeno da repersonalização do Direito Civil. Antes
disso, no Código de 1916, muito patrimonialista, a regra
estava praticamente ignorada. Hoje, no art. 548 do CC,
passa a ter a atenção que sempre mereceu.
(FACHIN, Luiz Édson. Estatuto Jurídico do Patrimônio Mínimo. 2ª ed.
atual. Rio de Janeiro: Renovar, 2006):
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NÃO ESQUEÇA DE LER
O CONTEÚDO RELATIVO À SEMANA 6
PARA A PRÓXIMA AULA
E FAÇA OS EXERCÍCIOS NA WEBAULA!
Até lá!!!!
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