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1930-1931.
 Pelo seu caráter, seu volume, sua importancia decisiva em relação á guerra, estas industrias
transcendem dos limites da economia privada, para entrar no dominio da economia do Estado, ou da
economia "para-estadual". A produção que eles fornecem tem uni unico comprador, o Estado.
 Marchamos para uma época durante a qual, estas industrias não terão tempo, miem possibilidade
de trabalhar para o consumo privado, e terão que trabalhar exclusivamente ou quasi, para as forças
armadas da Nação.
 Ha tambem uma razão de ordem puramente moral que inspira nossas considerações: o Regimen

O Estado Corporativo

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Fascista, não admite que individuos e sociedades se aproveitem de um acontecimento que impõe á Nação
os mais graves sacrificios. O triste fenomeno dos enriquecidos com a guerra, não se verificará mais na
Italia.
 Esta transformação constitucional de um vasto e importante setor da nossa economia, se efetuará
sem precipitação, com calma, mas com firmeza fascista. Tracei-vos nas suas linhas geraes, qual será
amanhã o aspéto da Nação sob o ponto de vista economico. Como podeis observar, a economia
corporativa é multiforme e harmonica. O Fascismo nunca pensou em reduzil-a ao maximo denominador
comum do Estado. Nunca sonhou em transformar em monopolio do Estado, toda a economia da Nação
que as Corporações disciplinam e que o Estado limita mio setor que interesse sua defesa, isto é a
existencia e a segurança da Patria. Nesta economia de aspétos necessariamente Varios, como é variada a
economia de toda a Nação de alta civilisação, os trabalhadores, tornam-se com iguaes direitos e iguaes
deveres, colaboradores da emprêsa, com o mesmo titulo dos fornecedores de capital e dos diretôres
tecnicos. Na era fascista, o trabalho nas suas infinitas manifestações constitue o metro unico com o qual
se mede a utilidade social dos individuos e dos grupos.
 Uma economia como a que acabo de traçar, deve poder garantir a tranquilidade, o bem estar, a
elevação moral e material das numerosas massas que compõe a Nação e que demonstraram no momento
atual, seu alto grau de consciencia nacional, e sua absoluta adesão ao Regimen. Deverão ser diminuidas,
e isto será feito com sistema fascista, as distancias entre as diversas categorias de produtores, os quaes
reconhecerão as hierarquias do mais alto dever e da mais dura responsabilidade.
 Realizar-se-á na economia fascista esta mais alta justiça social que constitue de ha muito tempo a
aspiração suprema das multidões na lúta aspera e quotidiana, contra as mais elementares necessidades da
vida.
 É esta a segunda vês, que se reune no Capitolio, a Assembléa Nacional das Corporações. Alguem
por legitima curiosidade será levado a perguntar: o que acontecerá a esta Assembléa ? Qual será o lugar
que ocupará na economia constitucional do Estado italiano? Já dei uma resposta a estas perguntas, e
precisamente no meu discurso de 14 de novembro de 1933, ano XII, no qual anunciava que o Conselho
Nacional das Corporações, podia muito bem substituir em tudo e por tudo a Camara dos Deputados.
Confirmo hoje, o que disse. A Camara já heteroclita na sua composição porque uma parte de seus
membros são tambem membros desta Assembléa, cederá seu lugar, á Assembléa Nacional das
Corporações, que se constituirá em "Camara dos Fascios e das Corporações» e que será composta, a
principio, pelo conjúnto de vinte e duas Corporações. As modalidades, segundo as quaes se formará a
nova Assembléa representativa e legislativa, as regras do seu funcionamento, suas atribuições, suas
prerrogativas, seu caráter, constituem problemas de ordem doutrinal e tecnico, que serão examinados
pelo orgão supremo do Regimen: o Grande Conselho. Esta Assembléa será absolutamente " politica",
porque quasi todos os problemas da economia, só podem ser resolvidos por meio de um plano politico.
Por outro lado, as forças que se poderiam talvês, um tanto arbitrariamente chamar extra-economicas,
serão representadas pelo Partido e pelas Associações reconhecidas.
 Naturalmente, perguntareis quando se verificará esta profunda e já madura transformação
constitucional, e eu vos respondo, que não está muito longe esse dia, si bem que ele esteja ligado ao
epilogo vitórioso da guerra africana e aos acontecimentos da politica européa.
 Com as transformações economicas e com esta inovação politico constitucional, a Revolução
Fascista, realisa plenamente seus postulados fundamentaes, que foram aclamados ha dezessete anos na
Praça de San Sepulcro em Milão.
 Camaradas,
 Seguro dentro de suas fronteiras, graças ao vulto de seus armamentos, e ao espirito de seus
combatentes; dotado de instrumentos politicos e sociaes cada vês mais proporcionados ás condições de

