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e de uma fé nacional solida.
 Não tem direito ao reconhecimento:
 a) as associações mixtas, compostas de empregadores e trabalhadores de uma mesma categoria;
 b) as associações dos funcionarios do Estado ou de administrações dependentes do Estado (Enti
parastatali).
 É necessario porem advertir, que si existe para algumas categorias de dependentes do Estado,
como os oficiaes, os soldados e os magistrados, a proibição absoluta de associação sindical, para outras
ao contrario, é concedido o direito de associar-se para fins moraes, culturaes e assistenciaes. As

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associações autorisa das assim constituidas, dependem do Partido Nacional Fascista.
 Podem fazer parte das associações sindicaes, os cidadãos de 18 anos completos, de bôa condúta
moral e politica, sob o ponto de vista nacional e que possuam os requisitos profissionaes exigidos pela lei
e pelos estatutos das associações.
 Os estrangeiros que residem a mais de dez anos na Italia, podem ser admitidos nas associações
sindicaes como membros, porem não podem ser designados, nem eleitos, para desempenhar um cargo ou
função diretiva.
 O contráto coletivo. - Já dissemos, que as associações legalmente reconhecidas tem o objetivo de
tutelar os interesses da categoria, e que para tal fim, celebram os contratos coletivos disciplinando as
relações de trabalho.
 Estes contratos coletivos, devem ser rigorosamente aplicados para todos os produtóres, sejam ou
não inscritos nas associações reconhecidas que pertencem á categoria profissional, pela qual cada
contráto foi celebrado.
 O contráto coletivo tem um caráter imperativo; os acordos particulares que se afastam dele, são
nulos e são substituidos de direito pelas clausulas relativas ao contráto coletivo.
 São pelo congrario validos, os acordos que mantêm ou criam para o trabalhador, condições mais
favoraveis do que as que são estabelecidas no contráto coletivo.
 Os contrátos coletivos, para poderem ser publicados e aplicados devem conter o regulamento
completo das relações de trabalho, seja do ponto de vista diretamente economico (salarios ferias pagas,
indenisações por despedida etc..) seja do ponto de vista moral ou disciplinario. A infração aos contratos
coletivos, acarreta responsabilidades civis (pagamento dos danos, em pról do individuo ou associação
que foi vitima desta infração) e penaes. A infração aos contratos coletivos é uma falta, punida com multa
ou com medidas penaes.
 Quando as associações interessadas não conseguirem chegar a um acordo para a celebração do
contráto coletivo, podem dirigir-se á Corporação competente, que tentará conciliar a divergencia.
 Independentemente de toda e qualquer divergencia, as associações interessadas, de comum acordo,
podem confiar á Confederação competente o encargo das relações de trabalho. A corporação estabelece
para tal fim, as chamadas regras corporativas, as quaes não podem determinar o salario, que só pode ser
estabelecido por meio de contráto coletivo ou por meio de uma decisão da Magistratura do Trabalho.
 A Magistratura do Trabalho. - Depois de ter creado os orgãos encarregados da representação e da
tutela das categorias produtoras, depois de ter estabelecido as normas de trabalho relativas á celebração
dos contratos coletivos de trabalho, e abolida a auto-defesa das classes em virtude da proibição das
greves e do fechamento, seria preciso crear uma instituição que pudesse resolver as controversias
concernentes ás relações coletivas de trabalho; um orgão, capaz de fornecer em caso de persistente
desacordo sobre a interpretação ou aplicação de uma norma geral de trabalho, a verdadeira interpretação
e de obrigar as associações interessadas a observar as disposições dos contratos. Este orgão é constituido
pela Magistratura do Trabalho. Persistindo a divergencia entre as duas associações interessadas na
estipulação ou interpretação do contráto coletivo de trabalho, e depois de ter fracassado a tentativa de
conciliação, uma das associações, ou melhor o Promotor publico, si o interesse publico o exige, pode
dirigir-se á Magistratura do Trabalho. Esta, instituida em cada Côrte de Apelação do Reino, compõe-se
de três juizes, e dos cidadãos peritos, que não tenham nenhum interesse diréto ou indiréto na
controversia; estes são escolhidos em uma lista redigida segundo as indicações, pelas associações
profissionaes legalmente reconhecidas.
 A Magistratura do Trabalho, resolve o conflito conciliando os interesses particulares com o
interesse superior da Nação; por isto, ela emite, uma sentença que tem o mesmo valor que o contráto
coletivo, e que regula da mesma forma que um contráto coletivo, as relações de trabalho de um modo

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definitivo. Quando se verifica uma transformação consideravel no estado de fáto, a associação
profissional interessada e o Promotor publico, podem solicitar a revisão da sentença, mesmo antes do
termo estabelecido pela referida sentença.
 As controversias que a Magistratura do Trabalho deve resolver, podem referir-se tanto á aplicação
e á interpretação dos contrátos coletivos, como á aplicação e á interpretação de normas equivalentes.
 Contra as sentenças da Magistratura do Trabalho, a lei permite de recorrer á Côrte de Cassação.

VALOR E FUNÇÃO DA CORPORAÇÃO

 A atividade dos Sindicatos que representam as diferentes categorias, desenvolve-se no Regimen
Fascista segundo o principio de colaboração e de acôrdo com os metodos e formas estabelecidas pelas
leis, para que as questões que interessam as diferentes categorias sejam discutidas e resolvidas do melhor
modo. Quando se fala das questões que interessam as referidas categorias, não se entende sómente as
questões entre empregados e empregadores. Estas são importantes mas outras ha que não o são menos,
como as questões entre as diferentes categorias de trabaihadores e numerosas questões entre as diferentes
categorias de empregadores.
 Ha em outras palavras, em lugar da "luta de classes" marxista entre todas as categorias de
trabalhadores por um lado e todas as categorias de empregadores por outro, contrastes de interesses entre
as diversas categorias de produtores: algumas vêses entre as diferentes categorias de operarios, outras
vêses, entre as diferentes categorias de empregadores, e outras ainda entre operarios e empregadores.
Esta divergencia de interesses constitue uma manifestação inevitavel da vida humana: mas a vida
humana póde justamente desenvolver-se, porque, estes contrastes se resolvem em outros tantos acordos,
em um ritmo continuo e sem fim. Para que a vida nacional se desenvolvesse de modo vantajoso para
todos, seria necessario, depois de ter creado os orgãos que representam os interesses particulares, isto é,
os Sindicatos, criar tambem os orgãos de coligação destes interesses, para que se conheçam
reciprocamente e no caso de conflito, discutir suas causas afim de restabelecer o acôrdo. Estes orgãos de
coligação e de colaboração chamam-se Corporações. No principio a Corporação foi considerada como
um orgão no qual se reuniam os empregadores e os empregados para estabelecer uma colaboração
harmoniosa; mas a Corporação tal como foi definida pelo Codigo do Trabalho, foi realisada pela lei de 5
de fevereiro de 1934, como orgão de colaboração de todas as categorias que desenvolvem sua atividade
em um ciclo produtor, isto é, em um conjunto de produções e de intercambios, que completam um genero
de atividade economica.
 A primeira indicação legislativa sobre as Corporações, encontra-se na lei n° 563 de 3 de abril de
1926, sobre a disciplina juridica das relações coletivas de trabalho.
 No artigo 3 desta lei, não se fala de Corporação, mas de orgãos centraes de coligação, entre as