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os que obedecem a um empirismo de ordem economico, social é clara: a
inflação é o caminho que conduz á catástrofe.
 Mas, quem póde efetivamente pensar que a multiplicação do papel moeda, aumenta a riquêsa de
um povo? Já alguem fez a comparação: seria o mesmo que acreditar que a população aumentou de um
milhão de homens, pela simples razão de ter sido reproduzida um milhão de vêses, a fotografia de um
individuo.
 Entretanto, não tivemos a experiencia dos "bonus» francêses e do marco alemão, depois da guerra?
 Quarta experiencia: a fascista. Si a economia liberal é a economia dos individuos em estado de
liberdade mais ou menos absoluta, a economia corporativa fascista é a economia dos individuos, e

O Estado Corporativo

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tambem dos grupos associados e do Estado Quaes são seus caracteres ? Quaes são os caracteres da
economia corporativa?
 A economia corporativa respeita o principio da propriedade privada. A propriedade privada
completa a personalidade humana : é um direito, e si é um direito, é tambem um dever. Tanto, que
pensamos, que a propriedade deve sêr compreendida como função social: por conseguinte não
propriedade passiva, e sim propriedade ativa, que não se limita a gosar os frútos da riquêsa, mas
desenvolve-os, aumenta-os, multiplica-os.
 A economia corporativa respeita a iniciativa individual. No Codigo do Trabalho, está declarado
que só quando a economia individual é deficiente, inexistente ou insuficiente, é que intervem o Estado.
Um exemplo evidente disto, verifica-se no Agro Pontino, onde só o Estado conseguiu sanear essas terras.
 Os principios corporativos estabelecem a ordem tambem na economia. Si ha um fenomeno que
deve sêr ordenado e destinado a certos e determinados fins, é sem duvida o fenomeno economico, que
interessa todos os cidadãos.
 Não é sómente a economia industrial que deve sêr disciplinada, mas tambem a economia agricola
(nos momentos faceis tambem alguns agricultores se desorientaram), a economia comercial, a bancaria e
o a do artezianismo.
 Como deve realizar-se esta disciplina? Com a auto-disciplina das categorias interessadas.
 Só quando estas categorias não tenham conseguido chegar a um acôrdo e a um equilibrio, o Estado
poderá intervir, com plenos direitos, pois o Estado representa o outro termo do binómio: o consumidor. A
massa anonima na sua qualidade de consumidora, não formando parte de organisações especiaes, deve
sêr tutelada pelo orgão que representa a coletividade dos cidadãos.
 Neste ponto alguem poderia ser levado a perguntar-me."E se a crise acabasse?" Respondo:
"Principalmente então!" Não se devem alimentar ilusões sobre o rapido percurso desta crise. Os seus
vestigios serão duradouros. No entanto, mesmo si por acaso amanhã houvesse um resurgimento
economico geral, e se si voltasse ás condições economicas de 1914, que já fizemos referencia,
principalmente então seria necessaria a disciplina, porque os homens com a sua facilidade de esquecer,
seriam levados a repetir as mesmas tolices e as mesmas loucuras.
 Esta lei senhores senadores, já se enraizou na consciencia do povo italiano. Este admiravel povo
italiano, laborioso, incançavel, economisador acaba de demonstral-o, dando a esta lei nove biliões de
votos, valendo uma lira cada um. Este povo demonstrou juntamente com as vossas discussões, que esta
lei, não é uma ameaça mas uma garantia, não é um perigo, mas uma salvação suprema.
 Momento de executal-a. Uma vês aprovada a lei, procederemos á constituição das Corporações. O
Grande Conselho examinou o texto da lei nas suas reuniões e definiu os caracteres e a composição das
corporações. Constituidas estas, velaremos pelo seu funcionamento, que deverá ser rapido, não entravado
pela burocracia.
 É necessario tambem, levar em conta o custo do funcionamento desta instituição, porque o juizo
que se póde formular sobre uma nova instituição deve levar em conta o rendimento desta em relação com
o seu custo. Não se deve portanto temer um aumento da burocracia. Por outro lado, não se pode conceber
uma organisação humana sem um minimo de burocracia. Quando tivermos visto, seguido, acompanhado
o funcionamento pratico e efetivo das Corporações, chegaremos á terceira fase, a da reforma
constitucional
 Só então, será decidido o destino da Camara dos Deputados.
 Como depreendeis de tudo quanto vos disse, nós procedemos com grande calma. Não precipitamos
os acontecimentos: estamos seguros de nós, porque, como Revolução Fascista, temos ainda o seculo
inteiro deante de nós.