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sua vida e á evolução do tempos, anticipando-se a todos os Paises do mundo, o povo italiano tem hoje
aberto deante de si - graças ao Fascismo - o caminho de uma força sempre crescente. O assedio
societario, provou o temperamento da raça e mais do que nunca a unidade do espirito. O sacrificio
enfrentado pelo povo italiano na Africa, é um imenso serviço prestado á civilisação e á paz do mundo, e
tambem á essas velhas e demasiado sacias potencias coloniaes, que cometeram o incrivel erro historico
de obstacular a nossa ação.
 A Italia, conquista territorios na Africa, para livrar as populações que estão de ha muitos seculos, á
mercê de alguns chefes sanguinarios e rapazes.
 O impulso vital do povo italiano, não foi nem será detido pela rêde de procedimentos de um páto,
que em vês de paz, traz á humanidade perspetívas de guerras cada vês mais vastas. Trinta seculos de
historia - e que historia! - a vontade indomita das gerações que se sucedem e ascendem, a capacidade do
mais alto sacrificio - o sacrificio do sangue - demonstrado três vêses durante o seculo, são elementos
suficientes para alimentar nossa fé e abrir-nos as portas do porvir.

NA ASSEMBLÉA NACIONAL DAS CORPORAÇÕES
(discurso pronunciado a 15 de maio de 1937, A. XV).

 Camaradas,
 Em que ponto estamos com o "plano regulador» da economia italiana, traçado no discurso
pronunciado nesta sala, a 23 de março XIV, e que lembro a quantos que por acaso tenham esquecido? O
"plano regulador)) visava e visa alcançar um objetivo: a autonomia economica da Nação no seu mais alto
grau, pressuposto necessario e garantia fundamental da sua independencia politica e do seu poder.
Lancemos o nosso olhar no horizonte para observar o que tem sido e o que será feito.
 Comecemos pelo sub-solo e precisamente pelos combustiveis solidos. O carvão de qualidade extra,
não foi até hoje encontrado na Italia, mas existem algumas centenas de milhões de toneladas de um òtimo
carvão que póde e deve ser empregado, em substituição ao estrangeiro. O carvão da A.C.A.I. extraido das
bacias da Istria, da Sardenha, teve grande aceitação. A produção deste ano, será superior a um milhão de
toneladas, mas visamos atingir no minimo, a cifra de quatro milhões de toneladas, isto é a terça parte do
consumo anual, que se avalia, perto de 10 ou 12 milhões de toneladas.
 Neste setor, mesmo eletrificando todas as estradas de ferro, não conseguiremos alcançar a
completa autonomia.
 Não devemos porem, nos preocupar demasiado, porque haverá sempre uma ou mais Nações que
estão dispostas a fornecer o resto de carvão, de que necessitamos.
 Do carvão, passemos ao ferro. Aqui, me permitam dizer, que a siderurgia confia demasiado, nos
pedaços de ferro que importamos das Nações do Ocidente, com preços exagerados, segundo a disposição
de animo desses Paises.
 Uma siderurgia que trabalha com a percentagem de 50 % de fragmentos de ferro importado, é uma
siderurgia artificial, que póde faltar aos seus objetivos,