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DIREITO CIVIL I
Profa. Dra. Edna Raquel Hogemann
SEMANA 14 AULA 26

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Conceituar, distinguir e analisar os elementos da decadência.
Reconhecer as características, espécies, causas e efeitos da decadência nos negócios jurídicos.
Identificar as características relacionadas ao instituto da decadência no atual Código Civil.
NOSSOS OBJETIVOS
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Conteúdo Programático
1. DECADÊNCIA
Conceito. Teorias
Decadência: conceito, elementos, fundamento e espécies
Regras gerais

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___ CASO CONCRETO 1
1. Ana Maria comprou um produto na loja de João Ricardo. Ao utilizar o produto, percebeu que o mesmo apresentava defeito. Acontece que estava entrando de férias, com viagem marcada para ficar 30 dias em um cruzeiro pelo Caribe. Dois dias depois de retornar da viagem, procurou a loja para reclamar e ouviu do balconista que não teria mais direito em razão deste haver decaído.
Inconformada procura seu escritório de advocacia e formula as seguintes perguntas:
A) O que é um prazo decadencial?
B) Como se deve proceder para não perder o direito pela decadência em caso de direito do consumidor?
C) Qual a diferença entre decadência e prescrição?

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CASO CONCRETO 2

Antonio Renato de Araújo Bacamarte, aluno do curso de Direito, na cidade de Ourinhos/SP, acaba de ter sua primeira aula de Direito Civil sobre o assunto prescrição e decadência. Assim que fica sabendo da feliz notícia, seu avô, o velho coronel Tião Bacamarte, resolve promover uma sabatina com o neto e faz-lhe as seguintes perguntas:
 
a) É possível se transformar um prazo prescricional em decadencial?
 b) Como ficam as regras da prescrição neste caso?

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CASO CONCRETO 3
 
A profa. Salete Marques de Araujo colocou os seguintes exemplos no quadro :
1. Maria entrou com ação na Justiça para que João lhe pague R$1.500,00 que ela lhe emprestara.
2. A Cia de Navegação Novos Rumos está acionado na Justiça o estofador Mário Espinosa para que este acabe de reformar o estofamento das poltronas do teatro do navio A Rota II.
3. Dr. João Caríssimo entrou na Justiça pedindo a anulação do contrato de compra e venda de sua mansão, pois descobriu que o adquirente é menor de 16 anos e assinou sózinho toda a documentação.

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4. Ao receber em casa uma TV LDC de 68 polegadas, José da Silva descobriu que o comprador era um homônimo. Devolveu o produto, mas está sendo cobrado, por isso entrou com uma ação declaratória de inexistência de relação jurídica em face da loja de eletrodomésticos.
A seguir, a profa. Pediu aos seus alunos:
- Indiquem quais são os casos em que os prazos relativos são prescricionais e os decadenciais, justificando:

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 A RESPEITO DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA, É CORRETO AFIRMAR:
 a) Prescreve em dez anos a cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular.
 b) No contrato regularmente formalizado por escrito, as partes podem renunciar a decadência fixada em lei.
 c) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
 d) A alteração do prazo prescricional por acordo das partes só terá validade se comprovada nos autos por instrumento público ou particular.
 e) A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa com a sua morte, iniciando-se novo prazo em relação ao seu sucessor.
 

QUESTÕES OBJETIVAS
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De acordo com o Código Civil brasileiro, com relação à prescrição e à decadência, é correto afirmar:
 a) A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra o seu sucessor.
 b) Prescreve em três anos a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição.
 c) A interrupção da prescrição, em regra, poderá ocorrer quantas vezes forem necessárias.
 d) É defesa, em qualquer hipótese, a renúncia tácita da prescrição, por expressa determinação legal.
 e) Salvo disposição legal em contrário, em regra, aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.
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DECADÊNCIA.

A origem da palavra decadência vem do verbo latino cadere, que significa cair.
A decadência atinge diretamente o direito em razão também da desídia do titular durante certo lapso temporal. Portanto, a decadência é a extinção do direito pela inércia do titular, quando a eficácia desse direito estava originalmente subordinada ao exercício dentro de determinado prazo, que se esgotou, sem o respectivo exercício. O tempo age, no caso de decadência, como um requisito do ato.

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CONCEITO
A decadência, também chamada caducidade, vem a ser a perda do próprio direito material em razão do decurso do tempo. A decadência importa o desaparecimento, a extinção de um direito pelo fato de seu titular não exercê-lo durante um prazo estipulado na lei. É a extinção do direito pela inação de seu titular que deixa escoar o prazo legal ou voluntariamente fixado para o seu exercício..

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Leciona Maria Helena Diniz ao afirmar que a "decadência dá-se quando um direito potestativo não é exercido extrajudicial ou judicialmente dentro do prazo. Atinge um direito sem pretensão, porque tende à modificação do estado jurídico existente, p. ex., como o herdeiro necessário que tem 4 anos para provar a veracidade da deserdação alegada pelo testador contra herdeiro necessário (CC, art. 1.965, parágrafo único) e com isso ser beneficiado na sucessão com exclusão do deserdado. Supõe, a decadência, direito sem pretensão, pois a ele não se opõe um dever de quem quer que seja, mas uma sujeição de alguém." 
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Valendo-se do mesmo raciocínio, Caio Mario da Silva Pereira define decadência como o "perecimento do direito potestativo, em  razão do seu não exercício em um prazo predeterminado."
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 Conclui Humberto Teodoro Júnior: "se a prescrição é a perda da pretensão (força de reagir contra a violação do direito subjetivo), não se pode, realmente, cogitar de prescrição dos direitos potestativos. Estes nada mais são do que poderes ou faculdades do sujeito de direito de provocar a alteração de alguma situação jurídica. Neles não se verifica a contraposição de uma obrigação do sujeito passivo a realizar certa prestação em favor do titular do direito. A contraparte simplesmente está sujeita a sofrer as conseqüências da inovação jurídica. Por isso não cabe aplicar aos direitos potestativos a prescrição: não há pretensão a ser extinta, separadamente do direito subjetivo; é o próprio direito potestativo que desaparece, por completo, ao término do prazo marcado para seu exercício."
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Objeto da Decadência
O objeto da decadência, portanto, é o direito que nasce, por vontade da lei ou do homem, subordinado à condição de seu exercício em limitado lapso de tempo.

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Atenção!
A decadência está relacionada aos direitos que são objetos de ações constitutivas.
Assim como a prescrição, pode ser argüida tanto por via de ação como por meio de exceção ou defesa.
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Sobre a argüição da decadência dar através da via de ação ou por via de exceção; no primeiro caso, o titular do direito tenta exercitá-lo desprezando a decadência, assim, o interessado poderá pleitear a declaração de decadência; por outro lado, se o titular pretender exercitar seu direito, o interessado pleiteará a decadência.
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Perdido o prazo, perdido estará o direito. Enquanto na prescrição ocorre a perda de uma pretensão, a decadência importa a perda do próprio direito material. Importante notar que a decadência não admite suspensão ou interrupção.
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O prazo decadencial é fatal.
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As normas