FSI - Aula 6
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FSI - Aula 6

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As Origens do Sistema Internacional Moderno
Formação do Sistema Internacional
Aula 6 Viotti e kauppi
Introdução:
Sistema internacional
Tipos ideais:

Sistema de unidades indepentendes
Sistema de Estados hegemônicos: esses Estados interferindo na política externa dos outros. Porém, “hegemonia não é sinônimo de unipolaridade”.
Sistema imperial: impérios interferem na política interna dos outros; vai além da hegemonia; supremacia.
Sistema feudal: é um sistema muito plural, diversificado; os Estados eram apenas uma das várias formas políticas de autoridade

Sistemas Internacionais Históricos

 Império Persa (1100 – 600 a.C.) (atual Irã) (língua aramaico)

Círculos concêntricos: quanto mais perto do centro do Império, havia uma autoridade mais marcada; quanto mais afastado, menos autoridade)
Maior autonomia interna
O Império cresceu em direção da Ásia e da Europa, e nessa área da Europa havia a Grécia.
 Grécia Clássica (séc. VI – I a.C.)

Cidades-Estado

Região do Peloponeso: Esparta (+ poderosa) e Atenas. Resistiram bastante aos persas.

Esparta vence os persas. Para evitar outra invasão, Atenas propõe Liga de Delos. Atenas se fortalece militarmente.

Esparta tenta conter a hegemonia de Atenas. Após a derrota final de Atenas, Esparta tenta ser hegemônica; todos da região se unem contra ela.

Equilíbrio de Poder
Fim: Alexandre, o Grande: une os Impérios Persa e Grego, dominando os dois. Pela lógica dos outros, seria um sistema hegemônico, mas pela visão de Viotti e Kauppi, seria um sistema imperial.

Império Romano
Autoridade legítima -> Vantagens da ordem e da lei romana
O poder do Império tinha reconhecimento tanto interno quanto externo. Isso permitia mais riqueza e maior controle dos territórios.
Crescimento da burocracia centralizada (Roma começa a formalizar esse poder)
Séc. I e II d.C.
- autoridade + concentrada no Imperador
Esse Império começou a ruir; a presença de bárbaros aumenta, Constantinopla (atual Istambul) começa a desenvolver valores islâmicos.
Europa Medieval e Sistema Feudal

Queda do Império Romano e descentralização da autoridade
Igreja proclama universalidade no reino sagrado. Poder político secular (oposto de religioso) fragmentado.
Sacro Império Romano (Carlos Magno, séc. IX)
Poder de líderes locais Feudalismo (fragmentação da autoridade política na Europa)
Começam a surgir os senhores feudais, que tinham que dividir o poder com os príncipes, reis. Estes se enfraqueceram muito, pois tinham mais poder formal do que prático.
Dentro do Império, um emaranhado de entidades políticas menores dotadas de autonomia (feudos, principados, reininhos).
OBS: Ele não era nem SACRO, pois era uma autoridade secular.
Não era nem IMPÉRIO, pois nem sempre intervinha nos assuntos domésticos.
Não era nem ROMANO, pois era muito mais germânico.
Era uma entidade criada por Carlos Magno para tentar manter a estabilidade naquela região.
Esse cenário de “poder nas mãos de quem?” confuso começou a mudar. Aqueles reis “simbólicos” passam a querer mais poder.
A Emergência do Sistema Europeu de Estados Independentes

Séc. XII e XIII: reconcentração do poder políticos nas mãos dos reis -> recursos financeiros e poder coercitivo (poder latente e militar – Mearsheimer)
Avanços na educação
Choque entre reinos espiritual e temporal
Exércitos maiores (para defender e expandir fronteiras)
Fatores para ascensão européia:

Geografia
Desenvolvimento descentralizado do comércio
Vários centros de poder militar
Expansão da ciência e da tecnologia
Renascimento e Refoma
Após 1660, Estado como principal unidade política Paz de Vestfália (1648) Soberania
Mercantilismo desenvolvimento econômico
Sistema de Estados independentes e beligerantes (que fazem guerra)
Direito internacional (Hugo Grotius) Sociedade de Estados