O Estado Corporativo

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DISCURSO AOS OPERARIOS DE MILÃO
(16 de outubro de 1934, A. XII).

 Com esta formidavel reunião de povo, encerra-se o ciclo das minhas três jornadas milanêsas.
 Começaram os ruraes. Suas valiosas dadívas, serviram para aliviar as necessidades de numerosas
familias, de diversas regiões da Italia. Realço perante a Nação, esta meravilhosa prova de civismo e de
solidariedade nacional, demonstrada pelos laboriosos ruraes da provincia de Milão.
 Hoje o coração desta cidade, sempre - jovem e galharda, que está ligada indissoluvelmente á minha
vida, diminue o seu forte pulsar.
 Sois neste momento, protagonistas de um acontecimento que a Historia política de amanhã
denominará - " o discurso aos operarios de Milão.
 Neste momento, milhões e milhões de italianos vos cercam; e para alem dos mares e dos montes,
muita gente está de ouvido atento.
 Peço-vos alguns minutos de atenção. Poucos minutos, mas que provavelmente darão motivo a
longas meditações.
 A recepção de Milão não me surpreendeu: comoveu-me. Não vos admireis desta afirmação, porque
no dia em que o coração não vibrasse, esse dia significaria o fim.
 Ha cinco anos nestes mesmos dias, desmoronavam-se com imenso fragor as colúnas de um templo,
que parecia desafiar os seculos. Aniquilaram-se numerosas fortunas e muitos não souberam sobreviver ás
consequencias deste desastre.
 O que ficava debaixo destes escombros? Não só a ruma de poucos ou de muitos individuos, mas
tambem o fracasso de um periodo da historia contemporanea, que se póde chamar, da economia liberal
capitalista.
 Os que se deleitam em olhar para o passado falaram de crise. Não se trata de uma crise no sentido
tradicional, historico da palavra, mas da passagem de uma para outra fase de civilisação. Não se trata já
da economia que se baseia no lucro individual, mas da economia que se preocupa do interesse colectivo.
 Perante este declinio provado e irrevogavel, ha duas soluções para enfrentar o fenomeno da
produção.
 A primeira, consistiria em estadualizar toda a economia da Nação. É uma solução que repelimos,
porque ,entre outras cousas não pretendemos multiplicar por dez, o numero já imponente dos empregados
do Estado.
 A segunda solução, é a que se impõe pela logica e pelo desenvolvimento dos acontecimentos. É a
solução corporativo é a solução da auto-disciplina da produção, confiada aos produtóres. Quando digo
produtóres, não incluo sómente os industriaes ou empregadores, mas refiro-me tambem aos operarios.
 O Fascismo estabelece a verdadeira e profunda igualdade de todos os individuos, em face do
trabalho e da Nação. A diferença está na escala e na amplitude das responsabilidades individuaes.
 Dirigindo-me ás multidões da populosa e esforçada Bari, afirmei que o objetivo do Regimen, no
dominio economico, é a realisação de uma justiça social mais elevada e equitativa, para o povo italiano.
 Agora, confirmo deante de vós este compromisso, e podeis estar certos de que será integralmente
cumprido.
 Que significa esta justiça social mais elevada? Significa trabalho assegurado, salario equitativo,
casa decente,